segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Londres é uma Farsa
Estou demorando mais para escrever, mas tenho boas desculpas. Ta, nao tenho. Mas como so (continuo sem acento...) os meus pais e algumas amigas leem isso aqui nao faz tanta diferença. Nao que eu nao ligue para voces, ta? Por favor, continuem lendo. :D
Sem mais enrolaçao (coisa que aparentemente compoe uns 40% do blog), vou logo justificar porque Londres é uma farsa. Em primeiro lugar, estou gostando de Londres, sim. Mas tambem estou descobrindo altas mentiras sobre a cidade.
1-Estamos aqui ha 5 dias e hoje foi o primeiro dia que choveu. Nos outros, fazia muito sol e céu azulao. Sempre ouvi que Londres é chuvosa e nublada. MENTIRA!!
2-Ja que estava -15 em Montreal, e aqui faz mais que zero, estava toda feliz que tava vindo para um calorao. Por incrivel que pareça, sentimos (pra deixar bem claro que nao sou eu que tenho problemas) muito mais frio aqui do que la. E parece que os londrinos sao muito pao-duros e se recusam a ligar o aquecimento, porque é frio inclusive dentro dos lugares.
3-Estava toda feliz que aqui tinha um museu de cinema (The British Movieum). Perda de tempo total. O museu esta meio abandonado, e numa salinha com o titulo "classicos" se encontrava cartazes e um figurino ou outro do filme sobre Sherlock Holmes que esta sendo lançado agora. É nesse nivel. Tinha algumas plaquinhas com mini-biografias que se estendiam apenas a personalidades minimamente britanicas (se tinha vivido alguns anos aqui eles colocavam), o que excluia pessoas muito importantes. Nao vi nada sobre Ingrid Bergman, Humphrey Bogart, Billy Wilder, etc. Realmente triste. A minha sorte é que antes de irmos dei uma olhada na lojinha online do museu e so achei itens de Harry Potter. Entao eu ja desconfiava um pouco do que me esperava.
4-Depois da decepcçao com o Movieum, descobri que o British Film Institute tinha uma lojinha e fiquei feliz de novo. Depois de algumas complicaçoes para chegar la (incluindo o trem do metro parando misteriosamente), descobri que a lojinha era muito cult para mim. Era cheia de livros! Eu sei que isso soa muito futil e superficial, mas eu queira posterzinhos e coisinhas desse tipo... sendo que livros eu me desanimo a comprar porque pode ter na biblioteca de graça. Sem contar que a maioria deles era para quem esta fazendo faculdade, tipo ensinando e escrever roteiro, story-board e tal. Que eu acho interessante, mas eu ainda to na fase de ler biografias e assistir os classicos, nao da pra eu começar a aprender a fazer um filme agora, né. Até comprei uns cartoes postais de cinema bonitinhos e um cartaz do Orson Welles, mas foi meio decepcionante de qualquer jeito... eles até tinham um bom acervo de filmes, mas todos com uma regiao nao compativel com a do Brasil, entao nao valia a pena comprar nada.
5-Londres é cheia de musicais, e resolvemos ir assistir Chicago. Nao gosto muito do filme, mas adoro 2 musicas (All That Jazz e Cell Block Tango), e era bem mais interessante que outras opçoes, como Mamma Mia!, por exemplo. Como eu nunca vou ao teatro, gostei de ter ido, e acho que eu nunca tinha visto um musical ao vivo, entao foi legal. Mas a peça é fraquinha. Meio arrastada, e para um numero legal, tem 4 chatinhos e fracos. Sem contar que o palco era bem pequeno, e algumas danças ficaram meio apertadas. A Cell Block Tango que é tao legal e boa de fazer coreografia e interpretaçao foi destruida. Mal tinha dança, e as atrizes praticamente cuspiam as falas. Foi muito decepcionante. O filme tem a historia e personagens muito melhor desenvolvidos.
6-Saindo um pouco do assunto de cinema, sempre me falaram que Inglatera é um otimo lugar para comprar coisinhas de gato. Como eu tenho uma coleçao com mais de 200 gatos de todos os jeitos da qual sou muito orgulhosa, estava animada para comprar alguns gatinhos diferentes. So fomos rodar feirinhas hoje, mas a maioria dos gatos que achei eram meio sem graça. Bua, bua.
Pode parece que eu sou uma velha chata que nao fica feliz com nada, mas isso nao é verdade, até porque eu nao sou velha. Meio imitanto essas pessoas que passam por coisas terriveis e depois falam que estao felizes com esses acontecimentos, eu fico feliz com esses mini-programas furados, principalmente porque eles renderam um post inteiro aqui.
Hoje fomos num mercadinho e algumas lojinhas, e comprei mais alguns cartoes de cinema, uma mini-enciclopedia de cinema bem pratica, meio que roubei um cartaz da Nouvelle Vague da livraria (o carinha do caixa disse que podia pegar de graça, mas fiquei com um pouco de medo, até porque aqui tem camera de segurança direto. Como nenhum carinha de terno preto, oculos escuros e cara de mal veio brigar comigo acho que nao tinha problema mesmo, mas é estranho arrancar um cartaz da pratileira de uma loja. rs), vi um boneco do Totoro (do filme Meu Vizinho Totoro que eu amava quando era pequena,) que era caro demais e eu nao consegui convencer a minha mae a comprar e flagrei os meus pais com o meu presente de Natal (uma foto de Casablanca :D). Com certeza o dia foi muito mais produtivo que ontem, quando eu descobri que sou criança e infantil demais para ir a museus de arte.
Mudando de assunto, vi Up In The Air em Montreal antes da viagem, mas ainda estou digerindo o filme. Nao sei se vou chegar a uma conclusao solida sobre ele e ter bons argumentos, mas caso isso aconteça, eu faço uma critica aqui.
Caso eu nao escreva mais nenhuma vez até o Natal e/ou Ano Novo, feliz Natal e/ou Ano Novo para quem quer que leia isso. E obrigada pela paciencia.
P.S.: Esse é um blog sobre cinema escrito por uma menina de 15 anos que ha 11 meses atras nem sabia sobre o que era ...E O Vento Levou, portanto os meus textos sobre cinema nao devem ser levados muito a sério, e as minhas dicas de turismo, menos ainda.
sábado, 28 de novembro de 2009
Trilogia de 4 Filmes e 1 Curta

Anteontem terminei de ver a trilogia de 4 filmes e 1 curta do Truffaut, com o personagem Antoine Doinel, interpretado por Jean-Pierre Léaud.
Antoine é uma espécie de alter-ego do Truffaut. No primeiro filme a historia era bem auto-biografica, mas com o tempo o personagem foi seguindo o seu proprio caminho.
Eu cheguei a fazer a critica do Os Incompreendidos, mas dos outros filmes nao. Entao agora vou colocar aqui algumas mini-criticas (nao tao minis quanto as do ultimo post) sobre a trilogia, em ordem cronologica, e fazer uma analise geral da série toda.
Os Incompreendidos (Les 400 Coups, 1959)
.

Se quiser ler o que achei do filme mais especificamente, é so procurar um post com o nome "O Primeiro e o Ultimo Truffauts". Peço desculpas por nao colocar o link. O blog ta com algum problema, e nao consigo copiar e colar nada no post. O que tambem justifica a falta de acento nas palavras, porque nesse teclado so descobri onde acentuar o "é" e nao posso copiar e colar as vogais acentuadas de outro lugar.
.
É meio injusto comparar esse filme com os outros da trilogia, mas é inevitavel. Esse é de longe e sem qualquer sombra de uma duvida (trocadilho idiota) o melhor filme do Doinel, e um dos melhores do Truffaut (pelo menos do que vi até agora). É até meio estranho o primeiro filme dele ser muito melhor que outros que ele fez quando ja tinha muito mais experiencia. Mas uma das grandes qualidades do 400 Coups em relaçao aos outros filmes é que o Léaud esta uma criança muito fofa e com uma interpretaçao maravilhosa. Ja nos outros, ele ja nao é mais criança, e consequentemente, deixou de ser fofo e bom ator. Uma pena. Como uma tia minha diz, "criança genial, adulto mediocre".
.
.
O Amor aos 20 Anos (Antoine et Colette, 1962)
.
.Nao juro que esse é o titulo em portugues, mas na verdade o nome desse curta é meio mal resolvido. Me deu a entender que o nome é Antoine et Colette, mas ele foi feito para uma coleçao de varios curtas dirigidos por diretores diferentes chamada L'amour à 20 Ans. Entao ora ele é chamado de Antoine et Colette, ora é de L'amour à 20 Ans.
.
Nele, o Antoine tem uns 20 anos (jura?) e se apaixona por uma amiga que so ve ele como amigo mesmo. Nao diria que o curta é genial, mas é muito bem feito e simpatico. Atuaçoes boas, incluindo o Léaud, que como ainda era novinho nessa época, ainda tinha um pouco do talento da infancia, e nao tanto aquela cara de mascarado que ele ganhou depois.
.
Parece que tem o curta dividido em partes no youtube, vale a pena dar uma olhadinha.
.
.
Beijos Proibidos (Baisers Volés, 1968)
.
.6 anos mais tarde, o talento do Léaud ja tinha se esgotado, e ele era entao um ator mediano com um jeito metidinho. Acredito que o Truffaut tambem nao estava num dos seus melhores momentos.
.
Nao consigo dizer que o filme é uma porcaria total, até porque os filmes do Truffaut sempre me deixam meio insegura do que falar sobre eles, e porque ele tem algumas qualidades (mesmo que eu nao saiba dizer exatamente quais), que quase todos os filmes dele tem. Um certo charme, simpatia ou algum tipo de hipnose que faz com que o publico nao consiga xingar o filme. Mas acho ele bem fraquinho mesmo. Sem ritmo, meio atrapalhado, nao da pra entender muito bem onde a historia quer chegar, e parece ser composto de varios pequenos acontecimentos, que nao estao nem muito ligados entre si.
.
Ainda tem a cena longuissima e meio bizarra do Antoine repetindo "Antoine Doinel" em frente ao espelho muitas vezes. E quando ele finalmente termina e voce acha que vai passar para uma outra cena, ele começa a repetir os nomes da namorada e da mulher do patrao... e mais tarde volta a repetir o seu nome de novo! Se voce assistir o filme e for dormir depois, vai acordar no meio da noite assustado jurando que alguem esta sussurrando "Antoine Doinel, Antoine Doinel, Antoine Doinel, Antoine Doinel" no seu ouvido.
.
Por outro lado, o filme tem na abertura a musica "Que reste-t-il de nos amours" (que originou o titulo), cantada por Charles Trenet.
.
.
Domicilio Conjugal (Domicile Conjugal, 1970)
.
.2 anos mais tarde, Antoine esta casado com Cristine, interpretada por Claude Jade, a mesma menina de Baisers Volés. Ela nao me convence muito, mas é no minimo simpatica, e uma atriz bem correta. Exatamente como Domicilio Conjugal. Muito corretinho, leve, divertido, bem feito e agradavel. Tambem nao é uma obra incrivel, mas é um bom filme, e diferente de Baisers Volés, esta ao nivel de capacidade do Truffaut. O Léaud tambem esta melhor que no filme anterior, e menos mascarado. Mas muito inferior a sua performance em 400 Coups e Antoine et Colette.
.
Esse seria o ultimo filme da série, e o Truffaut publicou o livro As Aventuras de Antoine Doinel depois do lançamento de Domicile. Ia pegar o livro na biblioteca, mas obviamente so tinha em frances. Tudo bem, Natal serve pra isso.
.
.
O Amor em Fuga (L'amour en Fuite, 1979)
.
.Imagino que o Truffaut ficou muito feliz com o Léaud enquanto fazia Domicile Conjugal, porque seu proximo filme tambem foi com ele (As Duas Inglesas e o Amor), so que sem o personagem Antoine Doinel. Depois disso nao sei o que houve, mas para o bem da filmografia do Truffaut, os dois ficaram sem fazer filmes juntos por 8 anos. O triste é que ao final desse periodo os dois se juntaram de novo pra fechar a trilogia de 4 filmes e 1 curta de uma forma bem, digamos, triste.
.
Como ja disse, o Domicile teria sido o ultimo Doinel, e nao consegui descobrir porque o Truffaut resolveu fazer mais um. Tenho que admitir que fiquei muitissimo decepcionada com o filme, porque esperava um final muito bom. Algo como um "estudo" do personagem, mas nao de uma forma simplista... esperava alguma coisa feita com muito capricho e qualidade pelo Truffaut, o que so poderia resultar num filme excelente. Pois é, o filme é exatamente o contrario do que eu achava.
.
Jean-Pierre Léaud esta mais chato, mascarado e estranho do que nunca, o Truffaut parece que estava sem paciencia alguma pra fazer o filme e ainda tem a chatissima (negrito requeridissimo para deixar bem claro o quao chata ela é) da Marie-France Pisier.
.
40% é uma boa estimativa da porcentagem de cenas do filme que sao flashbacks (cenas dos filmes anteriores da série). Nao duvido nem que seja mais que isso. Parece aqueles episodios de série que a Mariazinha fala pro Joaozinho "lembra como a gente vivia roubando as coisas da mamae?" e o telespectador ve tooodas as cenas existentes de episodios anterioes da Mariazinha e do Joaozinho roubando coisas da mamae. Nao preciso nem dizer que esses episodios sao feitos so pra encher linguiça e nao precisar gastar muito dinheiro gravando novas cenas e escrevendo novas historias. So nao consigo entender por que o Truffaut fez isso. É um filme infinitamente inferior ao talento dele, e totalmente desnecessario para a sua filmografia. Uma mancha no seu curriculo. O que me deixa feliz é que vi nos extras do DVD que ele nao ficou satisfeito com o filme.
.
Como ja disse, o Doinel esta quase insuportavel. Me parece que ele era bom quando era criança porque nao era ator profissional (e nesse ponto eu concordo com o Spike Jonze, diretor de Onde Vivem os Monstros, que quis uma criança nao-atriz, pois acredita que as que tem experiencia ja estao "estragadas") e ainda estava "fresco". Acho tambem muito provavel que o sucesso que ele fez no 400 Coups colaborou muito para a sua piora e metidice mais tarde, e tambem o fato dele ser a musa do Truffaut. Ele parece estar sempre com uma cara de "sou um ator intelectual". Acho entao que ele so foi piorando a medida que foi envelhecendo. Uma pena, era fa (desculpa a ausencia do til, nao consegui acha-lo nesse teclado ainda...) dele quando vi o seu primeiro filme.
.
E a Marie-France Pisier, que interpreta a Colette, esta RI-DI-CU-LA. Muito caricata, fala mexendo o rosto todo, e parece querer ocupar a cena inteira. Nao consigo entender como o Truffaut deixou uma interpretaçao tao podre assim entrar no filme dele.
.
Assim como Baisers Volés, ele tambem tem uma musica tema com o titulo do filme, so que diferentemente de Baisers, a musica é muito estranha e nada a ver.
.
Ah, e a minha mae reconheceu a menina que fica com ele no final como sendo um espécie de Xuxa francesa. O Truffaut viu o programa infantil dela um dia e achou que ela improvisava bem com criança. Ta, foi uma boa justificativa, mas ela tem muita cara de boba. E segundo à minha mae, ela continuou fazendo esse programa uns 10 anos depois, ja mais velha. Pois é, Xuxa é uma decadencia mundial.
.
.
Continuo achando interessante essa ideia do Truffaut de fazer uma trilogia contando a historia de um mesmo personagem através de varios filmes, mas é chato ver que no fim das contas a trilogia Doinel é meio fraquinha. Composta por 1 filme maravilhoso, 1 bom, 1 fraquinho, 1 horrivel e 1 curta muito bom, no final, até temos mais coisas boas que ruins, mas o fato de o ultimo filme da série ser tao fraquinho acaba estragando um pouco o resto. É realmente uma pena. Seria melhor se o Truffaut tivesse parado no Domicile Conjugal, e fosse de fato uma trilogia de 3 filmes (e meio, por causa do curta).
.
Mas nao deixo de recomendar que veja. E mesmo que nao seja essencial, acho muito importante assisti-la na ordem cronologica, ja que os filmes sao bem dependentes entre si, com algumas referencias, e até para entender melhor o desenvolvimento do personagem.
.
-Alice
.
P.S.: Nao fique esperando a minha critica do Strangers on a Train.
sábado, 21 de novembro de 2009
Justificativa do Atraso e um Relatorio do que Tenho Feito
Eu posso nao estar escrevendo aqui, mas continuo assistindo muitos filmes e lendo bastante (nao o suficiente para atingir a minha meta de ler 20 livros nesse ano, mas pelo menos estou lendo alguma coisa) sobre cinema.

Fiquei morrendo de saudades dos filmes do Billy Wilder quando vi o Montanha. No inicio do ano vi muita coisa dele, mas depois parei. Fazia muito tempo que nao via nada, e agora estou determinada a catar coisas dele na biblioteca. O problema é que vai ter muita coisa na parte de comédia, que é deprimente de olhar. Voce tem que passar por milhares de capas de comédias romanticas, pastelonas e etc, entao é muito desanimador. Mas vou fazer um esforço. rs Se alguem pedir (nao que eu ache que isso va acontecer, mas...), eu escrevo a minha critica toda dele, mas agora vou apenas dizer que gostei muitissimo.
Com o Atire No Pianista, fiquei muito decepcionada. Minha mae ja tinha falado dele varias vezes, falava que era muito divetido e etc, e eu achei um porre. Que bom que é curtinho e nao deu tempo pra eu cochilar enquanto assistia, se nao acho que nao veria até o final. Muito confuso e bagunçado... com certeza o pior filme do Truffaut que vi até agora.
.
Em compensaçao, vi A Mulher do Lado, tambem do Truffaut, que gostei muito. É muito bem feito e consegue nao usar nenhum flashback ou ter cenas super explicativas. Consegue ser dramatico e sutil ao mesmo tempo, ser pesado e leve... é, eu sei que soa muito estranho falar assim, mas é verdade. Ele consegue nao virar um dramalhao, mas ao mesmo tempo nao diminui a tragédia da historia.
.
Acredite ou nao, mas On the Waterfront se chama Sindicato de Ladroes em portugues. Peguei o filme porque sabia que era importante e nunca tinha visto nada com o Marlon Brando, mas nao sabia que era o Sindicato, descobri depois em casa. rs Fiquei muito decepcionada. Esperava algo interessante, que mostrasse o charme da mafia, e o filme parece ter sido feito por uma igreja. Cheio de morais, especialmente de nao trair a confiança dos outros, nao trair a si mesmo, super cristao. Uma pena, porque as atuaçoes sao excelentes. Eva Marie Saint, que eu tinha achado fraquinha em Intriga Internacional esta otima, e merece muito o Oscar de melhor atriz coadjuvante que ganhou pelo filme. É natural que eu tenha ficado meio decepcionada com o Brando, ja que falam tao bem dele que as expectativas ficam altas demais. Ele é sim otimo, mas eu provavelmente teria gostado mais dele se ja nao tivesse ouvido tanto.
Sharkwater é um documentario tosquinho sobre como os tubaroes sao importantes para o ser humano e inofencivos, que assisti na aula de ingles. É que a minha professora de ingles é doida com tubaroes (animais em geral, na mesa dela tem uma tartaruga de pelucia e uma cobra de plastico e no verao ela foi nadar com whalesharks... nao me pergunte o nome em portugues porque nunca tinha ouvido falar desse animal antes), e estamos estudando como fazer um texto argumentativo, entao ela passou esse filme pra gente, que é praticamente um texto argumentativo filmado. Comentei com ela do 12 Homens e uma Sentença que é perfeito para esse tema, mas acho que ela nao vai passar nao. O documentario é bem fraquinho, e SUPER parcial e manipulador. Todo mundo da turma caiu na dele, e aposto que estao implorando para ganharem um tubaraozinho de estimaçao de Natal. Para completar, ainda tive que escrever uma carta pedindo para salvarem os tubaroes. Nunca quis matar eles, mas o filme me incomodou porque em vez de usar bons argumentos (usa um bom no final, que é de fato um otimo argumento, mas muito brevemente) usa muuuitas imagens de tubaroes tendo suas barbatanas cortadas e sangrando até a morte para nos comover. Bff.
Fiquei toda feliz quando minha mae achou o Play It Again, Sam (que eu nao sei o titulo original) na biblioteca. Sabia que devia ser meio bobo, mas tava doida pra rir de piadinhas relacionadas a Casablanca. Haha. Foi o filme que riu da minha cara. Um porre total. Comedia sobre losers (bem estilo woody allen...), longo, e nem tanta relaçao com Casablanca assim. Final totalmente forçado para poder fazer referencia. E achei muita falta de respeito ficarem imitando o Humphrey Bogart!! HUNF Sem contar que é injusto um loser daquele ter tantos posters lindos e maravilhosos de Casablanca. Desperdicio.
.
O Suspeita tambem achei chatinho. Longo e repetitivo. Usa a mesma historinha base ao longo do filme todo. Nao aguentava mais ver a Joan Fontaine se decepcionando com o Cary Grant e 5 minutos depois amando ele de novo. Tambem achei o final estranho e mal feito. Nao me convenceu.
E o terceiro e ultimo do Truffaut desse grupo, As Duas Inglesas e o Amor. Até tenho esse filme (que veio junto de Jules e Jim e O Ultimo Metro) em casa (casa = encaixotado no Brasil), mas acabei nao vendo antes de viajar, entao peguei ele na biblioteca. Achei ele bem longo. Do tipo que multiplica os minutos por 5. Nao cheguei a uma conclusao muito fixa sobre ele, mas gostei do fato que ao longo do filme as coisas pareciam ir estragando, morrendo. E a historia nao é nem tao tragica assim, mas dava a sensaçao de que tudo estava acabando. No entanto, nao gostei muito das atuaçoes das Inglesas. Ja o Amor (que é a musa do Truffaut, o Jean-Pierre Leaud), da pro gasto. Nao achei ele igualzinho ao Antoine Doinel (coisa que seria muito facil de acontecer, afinal era o unico personagem que ele fazia com o Truffaut), mas tambem nao é totalmente diferente. No fim das contas o Leaud foi uma criança prodigio que sofreu o classico problema de deixar de ser criança e, consequentemente, deixar de ser prodigio.
Quanto ao Mensageiro do Diabo (traduçao podre de Night of the Hunter) é maravilhoso. De cara fiquei um pouco decepcionada porque esperava muito dele, mas agora ele ja esta entre os meus favoritos. Excelente uso da linguagem visual, planos maravilhosos, atuaçoes tambem, uma direçao genial... otimo. Altamente recomendado, so nao veja muito tarde. rs É uma pena que o filme tenha sido mal recebido quando foi lançado, o que deve ser a razao de Charles Laughton nao ter dirigido mais nada. Ele com certeza teria sido um diretor incrivel.
Calma, calma, esta acabando. rs Esse é o penultimo, The Lady Vanishes. É tambem o penultimo filme britanico do Hitchcock. Nao gostei muito nao. O inicio é meio de vagar e sem ritmo, ficamos sem entender qual é o tema do filme. É confuso e transborda erros de enredo, coisas que nao fazem muito sentido e etc.
E por ultimo, Pirate Radio, uma comédia nova que eu tambem nao sei o nome em portugues. É uma porcaria. Eu fui no cinema ontem com uma amiga minha (a mesma que reclama que eu leio pouco. Mas agora ela ta ficando mais orgulhosa de mim. rs), e iamos ver (nao, nao era Lua Nova) Amreeka. So que ela olhou errado o horario do filme, e tivemos que escolher outro. Eu queria ver Mary & Max, que parece ser uma animaçao para adultos, mas fiquei preocupada em ser gentil e nao demonstrar muito a minha intolerancia com alguns filmes. Ninguem falava qual filme preferia, e eu acabei sugerindo Pirate Radio, que é comédia e ela tinha falado que parecia ser engraçado. Eu ja tinha visto o trailer muitas vezes e nao pretendia ver MESMO, mas o que a gente faz para nao estragar um amizade, nao é? Entao eu vi um dos piores filmes do ano. Muito ruim MESMO. Ja pela abertura dava pra ver que nao dava pra levar ele nem minimamente a serio, pois ela parece com abertura de serie. Pensei que pelo menos o Phillip Seymour Hoffman era o protagonista, entao nao podia ser tao ruim, mas ele nao é. Usaram o nome e imagem dele pra chamar atençao, mas ele aprece pouquissimo. O filme é muito mal amarrado, e é na verdade cheio de pequenos episodios... uma porcaria total. Nao gaste o seu dinheiro nem tempo com ele. Sério, é horrivel.
Ufa. Terminei... os filmes. Agora vou falar um pouco dos livros. Juro que serei breve. Hum...nao, nao juro, nao porque eu sei que nao vou ser breve coisa nenhuma.
O que eu li mesmo foi You Must Remember This: The Filming of Casablanca e It's Only a Movie (biografia do Hitchcock). Os dois sao bons para saber de alguns detalhes interessante e como fonte de informaçao, mas sao ambos mal escritos.
O Casablanca em especial. Na parte que descrevia o processoe de casting, toda hora que um novo ator era adicionado ao elenco, parava a historia, e começa a contar em detalhes a historia desse ator. Para atores menos importantes eram falados menos detalhes, mas mesmo assim era meio irritante e desanimador. Tinha algumas coisas sobre a vida deles que eram realmente importantes para entender o processo de produçao, mas tinha outras totalmente desnecessarias tambem. Falava detalhes da vida do Major Strasser, o alemao que morre no final! E ele aparece super pouco no filme... enfim, valeu a pena para conhecer mais e tal, mas nao sei se recomendo muito, porque é muito mal escrito mesmo.
O livro do Hitch nao é exatamente escrito, mas sim, uma transcriçao. Varias. Varias, varias. Ele é, basicamente, um conjunto de depoimentos sobre o Hitchcock e os filmes dele. Entao vale um pouco a pena pela mesma razao do Casablanca, por ter bastante informaçao.
Mas ele é muito irregular. Pois a autora fala de todos os filmes dele (digo, transcreve), so que nem sempre ela achava muita gente para depor, entao aguns filmes sao cheios de detalhes, e outros, sao brevemente citados. Fiquei muito triste na parte do Interludio, ja que ele é o meu filme favorito do Hitch, e é comentado muito brevemente. E outros filmes menores recebem paginas e paginas cheias de datelhes muitas vezes desnecessarios.
No Pacto Sinistro por exemplo, deve ter umas 3 paginas so da atriz que interpretou a Miriam falando. A personagem morre no inicio do filme! E ela nem fala nada interessante. Fica dizendo que o Hitchcock gostou do teste dela, e que ele é muito rigido com os atores que escolhe, e que ele disse pra ela colocar oculos pra fazer o personagem, e que ela tinha sei la quantos oculos diferentes, e que ela nao conseguia enxergar nada com um deles, e que era muito engraçado sabe, que tinha uma cena que ela nao conseguia ver nada e que os colegas de elenco tiveram que ajudar ela a pegar o onibus, e que ela nao conseguia ver nada, ah, foi tao engraçado, e ela tinha muitos oculos, e nao conseguia ver nada... voce entendeu o espirito da coisa, né?!
Algumas partes do livro eram bem legais, mas outras eram sacais. Uma pena... mas foi otimo pra eu aprender muita coisa sobre o Hitch.
E agora, meio de embalo, estou lendo (mas to no comecinho ainda) Hitchcock/Truffaut, que é a entrevista que o Truffaut fez com o Hitch em 1962 com o objetivo (dentre outros) de provar à critica americana que o Hitch era um grande diretor e merecia respeito. O Truffaut teve a idéia de fazer a entrevista quando estava divulgando Jules e Jim em Nova York e um jornalista perguntou a ele por que os criticos do Cahiers Du Cinema levavam o Hitchcock tao a sério, ja que mesmo que ele fosse respeitado, nao era considerado tao genial assim pela critica americana.
Eu queria pegar o livro na biblioteca, mas so tinha em frances, e como vassouras sujas nao ensinam frances nenhum, eu nao tenho condiçoes de ler. Mas entao meu pai me deu de presente o livro em ingles porque eu sou uma boa menina. :D Ta, ele nao falou que era por isso, mas gosto de pensar desse jeito. Fico até feliz que nao pude pegar o livro na biblioteca, porque ele é lindo. Cheio de fotos, grandao... ia ser triste ter que devolver! rs Quando terminar de ler falo o que achei.
E eu juro que um dia eu termino a critica do Strangers on a Train!!
-Alice
domingo, 8 de novembro de 2009
100 Filmes
Eu vi que tava quase chegando no mais ou menos (comecei a anotar todos os filmes que vejo agora, entao tem alguns que eu perdi o nome, coisa to tipo) centésimo filme do ano, e achei que esse seria um tema simples e facil para ocupar espaço no blog e adiar mais um pouco o post sobre Strangers on a Train. hehe
Mas eu me enganei totalmente. Ja tive um trabalhão pra colocar os filmes mais ou menos na ordem que vi, e mais trabalho ainda para pegar o titulo original, o diretor e o ano de cada um. Mas pelo menos eu nao precisei ficar horas pensando, escrevendo e reescrevendo argumentos para explicar porque gostei do Strangers.
Estou colocando entao a lista dos mais ou menos 100 filmes que vi esse ano. Agora ja estou quase no 110, mas vou deixar só os 100 mesmo. Tentei fazer algumas lisitnhas dos 10 melhores, 10 piores e etc mas nao deu muito certo, e acabei desistindo. De qualquer jeito, esse post é mais uma encheção de linguiça. rs Ah, e eu recomendo que voce de uma olhada no titulo original do filme caso nao reconheça o brasileiro, porque tem alguns que são bizarramente diferentes. Tipo
An Education = Sedução.
Os links são porque eu tava com preguiça de escrever o nome todo do diretor/filme ou nao sabia com escrever, entao procurei na wikipedia e copiei e colei. Nao sabia que o link era mantido. De qualquer jeito, acho que isso é até uma coisa boa. Se voce estiver entedeado pode até ficar clicando nos nomezinhos e vendon a filmografia toda dos diretores e etc. Mas espero que nenhum dos meus leitores seja loser o suficiente para fazer isso. Caso seja, nao fique ofendido, e por favor, continue a ler o blog! Sua loseridade é importante!
Mas antes, para que voce nao ria da minha cara quando começar a ler a lista, eu vi Marley & Eu quando estava em Vancouver no inicio do ano porque achamos que seria facil de entender sem legenda e bom para praticar ingles. Eu juro! Foi por motivos puramente academicos!
E alguns dos filmes da lista sao umas comédias bobinhas, que eu assisti porque é meio que uma tradiçao assistir filmes tosquinhos com uma amiga minha...
Que fique bem claro que quem jogar na minha cara que eu fui ver Marley & Eu e A Proposta no cinema vai se ver com o meu irmao mais velho (o fato de eu nao ter um irmao mais velho é um mero detalhe)!
1- Marley & Eu (Marley & Me), de David Frankel (2008)
2- Uma Noite de Amor e Música (Nick & Norah’s Infinte Playlist), de Peter Sollett (2008)
3- Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button), de David Fincher (2008)
4- O Lutador (The Wrestler), de Darren Aronofsky (2008)
5- Entre Os Muros Da Escola (Entre les murs), de Laurent Cantet (2008)
6- Dúvida (Doubt), de John Patrick Shanley (2008)
7- Charada (Charade), de Stanley Dooney (1963)
8- Foi Apenas um Sonho (Revolutionary Road), de Sam Mendes (2008)
9- Quem Quer Ser Um Milionário? (Slumdog Millionaire), de Danny Boyle (2008)
10- O Leitor (The Reader), de Stephen Daldry (2008)
11- O Casamento de Rachel (Rachel Getting Married), de Jonathan Demme (2008)
12- Agente 86 (Get Smart), de Peter Segal (2008)
13- Ele Nao Está Tão Afim de Você (He's Just Not That into You), de Ken Kwapis (2009)
14- Elefante (Elephant), de Gus Van Sant (2003)
15- Milk, A Voz da Igualdade (Milk), de Gus Van Sant (2008)
16- Delirios de Consumo de Becky Bloom (Confessions of a Shopaholic), de P.J. Hogan (2009)
17- ...E O Vento Levou (Gone With The Wind), de Victor Fleming (1939)
18- Casablanca (Casablanca), de Michael Curtiz (1942)
19- Falcao Maltês (The Maltese Falcon), de John Huston (1941)
20- Pacto Sinistro (Strangers On a Train), de Alfred Hitchcock (1951)
21- Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hor), de Billy Wilder (1959)
22- Sabrina (Sabrina), de Billy Wilder (1954)
23- Simplesmente Feliz (Happy-go-lucky), de Mike Leigh (2008)
24- A Vida Num Só Dia (Miss Pettigrew Lives for a Day), de Bharat Nalluri (2008)
25- Vivendo e Aprendendo (Smart People), de Noam Murro (2008)
26- 12 Homens e 1 Sentença (12 Angry Men), de Sidney Lumet (1957)
27- Crepúsculo Dos Deuses (Sunset Boulevard), de Billy Wilder (1950)
28- O Equilibrista (Man On Wire), de James Marsh (2008)
29- Caramelo (Sukkar banat), de Nadine Labaki (2007)
30- Rosa Púrpura Do Cairo (The Purple Rose Of Cairo), de Woody Allen (1985)
31- Ladrão De Casaca (To Catch A Thief), de Alfred Hitchcock (1955)
32- Uma Mulher para Dois (Jules et Jim), de François Truffaut (1962)
33- Uma Aventura Na Martinica (To Have and Have Not), de Howard Hawks (1944)
34- Simonal- Ninguem Sabe o Duro que Dei (-), de Claudio Manoel (2009)
35- Uma Mente Brilhante (A Beautiful Minf), de Ron Howard (2001)
36- Acossado (À bout de souffle), de Jean-Luc Godard (1960)
37- Divã (-), de José Alvarenga Jr. (2009)
38- Gata Em Teto de Zinco Quente (Cat on a Hot Tin Roof), de Richard Brooks (1958)
39- Apenas O Fim (-), de Matheus Souze (2009)
40- Pacto de Sangue (Double Indemnity), de Billy Wilder (1944)
41- O Ultimo Metrô (Le Dernier Metro), de François Truffaut (1980)
42- O Demônio das Onze Horas (Pierrot Le Fou), de Jean-Luc Godard (1965)
43- Farenheit 451 (Fahrenheit 451), de François Truffaut (1966)
44- 17 Outra Vez (17 Again), de Burr Steers (2009)
45- Testemunha De Acusação (Witness For the Prosecution), de Billy Wilder (1957)
46- Sinfonia De Paris (An American In Paris), de Vincente Minnelli (1951)
47- O Homem que Matou o Facínora (The Man Who Shot Liberty Valence), de John Ford (1962)
48- A Malvada (All About Eve), de Joseph L. Mankiewicz (1950)
49- Inferno Número 17 (Stalag 17), de Billy Wilder (1953)
50- A Condessa Descalça (The Barefoot Contessa), de Joseph L. Mankiewicz (1954)
51- Ladrões De Bicicleta (Ladri de Biciclette), de Vitorio De Sice (1948)
52- À Meia Luz (Gaslight), de George Cukor (1944)
53- À Deriva (-), de Heitor Dahlia (2009)
54- A Proposta (The Proposal), de Anne Fletcher (2009)
55- Tudo Pode Dar Certo (Whatever Works), de Woody Allen (2009)
56- Tokyo Sonata (Tokyo Sonata), de Kiyoshi Kurosawa (2008)
57- Julie & Julia (Julie & Julia), de Nora Ephron (2009)
58- Eu Matei a Minha Mãe (J’ai Tue Ma Mere), de Xavier Dolan (2009)
59- A Partida (Okuribito), de Yōjirō Takita (2008)
60- Up- Altas Aventuras (Up), de Pete Docter (2009)
61- 9.99 (9.99), de Tatia Rosenthal (2008)
62- Hairspray (Hairspray), de John Waters (1988)
63- O Grande Ditador (The Great Dictator), de Charles Chaplin (1940)
64- Intriga Internacional (North By Northwest), de Alfred Hitchcock (1959)
65- O Baile (Le Bal), de Ettore Scola (1983)
66- (500) Dias com Ela ( (500) Days Of Summer), de Marc Webb (2009)
67- A Tortura do Silencio (I Confess), de Alfred Hitchcock (1953)
68- Interludio (Notorious), de Alfred Hitchcock (1946)
69- Sombra de Uma Dúvida (Shadow Of a Doubt), de Alfred Hitchcock (1943)
70- Tesouro de Sierra Madre (The Treasure of Sierra Madre), de John Huston (1948)
71- O Estranho Mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas), de Tim Burton (1993)
72- Disque M Para Matar (Dial M for Murder), de Alfred Hitchcock (1954)
73- Um Corpo que Cai (Vertigo), de Alfred Hitchcock (1958)
74- De Repente Num Domingo (Vivement Dimanche!), de François Truffaut (1983)
75- Os Incompreendidos (Les 400 Coups), de François Truffaut (1959)
76- Obrigado por Fumar (Thank You For Smoking), de Jason Reitman (2006)
77- Festim Diabólico (The Rope), de Alfred Hitchcock (1948)
78- Quando Fala o Coração (Spellbound), de Alfred Hitchcock (1945)
79- ? (Whip It), de Drew Barrymore (2009)
80- O Homem Errado (Wrong Man), de Alfred Hitchcock (1956)
81- Scarface- A Vergonha de Uma Naçao (Scarface), de Howard Hawks (1932)
82- Coco Antes de Chanel (Coco Avant Chanel), de Anne Fontaine (2009)
83- Beijos Proibidos (Baisers Voles), de François Truffaut (1968)
84- Adeus Lenin! (Good Bye Lenin!), de Wolfgang Becker (2003)
85- Nosferatu (Nosferatu, eine Symphonie des Grauens), de F. W. Murnau (1922)
86- Brilho de uma Paixão (Bright Star), de Jane Campion (2009)
87- Rebecca (Rebecca), de Alfred Hitchcock (1940)
88- O Homem que Sabia de Mais (The Man Who Knew Too Much), de Alfred Hithcock (1956)
89- ? (The Invention Of Lying), de Ricky Gervais (2009)
90- Pickpocket (Pickpocket), de Robert Bresson (1959)
91- Intermezzo- Uma História de Amor (Intermezzo- A Love Story), de Gregory Ratoff (1939)
92- Cidadão Kane (Citizen Kane), de Orson Welles (1941)
93- Onde Vivem os Montros (Where The Wild Things Are), de Spike Jonze (2009)
94- Domicilio Conjugal (Domicile Conjugal), de François Truffaut (1970)
95- Querido Boudu (Boudu sauvé des eaux), de Jean Renoir (1932)
96- Agonia do Amor (Paradine Case), de Alfred Hitchcock (1947)
97- Nosferatu – O Vampiro da Noite (Nosferatu: Phantom der Nacht), de Werner Herzog (1979)
98- ? (The Battle Over Citizen Kane), de Michael Epstein e Thomas Lennon (1996)
99- A Serious Man (A Serious Man), de Joel e Ethan Coen (2009)
100- Sedução (An Education), de Lone Scherfig (2009)
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Onde Vivem os Bons Atores Infantis

Ficha completa: http://www.imdb.com/title/tt0386117/
O filme é baseado num livro infantil de gravuras sobre um menino que foge de casa e vai parar num lugar habitado por monstros e vira o rei deles. A história é contada com umas 300 palavras. Palavras, nao páginas. Quando foi lançado em 1963, os pais nao morreram de amores por ele, acharam os monstros muito assustadores para as crianças. Mas pais nao sabem de nada mesmo, e o livro foi premiado por um premio aí como melhor livro de gravuras infantil. Acho que o "infantil" é desnecessario, já que livros de gravuras são sempre infantis, mas detalhes.
Desde entao, muitas pessoinhas tentaram adaptar o livro pro cinema, mas ninguem foi muito feliz. Inclusive o filme que está sendo lançado agora (só aqui né, voces brasileiros no Brasil tem que esperar até primeiro de janeiro! HAHA) teve um "nascimento" complicado. O estudio até quis que refilmassem o filme todo quando ele estava quase pronto, entre outras complicaçoes. Foi tao complicado que ele foi filmado em 2006, e só está sendo lançado agora.
Se for pra resumir o filme em uma só palavra, segundo à minha digestao inacabada dele, seria "interessante" ou "curioso". Fiquei com vontade de ler o livro para poder comparar um pouco com o filme, já que imagino que ele tambem tenha o lado interessante do livro. E tambem porque eu posso lê-lo em meia hora e aumentar a minha listinha de livros lidos em 2009 que anda bem inha mesmo.
O que mais me deixou confusa sobre ele foi quem seria o seu público. A principio, é para crianças. Mas na minha eterna ignorancia sobre a mente infantil eu fico achando que elas nao iam gostar muito, ja que o filme é bem parado e muito psicológico. Na crítica do Globe & Mail foi até falado que os personagens tinham complicaçoes o suficiente para um filme do Ingmar Bergman. Ainda nao vi nenhum filme dele, mas imagino que seja verdade. Tanto o menino quanto os monstros tem altos problemas que sao explorados no filme em vez de resolvidos.
Ao mesmo tempo que acho que as crianças nao vao gostar muito dele, nao é um filme que os adultos vao amar, porque tem algumas cenas bem infantis. Mas como eu disse, sou ignorante no assunto criança, e quando o filme acabou, ainda tinha muitas delas na sala, ao contrario do que eu tinha pensado. Ele está em cartaz ha duas semanas, sua bilheteria é de mais de 53 milhões dolares, e foi o lider na sua semana de estréia. Minha curiosidade é que público é esse que ta assistindo ele. É estranho tambem porque eu li na wikipedia ( http://en.wikipedia.org/wiki/Where_the_Wild_Things_Are_(film)#Box_office ) que o estudio decidiu divulgar o filme como sendo para adultos, mas eu vi algumas propagandas que eram bem infantis... sei lá. O fato é que nao sao só os personagens que têm crises, o filme tambem tem uma bela crise de público.
Mas acho que (nao se esqueça que sou ignorante nesse assunto) ele retrata alguns sentimentos da criança de uma forma interessante, o que pode agradar a elas e a pais, professores de creches, etc.
Chega de achismo e encheçao de linguiça. Vou falar de uma vez o que a minha meia digestao acha do filme.
Em primeiro lugar, faço questao de rasgar elogios para Max Records, o menino do filme. Provavelmente o melhor ator infantil que já vi. Cheguei a pensar que a Abigail Breslin poderia disputar esse posto com ele pelo Pequena Miss Sunhine. Mas acho que nao, até porque o personagem dele é muito mais dificil e complexo que o dela. Ele tem um rosto muito expressivo e fez um trabalho realmente incrivel. Juro, uma atuaçao de babar. Se 5% dos atores infantis fossem assim... e olha que ele tinha só 9 anos quando fez o filme! O Spike Jonze queria um menino que nao fosse ator, pois achava que um ator mirim em vez de ser melhor por ter experiencia, nao pareceria uma crianaça de verdade, ficaria com um ar meio artificial. O quanto isso é exagero eu nao sei, mas deu certo. Nao consigo imaginar um interpretaçao melhor.

Tambem gostei muito da fotografia do filme. E olha que eu tinha visto Cidadão Kane no dia anterior, que tem planos belíssimos. É claro que ele nao chega nem perto, mas se me impressionou nesse aspecto mesmo eu estando com Kane na cabeça, é porque a fotografia é boa mesmo.
Nao gostei muito dos monstros (que sao fantasias com os rostos computadorizados para se mexerem). Eu até ja tinha visto fotos antes, mas esperava que eles fossem mais bonitos. Mesmo tendo um olhar bem expressivo, eu achei eles com muita cara de boneco. Se fossem mais "reais" o filme ganharia muito. Mas como ele ta mesmo é preocupado com os sentimentos dos personagens, isso nao chega a ser taaao importante assim.

A trilha sonora feita pela Karen O. me chamou atençao o suficiente para baixa-la. Nao morri de amores pelas musicas mas elas combinam muito com o filme, sempre que ouço lembro dele.
Quando saí da sala nao tinha gostado muito, tinha até achado meio chatinho. Mas desde entao ele ficou na minha cabeça e minha opiniao ta melhorando muito. Acho que ele tem um certo impacto.
Quanto as apostas nele para o Oscar, eu acho dificil. Sei lá, nao entendo muito de Oscar pra ser sincera, mas nao acho que ele faça o estilo deles.
Recomendo Para: Qualquer cinéfilo ou curioso com cinema e pessoas que gostam e tem muito contato com criança.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Desvalorizando uma Suposta Obra Prima

ATENÇAO: ESSE TEXTO É ALTAMENTE NÃO RECOMENDADO PARA PESSOAS QUE GOSTARAM DE UM CORPO QUE CAI! REPETINDO: ALTAMENTE NÃO RECOMENDADO!!!
Caso você tenha ignorado o aviso e tenha continuado a ler, gostaria de deixar bem claro que não me responsabilizo por ataques de raiva ou qualquer outro dano psicológico que a crítica possa causar.
Como eu respeito e gosto muito do Hitchcock, e acho ele realmente genial em alguns filmes, fiquei sem entender como Vertigo (titulo original de Um Corpo que Cai) é tão ruim e é dele, mesmo o filme sendo considerado genial por muita gente. Não consigo entender mesmo como o diretor de um filme tão sutil como Interlúdio pode ser o mesmo de um outro tão não sutil, como o Vertigo. Depois de pensar muito nisso, fiz uma pesquisa sobre o Hitch para saber se ele tinha dupla personalidade ou coisa do gênero, mas não achei nada. Como eu realmente não consigo acreditar que ele tinha uma personalidade estável e fez Vertigo e Interlúdio, pernsei em 3 coisas que podem ter acontecido e que explicariam esse estranho fato.
1- Hitchcock tinha um irmão gêmeo do mal complexado com o fato que o Hitch era o filho favorito e profissionalmente bem sucedido. Esse irmão resolveu então seqüestrar o Hitch durante a produção de Vertigo para que ele dirigisse o filme e provasse que era muito talentoso e que a mãe deles foi injusta em não apoiá-lo na sua genialidade. Em parte, o plano dele deu certo, já que Vertigo é super conceituado. Mas na minha opinião, ele continua sendo o irmão loser.
2- Quem garante que a gripe suína não vem assombrando a sociedade desde 1958? Aposto que teve um surto de gripe nesse ano também, e o Hitch achou que era besteira esse negocio de ficar lavando a mão. Mas acontece que nessa coisa de trabalhar com uma equipe enorme e tal, ele deve ter apertado a mão de um cameraman que tava gripado, e passou pra ele. Uma pena que esse cameraman não tenha apertado a mão da Kim Novak também e passado a gripe para ela. Mas o fato é que nosso querido mestre do suspense teve que ficar de cama durante toda a produção do filme, e foi a Paty Hitchcock, sua filhinha querida que sempre é coadjuvante nos filmes dele que acabou dirigindo Vertigo e meio que se vingou do pai nao a colocar como protagonista.
3- Todos nós entramos em crise em algum momento da vida. Pois é, na época de Vertigo, Hithcock tinha 59 anos. Estava bem no meio de uma bela crise de meia idade, passando pros sessentas, sabe como é, né. Além disso, eu imagino que foi nessa época que ele descobriu o paint no computador. Aí ele ficava o dia todo colorindo fotos, pintando o cabelo das pessoas de verde, colocando nariz de palhaço e chifrinhos nelas e fazendo aqueles desenhos super coloridos e deformados que todo mundo já fez um dia. Aí juntou crise de meia idade com descoberta do paint, e o resultado foi nada mais, nada menos, que Vertigo!! De onde você acha que vem a cena em que a cabecinha do James Stewart fica mudando de cor?

Seja o que for, a coisa que pra mim faz menos sentido é que o Hitchcock tenha de fato feito Vertigo sem nenhuma complicação na época.
Na verdade, não foi tãaao chocante assim ver Vertigo, já que a minha mãe (eu sei que é muito loser falar da minha mãe em quase todos os posts, mas espero que seja uma loseridade suportável) tinha me falado várias vezes que achava ele super estimado. Mas acontece que ele não é um bom filme, ou um filme regular que acham ótimo. Ele é um filme horrível que acham ótimo. Eu realmente não consigo achar uma qualidade nele. Não, na verdade consigo: a atuação do James Stewart é bem direitinha. Mas só isso. Sem exagero nenhum, não consigo achar qualquer outra coisa mesmo.
OS PARÁGRAFOS SEGUINTES REVELAM A HISTORIA PRATICAMENTE TODA
Agora vamos às justificativas. A primeira vítima vai ser o roteiro. Achei ele muito ruim e dividido. Tudo é muito mal amarrado, eu sinceramente fiquei com a sensação de um roteiro digamos...sujo. E o filme muda completamente de tom depois que a mulher morre. Ta, você pode dizer que era pra mudar mesmo. Mas acho que mudou demais. Não parece que é o mesmo filme, e sim uma continuação ou coisa do tipo. Tenho a sensação que ele não foi nem revisado e tal, pra mim o roteirista escreveu, levou para o estúdio e começaram a filmar, sem analisar o texto nem nada. Eu realmente achei ele muito estranho, não consigo acreditar que ele foi aprovado e de fato, filmado.
A próxima justificava vai mais para o lado pessoal mas a primeira parte do filme, que era um pouco sobrenatural, me irritou. Eu não gosto dessas explicações do além, eu realmente prefiro suspenses com uma base com mais lógica, sei lá, acho essa coisa de ficar baixando morto muito simples. Digo, qualquer um pode escrever uma historia de uma mulher que ficava baixando a avó, não consigo achar nada de especial, inteligente, excepcional nela. Ta, na verdade não é nem tão sobrenatural assim já que tem uma explicação psicológica. Que é outra coisa que eu também não gosto. Enfim, independentemente de ser sobrenatural ou psicológico, achei uma historia mal feita e muito óbvia, sem nada de interessante.
Achei que ele tem personagens demais, e não sabe lidar com eles. A amiga do James Stewart foi quem mais sofreu com isso. Ela aparece logo nas primeiras cenas e é apresentada como sendo importante para a trama. Não é. Depois do inicio ela passa a aparecer bem pouco, e na segunda parte do filme ela é completamente esquecida. Só aparece quando ele ainda ta na clínica, e ela nem fica sabendo que a Kim Novak voltou do reino dos mortos. Acho um absurdo total quando uma historia esquece dos personagens. Se não é para eles aparecerem mais, então que lhes dê um destino , mas deixar de lado é inaceitável. A pobrezinha ainda teve que ser a estrela de uma cena que dá tanta vergonha alheia quanto Mamma Mia: quando ela ta com ciúmes da Kim Novak e pinta um quadro igual ao da Carlota (a mulher que a Novak tava baixando) só que no lugar do rosto da Carlota coloca o dela. E essa obra prima ainda é vista de um jeito que metade da tela é o quadro, e a outra metade é ela sentada na mesma posição da pintura, meio que para comparar. Eu realmente não sei o que dá mais vergonha alheia: isso, Meryl Streep cantando e dançando Dancing Queen ou imaginar o Hitch filmando essa cena.

Mas acima de tudo isso, eu diria que o principal problema do filme (não que os outros sejam pequenos problemas, esse é um filme que até os menores defeitos são grandes) é a mão pesada. Pesadíssima. Achei tudo muito forçado. Historia, personagens, atuações, caracterização... a Kim Novak vai estar no top 10 das coisas mais fakes que já vi. Sempre com carão, e (isso não é nem culpa dela) com cabelo, maquiagem e roupas muito estranhos. Voce pode até querer dizer que isso é questão de gosto, mas bom... eu acho que é mais que isso. Porque ela está mesmo muito forçada. Tanto na 1ª quanto na 2ª parte. Na 2ª então, ta sempre com uma maquiagem muuuito pesada e estranha e com um cabelo também muito artificial. Na primeira também ta, mas acho que a na 2ª parte eu fiquei mais incomodada com a estranhice dela. Quanto à sua atuação, fiquei com a impressão de que ela se esforçou muito para fazer o filme. Só que o esforço não se converteu em uma boa atuação, e sim, em uma facilidade de ver que ela tava se matando para fazer as cenas. Eu quase sempre olhava para ela e parecia que ela tava pensando “estou atuando, essa não sou eu, é uma interpretação, olha como eu to me esforçando e como to sofrendo. Olha a minha cara de quem ta baixando morto e não ta entendendo nada do que está acontecendo”, com destaque para a ultima cena. Achei que ela fosse explodir de tanto esforço para atuar, a cara de “olha com eu to sofrendo” foi a mais forçada que já vi.

E falando em ultima cena: o que é aquela coisa? Depois de eu ficar duas horas e 8 minutos vendo a Kim Novak fazendo caras e bocas eu ainda tenho que ver ela morrer (pela segunda vez ainda por cima! A gente pensa que tá livre dela, mas não...a criatura tem duas vidas!) porque uma freira ouviu um barulho e subiu para ver o que tava acontecendo!! Aí ela sai da escuridão da torre de um jeito muito macabro, a Novak que tá sofrendo muuuito se assusta e cai da janela PELA SEGUNDA VEZ! E a janela nem terminava de cara, ainda tinha um pouquinho de chão, dava pra tentar de segurar, vai. E a freira nem fica impressionada com isso ou incomodada por ter meio que matado ela, só fala algo do tipo “oh, meu deus” super seriamente e faz um sinal da cruz. Ah, não! Isso foi falta de respeito! Depois de um filme inteiro é isso que eu recebo? Uma freira assassina? E eu queria ver o James Stewart se explicando que não matou ela.
“Ah, eu não levei ela para um lugar deserto pra matá-la não, é porque... sabe aquela mulher que morreu um tempo atrás? Aquela doida que ficava baixando morto? Então! Na verdade, o marido dela armou tudo e matou ela, e tinha duas mulheres, e a que morreu era a mulher dele, essa agora é uma outra que se parece muito com ela e ele pagou pra se passar por ela e fingir que tava baixando morto!! Só que depois eu encontrei ela e descobri tudo, e levei ela pra lá, mas eu não queria matá-la não, e a freira apareceu e ela se assustou e caiu. Eu sei que tava perto dela e podia muito bem tê-la empurrado, mas eu não fiz isso não. O senhor acredita em mim, não é seu juiz? O que? Cadeira elétrica? Naao, eu juro que não matei ela!!! A minha cabeça já ficou mudando de cor ao longo do filme, o senhor não sabe como isso é incômodo, eu não mereço ir para cadeira elé... AAAAAAAAAAAH!!!” Aí ele morre e algum tempo depois descobrimos que era tudo uma armação e na verdade o James Stewart mesmo está vivo e etc, etc.
Quando ela morreu pela primeira vez, eu olhei no tempo de filme do DVD e ainda faltava mais ou menos 1 hora. Eu pensei “Não é possível!! A mulher já morreu, o que mais tem para acontecer?” Mal sabia eu o que me esperava...
E é por todos esses motivos e mais alguns, que eu acho o filme meio trash. Só não é trash porque a principio é um filme sério, mas para mim, ele é recheado de coisas que chegam no limite da trashidade. Como as cenas que eu comentei, a mão pesada e o exagero na historia e etc. Não vai me dizer que a cabecinha colorida do James Stewart e a Kim Novak saindo do banheiro com fumaçinha branca atrás dela não são coisas trash? Não adianta dizer que tenho que considerar os recursos da época porque eu acharia essas coisas nada a ver mesmo que fossem feitas hoje com os melhores efeitos especiais possíveis.
Mas a grande pergunta é “Como esse filme é tão bem conceituado?” Quem conseguir responder essa pergunta ganha um doce. Não, dois. É uma pergunta muito difícil mesmo.
O Interessante é que segundo a Wikipédia (http://en.wikipedia.org/wiki/Vertigo_(film) ), o filme não foi muito elogiado quando foi lançado e também não foi um sucesso de público. Recebeu criticas meio misturadas, e poucas positivas. Com o tempo ele foi sendo revisto e começou a ser mais valorizado, quando foi relançado no cinema e chegou em VHS foi um grande sucesso comercial. O fato é que mesmo ele sendo muito considerado hoje, sua historia com o publico e a critica não é muito simples.
Espero ter sido bem clara com as minhas justificativas, e caso você tenha cabeçaduramente ignorado o aviso no inicio do post e tenha lido, fique à vontade para explicar porque as pessoas gostam tanto de Vertigo e ganhar os dois doces, mas argumentos como “Vertigo é uma obra prima do Mestre Hitchcock e se você não gostou é porque não entendeu o filme” não são argumentos de verdade.
A minha conclusão é que o Hitchcock deveria ter tomado mais cuidado com o irmão dele, lavado as mãos e que a mãe dele deveria ter confiscado o computador. Isso teria poupado a mim e à muita gente de desperdiçar 2 horas e 8 minutos de nossas vidas. 2 horas e 8 minutos que ficarão marcados para sempre com a Kim Novak fazendo carão e com a cabeça do James Stewart mudando de cor.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Justificando o Atraso Dessa Semana e Da Próxima
Estou meio devagar para escrever...nao cheguei nem na metade do meu próximo post (minha crítica de Um Corpo Que Cai), e olha que eu comecei a escrever ele numa aula de ciencias da semana passada. E eu finalmente terminei de ler o Estranhos No Trem (depois de uma amiga minha que lê 4 livros por semana ter me enchido o saco que eu nao terminava nunca ele) e queria escrever um post comparando o livro com o filme, mas nem comecei ainda.
Mas para a felicidade de todos (só pros alunos da minha escola, pra quem nao estuda lá nao faz diferença nenhuma) quinta feira eu nao tenho aula porque é conselho de classe ou sei lá o que. Nao importa, o fato é que eu nao tenho aula e isso quer dizer que vou acordar meio dia e ficar o dia todo comendo chocolate 70% da Lindt e vendo filmes de pijama. Ah, e terminar de escrever o post que comecei, claro, claro, eu já ia falar isso. Mas caso aconteça alguma coisa (se eu for atropelada por um alce louco ou acertada por um disco de hockey, já que eu nao vou deixar de escrever por causa de preguiça, né? Seria um absurdo!), eu juro que termino na aula de matematica e coloco aqui até o final da semana. Hum, o pior é que eu tenho teste de matematica... termino na aula de frances entao, ja que a professora vai ta ocupada de mais passando a mão na vassoura suja ou gritando com algum aluno.
Ah, fiz umas busquinhas no site da minha bibliotequinha queridinha do meu coraçaozinho e descobri que eles têm o roteiro de alguns filmes! Tem de varios do Truffaut, inclusive o livro de entrevistas dele com o Hitchcock... mas tudo em frances. Talvez eu devesse escrever o post na aula de ciencias e prestar atençao na de frances para ver se um dia quem sabe eu tenho condições de ler uma dessas coisas. Mas o fato é que achei um livro de Casablanca chamado You Must Remeber This: The Filming Of Casablanca. Nao é o roteiro, mas fiquei com vontade de ler e vou tentar pegar ele amanhã, junto com o Cidadão Kane que consegui reservar. Finalmente vou parar de me sentir uma anta por nunca ter visto! rs Só espero que ele nao me decepcione por causa da expectativa.
-Alice
sábado, 10 de outubro de 2009
Resultado da Volta ao Cinema
Whip It

Estréia no Brasil: algum dia aí de 2010
Estréia como diretora da Drew Barrymore, com a Ellen Page como protagonista e com a chata insuportavel da Juliette Lewis como "vilã".
É "vilã" porque o filme é daqueles pra adolescentes que seguem sempre exatamente a mesma fórmula. Portanto, a maior maldade que a vilã faz é fazer a protagonista se sentir mal com alguma coisa ou roubar o namorado dela. Nesse caso, é a primeira coisa que acontece.
Clichê atras de clichê, incluindo mãe realizando o sonho na filha, briga de melhor amiga por causa de mal entendido, desilusao com principe encantado, esforço para conquistar alguma coisa em segredo dos pais e tudo o mais que voce puder imaginar.
Só que em vez de vermos a Lindsay Lohan se drogando e dirigindo bêbada, digo, se defendendo das meninas populares, vemos a Ellen Page tentando jogar Roler Derby (um jogo meio violento de patins). O que é bem melhor, convenhamos.
O filme é bem nesse estilo mesmo, só que mais sujo e violento. Mas nao é metido, como o 500 Dias com Ela, por ser um pouco diferente. Pelo contrátio, é muito simpático e despretencioso.
O problema é que enquanto eu estava assistindo, todos os filmes desse genero que eu vi quando tinha 12 anos (triste fase da minha vida...) voltavam à minha mente, e eu fiquei extremamente irritada com isso e com o fato de saber exatamente o que ia acontecer na historia, e ja ter visto aquela mesma coisa antes. Com isso acabei achando o filme muito chatinho, mas reconheço que pro que ele é, é super direitinho e a Drew com certeza nao queria fazer um filme maravilhoso nem nada. Nao é o tipo de filme pra ficar analisando ou ficar esperando muito dele.
Quanto às atuaçoes, Ellen Page ta direitinho, nada de mais, nada de menos, assim como quase todo o elenco. É quase todo porque a Juliette Lewis conseguiu me dar vontade de pular da cadeira e sair da sala do cinema em toda cena em que aparecia. Falando de um jeito bizarro, cheia de caretas, muito caricata, ridiculamente ridicula. A sorte é que ela aparece pouco. Mas deveria aparecer menos ainda.
Recomendo para: quem gosta desse tipo de filme, quem gosta da Drew, quem nao ficou traumatizado com os seus 12 anos, e quem tem uma boa paciencia e aguenta a chata da Juliette Lewis.
Coco Antes de Chanel
Estréia no Brasil: 30/10/2009
Se voce adora moda e tava doido para assistir esse filme e ficar vendo altos figurinos, haha, se ferrou. A moda é apenas uma parte do que é mostrado sobre a vida de Coco Chanel no filme. É quase um pequeno detalhe.
Fico meio na dúvida se isso é um defeito ou nao. Por um lado, é interessante falar da vida dela sem focar muito o motivo dela ser conhecida, mas pelo outro, ela ficou conhecida justamente por isso, entao a moda nao deveria receber mais atençao?
De qualquer jeito, o filme é sobre a vida dela antes de virar estilista. Ele para no final do primeiro desfile que ela faz. O que é até uma ideia interessante, nao contar a vida toda dela.
Mas ele é aquele filme biografico bem tipico, sem grandes invençoes ou ousadias. Só em uma cena ou outra ele tenta chamar um pouco mais de atenção, pegando um plano com cores mais fortes, e na hora do desfile, quando mal conseguimos ver as roupas direito já que vemos as modelos descendo atraves de espelhos, entao só da pra ver do tronco para cima, e mesmo assim, muito rapidamente.
Isso eu diria que é um defeito sim. Afinal, ela leva o filme inteiro para virar estilista e fazer o desfile, e mal podemos ver o que ela fez? Nao estou dizendo que era preciso mostrar todas as roupas nos mínimos detalhes, mas minimamente seria bom.
A narrativa é comum tambem, só que bem chatinha. Achei meio longo e monótono. Dura 105 minutos, menos de 2 horas, mas achei que fosse bem mais. Na verdade acontece bem pouca coisa. Posso resumir o filme todinho em 5 minutos sem pular fatos importantes ou ser simplista de mais. Sério mesmo, até fiz isso e deu certo. rs
As atuaçoes sao bem corretas, nada de mais nada de menos tambem. Uma qualidade dele é que nao tem mão pesada. Nao é dramatico e é bem contido na maior parte do tempo, coisa que biografias de gente que teve uma vida cheia de altos e baixos nao costuma ser. Na hora em que o inglês morre, eu pensei "ai que saco! Eu achei que esse negocio tava acabando e agora ainda vai ter mais uma meia hora dela chorando a morte dele!". Exagerei muito. Imagino que depois dessa cena só tenha mais 10 minutos de filme, se tanto.
É um filme biografico bem tipico, com algumas qualidades, alguns defeitos... ah, da pra ver numa boa. Nao é nada de mais. Para os interessados em moda vale a pena pelo lado historico, ja que pelo lado do figurino é fraco.
O engraçado é que tambem está sendo lançado um filme que se chama Coco Chanel & Igor Stravinsky, e que começa no ponto em que esse termina. Li pouca coisa sobre ele mas parece que está sendo mais elogiado. Fiquei com uma certa curiosidade de ver para poder compara-los. rs
Recomendo para: Quem é interessado em moda (especialmente na historia da moda), quem gosta da Coco Chanel, quem gosta de biografias, quem nao tem facilidade para dormir em filmes.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Um Exemplo Quase Perfeito
.

Eu tenho uma teoria que na verdade nunca uso, até porque acho que nunca acreditei muito nela.
.
A teoria é de que praticamente qualquer historia pode dar um um bom filme. Tudo depende da qualidade de direçao, atuaçao, roteiro e narrativa. A idéia é que um filme é muito mais que a história dele, e que a sua trama pode ser muito importante ou quase secundária. Basicamente: a historia nao é o filme, e sim, uma parte dele. Mas nunca tinha visto nenhum filme que me ajudasse com essa idéia, entao nem me lembrava muito dela.
.
Mas num belo dia ensolarado de sol, quando coelhinhos pulavam ao redor do arco-íris, assisti Quando Fala o Coraçao, e percebi que talvez essa minha teoria faça até algum sentido.
O Coraçao só nao é um exemplo perfeito porque a história é tao fraquinha e tao carregada de baboseiras psicologicas que ele nao vira um bom filme. Mas detalhes, detalhes... quem liga para eles?
Em primeiro lugar, gostei muito das atuaçoes. Ja gosto da Ingrid Bergman desde quando vi Casablanca, mas nesse filme a atuaçao dela me chamou mais atençao que o normal. Quanto ao Gregory Peck, só tinha visto A Princesa e o Plebeu com ele ha uns anos, entao nem me lembrava direito. Diferentemente do Montgomery Clift, que eu achei muito bonito e com muita presença mas nao um ator genial, o Gregory é muito bonito, tem muita presença e é um excelente ator. O personagem dele tem todos os problemas psicologicos que voce puder imaginar e mais alguns ainda. Enfim, tinha tudo para ficar muito caricato e estranho, mas o Gregory conseguiu fazer esse ser que vira e mexe fica fora de si de uma forma muito contida. Para mim, os melhores atores são aqueles que conseguem interpretar um personagem meio doido, que vive surtando ou é meio fora de si e continuarem sendo contidos. O Gregory é o exemplo perfeito para isso nesse filme.
Quanto à historia, eu achei muito fraquinha. Como eu disse, é uma metralhadora de explicaçoes psicologicas, e tem o negocio de interpretar o sonho que eu acho bem tosquinho. Mas é por isso mesmo que ele é um bom exemplo para a minha teoria. A historia é ruim, mas na minha opiniao, ela nem é tao importante assim no filme.
Ele tem uma narrativa interessante, acho que um pouco no estilo da do Interlúdio, só que nao tao boa quanto.
Tem a cena horrivel em que o Gregory Peck descobre porque tinha complexo de culpa e a Ingrid Bergman grita "agora voce descobriu o que te assombrava, voce está livre!" de uma forma bizarra, amadora, como se fosse uma adolescente numa peça de teatro da escola. Mas por outro lado a cena em que o Gregory desce as escadas num momento em que está fora de si com uma navalha na mao é muito boa. Meio assustadora de um jeito meio Crepúsculo dos Deuses, aquela coisa levemente macabra... só que Crepusculo dos Deuses é mais melancólico, e essa cena nao é. Tambem gostei muito da posiçao da camera no final dessa cena (que vemos o Gragory bebendo um copo de leite, mas é como se nós estivessemos bebendo o leite, é do nosso ponto de vista. E à medida que ele vai bebendo, o leite vai tampando o psicanalista que esta na frente dele) e da cena em que o verdadeiro assassino se mata, e tambem vemos tudo como se fossemos ele, a arma vira para o público, e atira.
E a direçao é muito boa tambem, como é em quase todos os filmes do Hitchcock.
Só nao é um exemplo perfeito porque a teoria é de que praticamente qualquer historia pode dar um bom filme, e essa está no limite mesmo. Mas como os outros elementos dele sao de alta qualidade, é um filme quaaase bom. Quem é chegado em psicologia vai gostar mais. Mas como eu nao sou chegada, as referencias infinitas a Freud me irritaram um pouco bastante.
sábado, 3 de outubro de 2009
De Volta ao Cinema
Mas aproveitando as estreias, hoje resolvemos nos aventurar num filme sem legenda (que frase bizarra). Ja que estamos acostumados a ver com legenda em ingles para surdos (nao aguento mais ler "porta se fechando" e "pés andando"), dá um certo medinho. hehe
Por causa disso, excluímos O Desinformante, pois achamos que ele vai ter dialogos rapidos. Ficamos com Coco Antes de Chanel (legendado em ingles, ja que Quebec é repressora e nao deixa dublar filme em frances, mesmo em ingles podendo), o remake de Fama, Whip It (estreia da Drew Barrymore como diretora) e Bright Star, um filme que se passa na Australia e é cheio do sotaque bizarro e insuportavel dos australianos, mas por ser no Cinema Du Parc, é com legenda em frances, o que ajuda um pouco.
O Coco ficou de fora por estar no cinema perto da minha escola, o Bright Star nao estou muito animada, e o Fama eu queria ver o original antes. Quem advinhar qual filme escolhemos ganha um doce!! :D
Vamos entao ver a Drew dirigindo e a Ellen Page patinando. Fascinante. Ta, sem sacanagem agora: to curiosa pra ver a direçao da Drew e se ele é mesmo "Hannah Montana em patins, com sexo e violencia", como o Globe & Mail (pois é, globo é global!!...piadinha sem graça), jornal que compramos aqui disse.
Mesmo que seja ruim, ja me diverti o suficiente imaginando a Ellen Page de peruca loira cantando musiquinhas pop, ou a Hannah Montana grávida. Acho que essa segunda coisa é até provavel que aconteça.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
O Primeiro e o Último Truffauts
Coincidentemente, peguei na biblioteca o primeiro filme do Truffaut (Les 400 Coups, Os Incompreendidos) e o último (De Repente num Domingo, Vivement Dimanche!). São completamente diferentes: 400 Coups é sério e meio autobiografico, e Dimanche é uma grande piada sobre os filmes de misterio.
.
De qualquer jeito, gostei dos dois. Também dei uma pesquisada sobre o Truffaut e descobri coisinhas muito felizes sobre ele. :D Tá, talvez nao tao felizes assim, mas descobri que ele acabava com os filmes que fazia critica no Cahier du Cinema, revista na qual ele escrevia antes de virar diretor, e que se divertia muito mais falando mal deles do que elogiando (alguem me entende!!). Com isso fiquei mais a vontade para esculachar os filmes e também, mais simpatica a ele.
.
Também adorei o que ele começou a fazer quando tinha 14 anos: saiu da escola e resolveu se auto ensinar. Seus objetivos escolares eram assistir 3 filmes por dia e ler 3 livros por semana. O problema é que os meus pais nao se animaram muito com essa ideia.
.
No DVD do 400 Coups tinha alguns extras do Truffaut falando de como ele começou a fazer cinema, do Jean-Pierre Léaud (o menino do filme) em Cannes, o teste de camera dele, e outras coisinhas. O problema é que era sem nenhuma legenda, entao nao consegui entender tudo direitinho, mas depois de voltar a cena muitas vezes e perguntar para os meus pais o que eles estavam dizendo, consegui pegar a ideia principal.
.
Com certeza vou pegar mais filmes dele na proxima vez que for na minha bibliotequinha queridinha do meu coraçaozinho, até para melhorar o meu frances e ficar mais a vontade na aula da minha professora doida cheia de bacterias nos dentes.
O primeiro filme que vi dele foi Jules e Jim, na metade do ano, que gostei bastante. Infelizmente, depois bati a cara com O Último Metrô e Fahrenheit 451. Mas mesmo com essas decepçoes, acho que os filmes dele têm uma simplicidade e delicadeza que chamam atençao. Desses 5 filmes que eu vi, todos eles têm alguma cena marcante ou sacaçoes interessantes.
Uma das coisas que mais me chamaram atençao no 400 foi a mesma que no Jules e Jim: a imparcialidade. Nenhum dos dois filmes julga os personagens, os dois têm muita sutileza e nao ficam apontando bonzinho e mauzinho. Contam a historia de uma forma meio distante, mas ao mesmo tempo têm um carinho com ela e os personagens.
Se voce ainda nao dormiu ou foi fazer outra coisa e conseguiu aguentar essa introduçao gigante, meu pai! Voce deve ser muito sem o que fazer, heim. Mas obrigada pela paciencia, e espero que voce ainda tenha um pouco dela e leia as minhas criticas do Vivement Dimanche! e do Les 400 Coups... por favor?

De cara estava achando ele meio chatinho, e a legenda ruim atrapalhou muito. Eu nao entendia direito nem o que estava escrito nem o que eles tinham dito. Acabei perguntando muita coisa pros meus pais. Mas achei ele muito simpatico, leve, divertido, e bem feito. As atuaçoes sao boas, a Fanny Ardant tem uma presença de cena impressionante.
Ele é uma grande piada dos filmes de misterio, do tipo que vao aparecendo cada vez mais coisas misteriosas e voce fica meio confuso. Junta todos os cliches desses filmes e os usa muito bem, incluindo a famosa falsa estante que gira e te leva para um lugar macabro, e o fato do assassino ser a ultima pessoa que voce pensaria.
Uma brincadeira muito bem feita. Mais bem feita que boa parte dos filmes sérios. Uma pena que o titulo em frances nao dá para traduzir perfeitamente. É uma expressao que significa algo como "to doido pra isso acabar!" (haha! Eu sou muito boa em frances, conheço todas as expressoes...ta, foi a minha mae que me falou isso). Mas poderia ser algo melhor do que o titulo que colocaram, pois com De Repente num Domingo dá a entender que o filme se passa num domingo, o que nao é verdade.

Como ja disse, a imparcialidade me chamou muito a atençao. Quantas pessoas conseguem fazer um filme sobre um menino que vive brigando com os pais, foge de casa e rouba dinheiro da avó sem defender o menino ou ter uma explicaçao psicologica do tipo "ele é assim porque comeu pao podre quando tinha 3 anos"? E quantas pessoas conseguem fazer isso no seu primeiro filme? O Truffaut, que assistia os filmes mil vezes para entender como eles foram feitos e via 3 filmes por dia quando tinha 14 anos consegue. Mamae, papai, agora voces me deixam sair da escola? Pro bem da minha carreira...voces nao querem que eu seja bem sucedida?
O Jean-Pierre Léaud, ator principal, é ótimo. A cena em que ele conversa com a psicologa, que nao tinha dialogos escritos, foi meio de improviso, é muito boa. Nao dá pra entender como uma criatura de 13 anos consegue atuar tao bem no primeiro filme que faz. Bizarro.
Tem algumas cenas que sao realmente excelentes, como a cena do carrossel (aquilo é um carrossel? Ah, aquele negocio que gira), a da psicologa, a dele correndo, a dos meninos fugindo da aula de educaçao fisica, dele fazendo o bilhete pra justificar ter faltado aula e muitas outras. O filme é com certeza cheiinho de cenas que chamam atençao.
Acho que o titulo em portugues (Os Incompreendidos) estraga um pouco, fica parecendo um negocio mais psicologico, tipo "ninguem me entende, bua, bua...", que nao tem nada a ver com o filme. Acho o titulo original muito mais simpatico e coerente. Les 400 Coups quer dizer algo como "os 400 golpes", sendo "golpe" no sentido de apanhar, tanto literalmente quanto num sentido mais amplo.
Trata com delicadeza, cuidado e sem muito drama de uma historia relativamente pesada, e que pode virar uma porcaria transbordando cliches muito facilmente. Com toda a sinceridade: pra que ir a escola?
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
5 Hitchcocks


É sem dúvida um dos Hitchcock's mais importantes e conhecidos. Mas nao sei muito bem porque ele tem essa fama toda. Nao é de todo ruim, é até direitinho. Mas foi mal adaptado de uma peça, ficou com um tom muito teatral. Passar de teatro pra cinema é dificil, claro, mas Dúvida e 12 Homens e uma Sentença sao exemplos de adaptaçoes que deram muito certo.
Tinha gostado do marido da Grace Kelly na primeira cena, mas depois caiu um pouco. Se a atuaçao dele fosse melhor o filme ja ganharia muito. O amante é muito bobao. Quando ele chega pedindo pro marido (da Grace Kelly, nao dele. rs) falar pra policia que era tudo armaçao, ele nao parece estar querendo salvar a vida da Grace, e sim resolver um charada, tipo "ei, cara, descobri a resposta para aquela palavra-cruzada do jornal!". Sem falar que é muito sem noçao ele ter advinhado exatamente, exatamentissimamente o que o marido tinha feito. E como eu ja disse, tudo se apoia muito no final. Tem um tom meio Agatha Christie, de descobrir as coisas, só que fica só nisso e nao se preocupa com outros elementos da trama. O detetive tambem é meio tosco. Depois de ter acusado a Grace Kelly, ele começa a "defender" ela. Fica muito piscadela pro publico do tipo "viu, ele nao é do mal, nao. Voce ta pensando que ele tá contra a Grace, mas ele percebeu que o marido que é do mal. Esperto, né?!".
Quanto a Grace Kelly, nao me chamou muita atençao, acho ela uma atriz correta. Talvez se a minha mae nao quase me matasse toda vez que eu sacaneio a Grace um pouco, eu gostaria mais dela.
Enfim, nao achei horrivel, mas fraquinho e sem graça. Se é pra brincar de detetive e tentar descobrir as coisas eu posso ler Agatha Christie ou jogar Scotland Yard. Um filme desse tipo pode ficar sim muito bom se der atençao à mais coisas alem da soluçao final.
Ah, e um outro sério problema dele é que na noite seguinte que eu vi, meus pais sairam de casa e pouco depois me ligaram. E eu estava perto de uma cortina!! Acho que vou ficar com medo de telefones tocando à noite por alguns dias.
Penultimo lugar (semi-loser): Sombra de uma Duvida

Minha mae vai reclamar que ela faz de tudo pra eu nao criar muita expectativa para um filme que ela gostou e me decepcionar depois, mas eu criei muita expectativa para esse filme e me decepcionei depois. Por parte, foi porque a minha mae tinha falado que era muito legal. A outra parte foi porque é um dos filmes favoritos do Hitchcock (dos que ele fez né, ninguem é tao metido assim. Acho).
Depois de reclamar da minha reclamaçao do filme e defende-lo, minha mae me fez mudar de ideia. Mas nao tanto assim. rs
Retiro o que disse sobre a trama, porque ela nao se foca nessa coisa de segredos. É mais sobre a Charlie, sobrinha bobinha e ingenua de uma cidade pequena, tendo que lidar com um choque de descobrir coisas macabras sobre o tio, e a relaçao dos dois. O problema é que as cenas deles juntos nao parecem cenas de tio e sobrinha, mas sim, de amantes. Se voce vir aleatoriamente, sem saber nada sobre o filme, nao vai achar que sao parentes. Esse é um grande defeito, ja que essas cenas sao muito importantes.
Tinha achado a atuaçao dos dois muito ruins. Mudei minha opniao sobre a sobrinha, mas continuo achando o tio um personagem, ou mal interpretado, ou mal construido. Quanto a menina, ainda acho que poderia ser melhor, mas concordo com a minha mae que menina bobinha e ingenua de cidadezinha pequena costuma ter esse perfil.
Acho as cenas do pai com o amigo discutindo formas de matar pessoas meio paralelas demais. Parecem terem sido colocadas la só pra ficar meio engraçado, "que legal! Duas pessoas discutindo sobre a melhor forma de assassinar alguem!". Elas só cruzam com a historia mesmo quando a Charlie, depois de descobrir as tais coisas macabras sobre o tio, surta por ficar incomodada com eles falando de morte.
Outra cena que é muito fraquinha mesmo é quando a Charlie vai jantar com o detetive, e do nada, passa de um momento em que eles estao rindo, pra outro com a Charlie assustada, depois do detetive ter contado sobre o tio dela. A transiçao é horrenda. Eu até voltei o filme pra ver se nao tinha pulado nenhuma cena. Muito mal feita mesmo.
Mas tirando essas coisas (pequeninos detalhes), achei ele interessante. O jeito como a familia admirava o tio é muito bom, e a mae (irma do tio) tambem é um bom personagem. O jeito como a Charlie vai amadurecendo a força ao longo do filme tambem é muito bom. As decisoes que ela toma e o jeito como ela reage sao muito bem feitos e a deixaram uma personagem muito bem trabalhada tambem. Pena que nao foi feito o mesmo com o tio, coisa que seria essencial.
Ah, e uma das ultimas cenas, quando a Charlie desce da escada, é de uma sutileza muito boa. Diria que é a melhor cena do filme.
.
Lugar do meio (mais ou menos loser): Intriga Internacional *
De novo, a expectativa diminuiu o impacto do filme. Quem foi que inventou ela? Coisa mais desnecessaria...
Dessa vez a expectativa veio de um top 100 (http://www.interney.net/blogs/filmesdochico/2009/01/29/6_anos_100_filmes/) que vi num blog de cinema que eu gosto. O Intriga estava em 4º lugar. Aí eu obviamente fiquei esperando um filmao.
Pra começar, eu gostei. Acho que o meu principal problema com ele é que eu daria um rumo totalmente diferete para a historia, o que a transfomaria em outra coisa, entao nao é um defeito, é só uma opniao pessoal. Na verdade, eu achava que era diferente. Eu pensava que o Cary Grant era confundido com um agente, e os seus colegas agentes nao conseguiam entender quem ele era realmente, entao tinha que fazer as missoes. É muito diferente disso. Ele é confundido pelo inimigo, que nao acredita nele quando diz que pegaram a pessoa errada. Eu achei esse inicio muito mais interessante do que o que eu achava que era, com certeza.
E o inicio é de fato uma das melhores coisas do filme. Depois de ter escapado dos inimigos, as pessoas nao acreditando no que aconteceu é otimo, e ele cismado em provar a verdade, procurando o agente com o qual confundiram com ele, e nisso só parecendo que ele é de fato o cara. Ele vai se envolvendo naquilo, cada vez deixando mais claro para as pessoas que ele era o agente mesmo.
O publico tambem vai ficando angustiado, pensando "onde que a droga do agente ta que ele nao aparece?!" (eu pensei isso pelo menos, e estou sem evidencia alguma assumindo que mais gente tambem pensou. Mas detalhes, detalhes) mas logo isso é respondido, quando descobrimos que o agente nao existia. Era uma inveçao da CIA para destrair os caras que eles estavam espionando. É nessa hora que eu mudaria o rumo da historia. Eu acho que ficaria muito melhor se ficassemos o filme todo quase tendo um ataque sem entender onde o agente estava, e descobrissemos só no final que a criatura nao existia. Mas a historia segue bem de qualquer jeito. Só acho que a melhor ideia do filme é a da nao existencia do agente, que logo acaba.
Mas outra coisa muito boa no filme sao as cenas. Ele tem algumas cenas muito boas e marcantes, que ficaram ainda melhores na telona a céu aberto. A cena dele fugindo do aviao é muito boa, e ele descendo os rostos dos presidentes no final tambem. É até chato pensar que rever ele na TV vai perder muito. Essas partes ficaram realmente deslumbrantes na telona.
E acho que parte da fama de maior diretor de suspense do Hitch vem dessas cenas muito boas, e da variaçao no estilo do filme. Ele tem coisas mais serias, tem coisas bem bobinha, e tem algo bem no meio do caminho, tipo Intriga. Ele é um suspense, mas nao do tipo que exige toda a atençao possivel e muito raciocinio. E ele é cheio de piscadelas (dessa vez sendo uma coisa positiva) pro publico, como a cena em que o Cary vai tomar banho e fica cantarolando Cantando na Chuva. Todas essas coisas que deixam o filme mais simpatico e agradavel sao muito bem feitas, e é daí que eu acho que vem a importancia do Hitch.
Nao concordo com o top 100 que colocou o Intriga em 4º lugar. Ele é um entretenimento de primeirississima qualidade, e nesse ponto é genial sim, mas nao é um filme para ser um dos melhores ja feitos. A grande qualidade dele é que é universal (ou seria internacional? hehe. Piadinha sem graça...), qualquer um pode gostar, nao tem um publico expecifico. E é muitissimo bem feito, uma produçao caprichada.
Só que ele nao é muito serio, tem um lado glamuroso, mais romantico, na verdade. Essa foi outra coisa que diminuiu ele pra mim, nao que isso seja uma coisa ruim, é porque achava que ele fosse diferente. Como eu disse, expectativa é inutil.
Ah, e eu diria que a unica coisa que eu realmente achei muito ruim no filme foi o final. Meu pai, o que era aquela cena de casamento??? Nada a ver! Mestre do suspense e romantico bobao nao combinam.
Segundo lugar (ainda nao é o vencedor, entao é meio loser): A Tortura do Silencio, que eu vou chamar de I Confess, porque esse titulo em portugues é insuportavel.

Ia ver esse filme no festival de filmes ex-censurados do Cinema Du Parc, mas o festival foi cancelado. Nao sei o motivo, mas acho que foi censurado. rs
Pouco depois da censura do festival, achei o I Confess na minha querida bibliotequinha. Foi o primeiro que eu vi depois do Intriga, e gostei muito!! Ele tambem teve um começo diferente do que eu esperava: achava que o cara ia confessar o crime meio que sem querer, nao com a intençao de ser no lugarzinho de confessar la, para o padre nao poder contar para ninguem. Mas achei mais interessante desse jeito.
Os personagens sao todos muito bem construidos, e o filme nao tem tom de ficar apontando mocinho e vilao em momento algum. O assassino é muito interessante, porque na verdade a morte foi um acidente, e o jeito como ele vai ficando dominado pela angustia e o medo de ser descoberto é otimo.
É cheio de ambiguidades, dá direito a vaarias interpretaçoes, coisa que eu adoro. A Anne Baxter tentando ajudar o padre é muito bom, principalmente o fato de depois de ter contado mil coisas que ela nao queria contar, só ter deixado ele mais enrolado ainda.
O detetive me chamou muito a atençao. Ele tem um jeito meio sadico, de nao querer só resolver o caso, mas de um prazer em ver as pessoas se ferrando ao descobrir provas contra elas. Achei um personagem muito bem escrito e interpretado.
Montgomery Clift, o padre, nao sei nem dizer se ele é um otimo ator, mas ele tem uma presença impressionante. Gostei da atuaçao dele sim, mas a beleza chama mais atençao. rs Se ele fosse padre de uma igreja perto da minha casa até eu ia na missa todos os dias.
Toda a historia é muito bem contada, com personagens muito bem feitos e complexos, nao tem a pretensao de dividir bem e mal (poderia se dizer que o assassinado era meio do mal, mas a narrativa nao se preocupa em focar isso), permite varias interpretaçoes, tem atuaçoes muito boas, tudo se encaixa e é bem amarrado.
Esse é bem sério mesmo, sem qualquer glamour. Nao que glamour e seriedade sejam opostos, mas os outros 3 filmes que tinha visto dele esse ano antes tinham mais glamour e romance (menos o Pacto Sinistro. Esse é ruim mesmo), e eu tava achando que ele ficava mais nisso mesmo, que nao fazia filmes, digamos, mais frios. Entao fiquei muito feliz em ver um filme dele num estilo diferente, e vi que ele fez sim filmes mais frios, e muitissimo bem.
Ah, e parece que ele foi censurado por causa da cena que uma multidao tenta atacar o padre. Motivo bobo e forçado.
Em primeirissimo lugar, o grande vencedor, o qual eu nao sei o que o nome significa, INTERLUDIOO!!

Peguei o Interludio mais porque era com a Ingrid, e por ser um filme importante do Hitch. Mas estava esperando algo no estilo de Ladrao de Casaca. Nadica de nada a ver. Casaca é mais bobinho, é bem entretenimento mesmo, mas sem grandes caprichos tipo Intriga. Interludio nao é bobinho, tem dialogos importantes para a historia, é sutil e exige concentraçao.
De inicio, eu estava meio de saco cheio dele, porque eu achava que era bobinho, e tava aquela coisa seria, devagar, sem bobice na minha frente... eu nao tinha me preparado psicologicamente para isso! Mas ele prendeu a minha atençao, e quando terminei de ver tinha gostado, mas estava meio chateada porque esperava algo diferente, e porque nao estava tao concentrada assim para assistir a um filme cheio de indiretas e sutilezas.
Mas depois de alguns dias, o lado de ter assistido despreparada foi ficando mais insignificante, e as qualidades do filme começaram a me chamar mais a atençao.
Acabei gostando muito. Muitssimo muito. Acho que a gente só descobre se o filme é um dos nossos favoritos com o tempo, mas acho que ele vai fazer companhia pros meus 3 preferidos (Casablanca, 12 Homens e uma Sentença e Crepusculo dos Deuses).
É dificil dizer o que eu mais gostei nele, mas a sutileza me chamou muito a atençao. Como eu ainda nao vi muitos filmes, diria que é o mais sutil que eu ja vi. Tudo é muito delicado, o roteiro é sem pressa e cuidadoso com os minimos detalhes.
Isso leva a outra coisa que eu gostei muito: a narrativa. A historia é contada de uma forma muito diferente do comum. Sei la, é até dificil de explicar, mas ele consegue, sem esnobar coisas importantes, se focar na relaçao entre a Ingrid, o Cary Grant e o Claude Rains. Até nos esquecemos do lado de espionagem da historia. É mais romance do que suspense. Mas nao acho que seja um romance muito romantico, ele é mesmo sobre a as pessoas se relacionando, e tem um lado meio ironico e cinico. Ah, é dificil de explicar, ja tive uma dificuldade pra chegar a uma conclusao sobre o assunto que ele trata, explicar vai ser mais dificil ainda...rs
Os personagens sao bem construidos, e geram varias interpretaçoes em cima do que eles falam e fazem. As poucas cenas da Ingrid com o Cary sao todas muito boas cheias de sutilezas, indiretas e ironias. Uma pena ter visto o filme em ingles, com isso eu aproveito menos essas coisinhas do dialogo. Eu queria ter revisto ele mais preparada pro estilo, mas acabei devolvendo antes. Vou acabar revendo antes de voltar pro Brasil de qualquer jeito, até la eu ja vou conseguir pegar essas coisinhas nos dialogos melhor.
Uma cena muito boa é a ultima. Diferente do que eu achava que seria essa cena de fuga (tinha lido sobre ela antes), ela é devagar, nao de perseguiçao. É realmente uma senhora cena, porque mesmo sendo calma e lenta, tudo acontece muito rapido, da a sensaçao de o tempo estar acabando, uma agonia. O personagem do Claude Rains nao sabe o que fazer e tem só aquele tempo de descer a escada pra resolver. Ah, nao dá pra explicar direito a cena, ainda mais tentando nao estragar o final.
Enfim, acho que ele tem um jeito meio Casablanca. Um pouco cinico, sutil, ambiguo, e tem a Ingrid Bergman e o Claude Rains rs. Só que Casablanca nao é tao sutil assim, tem um certo tom de aventura, é muito mais cinico e nao tem essa narrativa diferente. Acho que gostei muito dele por um lado pessoal mesmo, como Casablanca (3º Casablanca do paragrafo, caramba!). Até porque os meus filmes favoritos eu nao gosto deles só pelo lado tecnico (que na verdade sempre está meio relacionado ao lado pessoal rs), tem alguma coisa no filme que me chamou atençao, ou que me identifiquei. É o que eu acho que seja a definiçao de filme favorito: nao necessariamente o que voce considera melhor, mas o que te marca (ai, que brega) de alguma forma. O 12 Homens eu gosto muito, mas ele é mais pra um lado tecnico e menos pessoal, gostei dele por causa dos dialogos, e ele me marcou com isso. Mas nao como Casablanca, que eu me identifiquei com o cinismo. Fico até meio sem graça de elogiar tanto o filme para as outras pessoas, ja que acho que os nao cinicos nao vao ver tanta graça.
Peço desculpas por nao ter justificado muito bem, nem analisado muito tecnicamente, mas foi porque eu gostei muito dele mais pelo lado pessoal. Mil desculpas mesmo, porque eu odeio quando as pessoas vao fazer critica de um filme e os seus argumentos sao que é "lindo e emocionante". Espero ter usado argumentos melhores que estes...
Aluguei já o Festim Diabólico, O Homem Errado, Quando Fala o Coraçao e Um Corpo Que Cai. Vi o ultimo hoje de tarde, quando o post ainda nao estava pronto. Depois eu faço um outro grupo de criticas com esses.
Espero ter sido clara nos motivos por ter gostado ou nao dos filmes. Quem discordar se manifeste, mas nao venha me dizer que o filme é lindo e emocionante, por favor.
-Alice