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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Festival do Rio 2010

Em primeiro lugar gostaria de pedir mil desculpas pela falta de atualizaçao dos ultimos meses. Eu quase publiquei um texto sobre o Truffaut, so que acabei achando que estava muio ruim e nao tive tempo de melhora-lo. Como vi boa parte dos filmes do Festival do Rio ha pouco tempo, achei que poderia escrever mini-criticas sobre todos, e deixar o blog um pouco menos monotono.

Sabe como é, né. Em Montreal as minhas aulas eram mais longas, entao eu tinha mais tempo para escrever. Aqui quando eu começo a pegar o ritmo, a aula de Religiao ja acabou. Mas tenho muitas ideias do que escrever, e assim que tiver com mais tempo vou voltar a publicar alguma coisa sempre. Juro por toda a obra do Quentin Tarantino.

Como alguns dos filmes que passaram no Festival do Rio 2010 eu ja tinha visto em Montreal e outros ja estao em circuito comercial aqui, acabou que eu vi 14 dos filmes exibidos. So fiz critica de 13 no entanto, ja que me lembro muito pouco de um deles, A Ultima Estaçao, e nao conseguiria fazer uma critica minimamente justa. Digo minimamente porque qualquer um que acompanha os meus textos sabe que sou muito gentil demais e elogio até os filmes que odiei porque fico com pena de falar mal do trabalho de alguem, o que é injustiça com os filmes que sao de fato bons.

América

Diretor: Joao Nuno Pinto, Ano: 2010, Pais: Portugal/Espanha/Russia/Brasil, Visto no festival.

Nao tendo nenhum nome conhecido no elenco nem na produçao, escolhi assistir esse filme apenas pelo seu resumo, que parecia ser minimamente interessante. Mas assim como o resto dos resumos do livrinho do festival, ele é incoerente com o filme e mal escrito.

So nao digo que me arrependo de tê-lo visto porque ver filme fraco faz parte de ir a um festival, e porque me diverti com o sotaque portugues, e ele tambem gerou umas piadinhas internas. Mas tirando isso e a boa atuaçao da atriz russa, ele nao tem mérito algum. É tudo muito caricato, historial mal conduzida e dirigida, com inumeras cenas inuteis, e com um roteiro que nao consegue equilibrar bem todos os seus temas- imigraçao, diferentes etnias, estupidez, incompetencia, problemas familiares- deixando a historia sem foco e cansativa.


A Woman, a Gun, and a Noodle Shop

Diretor: Zhang Yimou, Ano: 2010, Pais: Hong Kong/China, Visto no festival.

Mesmo nao sendo uma grande fa dos Coen, o fato desse filme ser inspirado no primeiro filme deles me deixou bastante curiosa, e mais ainda ao ver quem era o diretor.

A Woman, a Gun and a Noodle Shop é de fato um filme bem interessante que vale muito a pena ser visto. Zhang Yimou o dirigiu muito bem, mostrando planos muito bonitos, cenas com otimo timing, e uma comédia que mesmo no limite do pastelao consegue ser sutil. As reviravoltas da historia sao todas muito bem feitas, assim como a relaçao entre o que cada personagem sabe e nao sabe. Tudo isso ajuda as coincidencias exageradas e o humor negro, tipicos dos irmaos Coen.

A cena de abertura, uma das mais exgeradas, e os empregados preparando a massa sao umas das melhores, que expressam bem o tom do filme.


Trabalho Clandestino

Diretor: Jerzy Skolimowski, Ano: 1982, Pais: Reino Unido, Visto no festival.

Filme apresentado na mostra do diretor, que teve 5 dos seus filmes exibidos. Foi escolhido mais pelo horario, e pelo plot que parecia interessante.

E, realmente, nao poderia ter feito uma escolha melhor. Enquanto o assistia estava achando tudo meio parado demais e meio chato, mas depois de alguns dias, o filme cresceu muito para mim. Ele é sim bastante parado e monotono, mas tudo por uma boa razao: retratar com calma e sutileza toda a pressao e sofrimento passados pelo protagonista. A afliçao ao saber sobre o golpe na Polônia, a pressao de ter que administrar o trabalho de 3 poloneses em Londres que nao sabem falar ingles e nao devem saber sobre o golpe, as condiçoes precarias, a falta de dinheiro e comunicaçao com a terra natal, e todos os outros problemas estao muito presentes em quase todas as cenas, mesmo que de forma discreta.

Mesmo que tenha pouca cara de cinema por causa do uso de muita narraçao, pouca açao e ser pouco visual, Trabalho Clandestino demonstra que Jerzy Skolimowski tem grande habilidade na direçao, ao conseguir fazer um bom filme a partir dessas caracteristicas normalmente limitadoras. Jeremy Irons, o ator principal, nos entrega uma interpretaçao com o mesmo nivel e tom estabelicidos por Jerzy, tornando o filme ainda melhor, ja que sua atuaçao é extremamente importante para que tudo funcione.


Aproximaçao

Diretor: Amos Gitai, Ano: 2007, Pais: França/Israel, Visto no festival.

Queria assistir Copia Fiel, filme que deu à Juliette Binoche o prêmio de melhor atriz de Cannes em 2010. A questao é que o Copia é dirigio por um iraniano, e nao sei porque achamos que o Aproximaçao tambem fosse. Além disso, ambos têm a Binoche no elenco. Sim, comprei ingresso para Aproximaçao, toda feliz que ia ver Copia Fiel, e descobri a diferença entre os dois apenas um dia antes do filme. E nao, eu nao consegui assistir Copia Fiel depois.

Mas quem saiu perdendo com isso tudo foi a Binoche, cuja interepetaçao no filme que vi é vergonhosa, o que a fez cair bastante no meu conceito. Na verdade quem saiu perdendo foi eu mesmo, ja que apos ganhar Cannes nao acho que ela va ligar para o que eu acho dela.

Amos Gitai pode até ser um diretor interessante, mas isso nao se aplica a esse filme, que é muito ruim mesmo. A primeira cena, do casal no trem, é muito boa. Se a historia tivesse seguido aquele ritmo e tema tudo seria incomparavelmente melhor. Mas nao seguiu. Na verdade, a historia nao segue nada. Fica num eterno dilema sobre qual tema tratar (etnia, relaçoes familiares, conflitos na regiao de Israel) e acaba nao tratando direito de nenhum. Alem disso o filme possui um timing horrivel e cenas vergonha-alheia e inuteis que nao acabam mais. A ultima vez que tinha ficado tao feliz com o final de um filme foi ha mais de 30 filmes atras.


Quebra-Cabeça

Diretor: Natalia Smirnoff, Ano: 2009, Pais: Argentina/França, Visto no festival.

Escolhido pelo horario e pelo tema curioso de quebra-cabeças, ele acabou sendo uma surpresa agradavel.

A historia bobinha, cheia de situaçoes e personagens bem clichês, se torna interessante justamente por “desclichezar” suas caracteristicas. Uma trama com soluçoes e desenrolares bem obivos, os evita, e deixa o filme simples, ainda que um pouquinho surpreendente. A boa atriz, que ajuda a historia a fluir bem, e a escolha inusitada pelo universo dos quebra-cabeças ajudam o filme a se destacar.


Blank City

Diretor: Celine Danhier, Ano: 2010, Pais: Estados Unidos, Visto no festival.

Fiquei muito animada com esse documentario por causa dos nomes citados na sinopse: Jim Jarmusch, John Waters e Andy Warhol. Principalmente pelo ultimo, por quem eu me interesso muito.

O filme é sobre os movimentos No Wave e Cinema of Transgression que aconteceram no final dos anos 70 em Nova Iorque, que foram o inicio do cinema independente e de baixo custo, e que foram muito influentes no cinema independente que veio em seguida.

Mesmo tendo uma montagem correta, boas entrevistas e um bom acervo de imagens, ele deixa bastante a desejar. Primeiro, fiquei decepcionadissima ao ver o nome de Warhol citado apenas 2 ou 3 vezes. Aparentemente o seu periodo de cinema foi anterior a esse, mas mal falarem dele foi um erro, ja que ele fazia filmes exatamente nesse estilo. Os outros nomes que sao mais conhecidos hoje (Jarmusch e Waters) tambem sao pouco presentes, e os artistas nos quais o filme se foca sao Amos Poe, Beth e Scott B, Nick Zedd e Lydia Lunch Por nao saber muito sobre esse periodo, nao tenho como dizer se ele falou sobre as pessoas “erradas”, mas achei isso no minimo surpreendente.

O clima dos movimentos e as ideias sao bem expressos, no entanto o inicio e o fim do filme nao sao muito bem feitos, e nao é claro por quanto tempo tudo isso durou, nem a mudança do No Wave para o Cinema of Transgression. Para quem quiser saber mais sobre esses movimentos o ideal é procurar outra fonte, ja que Blank City falha na funçao de informar sobre o tema.


Um Lugar Qualquer

Diretor: Sofia Coppola, Ano: 2010, Pais: Estados Unidos, Visto no festival.

Fiquei muito curiosa para ver esse filme por ele ter ganho Veneza esse ano, por ser dirigio pela Sofia Coppola diretora cuja filmografia quero ver toda (ja que é composta so por 4 filmes, hehe) e por ele ter crescido muito na cabeça do Tarantino, que eu acreditava nao ser possivel que ficasse maior.

Nao posso dizer que fiquei decepcionada porque mesmo que estivesse curiosa, nao esperava gostar muito. A questao é que o achei mais fraco do que eu esperava. A ideia de narrar a historia de uma celebridade prestes a entrar em uma crise de indentidade é bem boa, mas a abordagem de Coppola nao me agrada muito. Suas cenas e silencios longos nao sao muito expressivos, e deixam o filme meio vazio, como que tentando dizer algo so que sem conseguir. Alem disso, a estética naturalista e o tom de realidade e dia-a-dia me incomodam, ja que os personagens sao bastante caricatos, e a critica à fama e hollywood é feita de uma forma obvia e e clichê demais.

Falando com implicancia, Somewhere parece um filme caseiro. Escrito, dirigido e produzido pela filhinha, produzido tambem pelo papai e pelo irmaozinho, com trilha sonora do namorado, e, o elemento mais caseiro de todos, com microfones aparecendo em algumas das cenas.

Ao lembrar que o filme mais respeitado de Tarantino é bem fraco, começo a entender porque este cresceu em sua cabeça.


Comer, Rezar, Amar

Diretor: Ryan Murphy, Ano: 2010, Pais: Estados Unidos, Visto em Juiz de Fora.

Nao assisti esse no festival, e sim dois dias depois do final dele com duas amigas, em Juiz de Fora mesmo. O fato do filme ter sido lançado antes do festival terminar me deixou confusa, ja que nao é um filme interessante para se colocar num festival por ser facil assisti-lo em circuito comercial, e ainda mais com ele entrando em circuito comercial antes mesmo do fim do festival. Levando isso em conta, mais a qualidade do filme, nao consigo entender porque os organizadores o incluiram.

Fui assisti-lo com uma unica expectativa: de que a sua duraçao fosse de 85 minutos. Nao sei como achei isso no google, ja que na realidade o filme dura 133 minutos, e eu so fui descobrir isso quando percebi que a Julia Roberts ainda nao tinha nem saido de Roma e ja tinha passado uma hora. Mas tenho que admitir que mesmo com essa duraçao medonha, Comer, Rezar, Amar até que é fluente e nao cansativo. O problema é que nao sei se acho isso porque assisti em boa companhia, o que costuma melhorar bastante qualquer filme ruim.

Mas ele tem sérios problemas em expressar a velocidade com a qual as coisas acontecem na historia, ja que nao fica muito claro quanto tempo demorou para ela sair dos Estados Unidos, nem a quantidade de dias passada em cada lugar. Digo, os personagens até mencionam essas informaçoes, mas o jeito que as coisas acontecem nao da a sensaçao certa dos dias passados.

Uma vantagem é que mesmo cheio de moral e cenas supostamente profundas, o filme nao fica gritando a sua mensagem o tempo todo, nem tem jeito de panfleto, o que sao coisas bem comuns nos filmes americanos atuais. Mesmo assim ele nao deixa de ser bem fraquinho, e nao existe quimica alguma entre a Roberts e o Javier Barden, que esta muito estranho fingido ser brasileiro.


Amores Imaginarios

Diretor: Xavier Dolan, Ano: 2010: Pais: Quebec, digo, Canada, Visto em Montreal.

Dirigido pela criança prodigio quebecoise Xavier Dolan, cujo talento que Cannes tanto ama eu nunca vou ententer, Amores Imaginarios consegue ser pior que o seu primeiro filme Eu Matei a Minha Mae. Seu unico progresso em relaçao ao anterior é que nao tem aquela gritaria insuportavel.

Mas o que incomoda é o fato do cinema de Dolan nao ter amadurecido nem um pouco. O que na verdade ja era de se esperar, ja que todo o processo de produçao (desde o surgimento da ideia até o lançamento do filme) durou menos de um ano. Seria essa pressa um medo de ser esquecido? O fato é que mesmo tendo optado por um tema e estilo mais leves e menos dramaticos, Dolan continua inacreditavelmente pretencioso e metido, e a sua capacidade de escrever uma historia fluente e com personagens minimamente complexos ou interessantes é nula.

O filme repleto de cenas em camera lenta longuissimas, figurinos exagerados, situaçoes mal construidas, e um trio de amigos sem qualquer quimica é simplesmente ridiculo. So espero que Dolan amadureça com o tempo e perceba que ser o orgulho de Quebec nao lhe da o direito de ser tao pretencioso, e que infinitas cenas extremamente estéticas nao deixam o filme bonito, e sim, superficial.


Minhas Maes e Meu Pai

Diretor: Lisa Cholodenko, Ano: 2010, Pais: Estados Unidos, Visto em Montreal.

Com os elogios que esse filme tem recebido eu tenho tentado rever a minha opniao sobre ele. Mas nao adianta. Continuo achando que o seu unico mérito é tratar do assunto de uma forma diferente, nao panfletaria e leve.

No entanto, nao passa disso. O resto do filme é incrivelmente mal feito e “qualquer coisa”. A historia nao sabe do que quer falar, e coloca e tira personagens da trama do nada, e faz o mesmo com boa parte dos assuntos que começam a surgir. Mesmo que seja uma historinha bobinha, ela é muito bagunçada, e da a sensaçao de que a roteirista simplesmente sentou à mesa e escreveu tudo o que veio à cabeça, sem nem revisar e dar uma limpada no material inicial. A direçao tambem é muito ruim, dando a todas as cenas um ar meio estranho.

As atuaçoes sao até aceitaveis e podem ser consideradas boas, ja que os atores nao tinham muito o que fazer com os personagens que sao muito estereotipados e fracos.


Cyrus

Diretor: Mark Duplass e Jay Duplass, Ano: 2010, Pais: Estados Unidos, Visto em Montreal.

Com um jeito muito experimental, Cyrus até que tem suas qualidades, como o fato de evitar soluçoes de trama faceis e obvias e a imparcialidade. Mas a historia é muito fraquinha e nao se sustenta, e o jeito de “olha como eu sou indie, a camera nao para de tremer” é bem desnecessario. Os constantes close-ups e desfoques tambem sao muito estranhos, ja que nao tem funçao alguma. Parece que o diretor mandou o cameraman fazer um dos dois a cada 5 minutos, e os dois juntos a cada 10.


Gainsbourg: Vida Heroica

Diretor: Joann Sfar, Ano: 2010, Pais: França, Visto em Montreal.

Fui assisti-lo curiosa com a historia de Gainsbourg e suas musicas, e mesmo que tenha aprendido bastante sobre ele, fiquei entediada como poucas vezes fico durante um filme.

Exageradamente longo (130 minutos) e com uma direçao que deixa a historia devagar e pouco fluente, fica dificil se interessar pela vida do cantor, e os aspectos mais interessantes de sua personalidade nao sao tao bem mostrados,e diria que faltam algumas historinhas bem interessantes que deixariam o filme mais divertido.

A mistura com animaçao e a ideia do alter-ego até que sao recursos interessantes que poderiam ter dado certo, mas do jeito que foram usados so ridicularizaram o filme, e dificultaram leva-lo a sério.


Dois Irmaos

Diretor: Daniel Burman, Ano: 2010, Pais: Argentina/Uruguai/França, Visto em Juiz de Fora.

So fui ver esse filme por causa da falta de opçao em Juiz de Fora, e um pouco por curiosidade mesmo. Por ter assistido com amigas, ele nao foi tao chato quanto poderia ser, mas ainda assim é dispensavel.

Com personagens estereotipados, historia boba e sem ritmo, Dois Irmaos so tem de interessante é a boa atuaçao do irmao, Antonio Gasalla, e o fato de conseguir se equilibrar entre comédia e drama bem. Mas os dialogos sao bem irritantes e o excesso de antipatia pela irma é incomoda, ja que sempre acho ruim quando a propria historia condena os seus personagens, e tambem porque ha um certo puxa-saquismo com o irmao. Basicamente, muito parcial.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Um Filme Tao Grandioso Quanto Um Sonho



Inception conquistou o publico e a critica, sendo descrito como “fodao” por um, e “obra-prima” pelo outro.

Christopher Nolan demonstra que é um otimo diretor e tem muito controle sobre as cenas, nos entregando cenarios e sequencias bem bonitos. Além disso, podemos ver que ele se esforçou para criar um roteiro e trama inteligentes e sair do mainstream de blockbusters de açao que sao so explosoes e pronto. Nessa questao, concordo com o que as pessoas tem dito sobre esse ser o começo dos blockbusters de autor, e acho isso algo muito bom. Se chegarmos ao ponto que os filmes de sucesso vao ter de fato boas direçoes e mais personalidade havera uma consideravel melhora de qualidade no cinema hollywoodiano.

Mas eu so tenho um paragrafo elogioso a entregar a Inception. É um filme interessante que deve ser visto, mas nao é nem « fodao », muito menos uma « obra-prima kubrickiana », como ja li.

Por tras de todo o novo mundo elaboramente criado e a tal historia rapida e complexa, na verdade nos deparamos com um material muito didatico e, mesmo que nao pareça, conservador.

Personagens fracos e todos com uma especifica razao de ser (Ellen Page é o quadro negro para que nos ensinem como tudo funciona, cada membro da equipe so existe para executar as suas funçoes e Marion Cotillard esta la apenas para aumentar o perigo e dar ao filme um lado sexy e romantico), o que gerou interpretaçoes fracas tambem, salvo DiCaprio, que esta bem correto e faz o possivel com o seu personagem ruim.

Mesmo que Nolan queira nos estontear com sequencias de tirar o folego e nos levar para um universo paralelo, ele nao foi ousado o suficiente para deixar a historia fluir normalmente, e colocou milhares de cenas explicativas para tudo. Nos conta, como num filme infantil da Disney, o modo de se infiltrar na mente de alguem, porque o DiCaprio era complexado, e todo o seu background. Ainda abusa de flash-backs, ja que resolveu ir contando a historia meio que em retalhos para dar um ar ainda mais confuso, fazendo com que o espectador so entenda as coisas depois de ter visto cenas relacionadas a elas.

Temos, afinal, uma fabula de retorno à familia. Bem, na verdade nao. Inception quer ser um thriller psicologico de açao com um lado romantico-familiar, e entao engole goela a baixo quinhentos temas e idéias sem nem mastigar. Nolan pode dirigir cenas muito bem, mas nao é um maestro de conflitos como Otto Preminger, e Inception mesmo tratando de menos temas que Anatomia de um Assassinato, nao sabe sintetiza-los, e fica tudo meio frouxo. Isso ainda chama atençao para um roteiro nao tao bom assim, e mais ainda para o seu conservadorismo em relaçao a conflitos gerais e entre os personagens.

Aos meus olhos, nao adianta desfarçar. Inception tem uma embalagem bonita e chamativa, mas seu conteudo é meio oco. Um filme psicologico deve ter no minimo personagens e conflitos bem desenvolvidos e complexos, em vez de se apoiar em frases de efeitos e dar um significado exagerademente profundo a tudo. Ele é mais uma grande brincadeira com efeitos especiais e o amplo universo da mente, o que impressiona a muitos. Mas, na minha opniao, uma verdadeira obra-prima, um roteiro de fato inteligentemente elaborado esta mais proximo de um filme do Truffaut sobre a vida cotidiana do que algo pretensioso que morde mais do que consegue mastigar.

Para disfarçar o banal final feliz, Nolan ainda fala “espere, ainda nao acabou”, e fecha a historia deixando-a em aberto, um recurso que eu gosto, mas que foi usado mais para dar um golpe final no publico e deixa-lo mais tonto com a incerteza de tudo, nao porque era necessario.

Esse é apenas o segundo filme que vejo do Nolan, mas o acho cheio de potencial, e acredito que ele possa ser um grande diretor no futuro. É preciso, no entanto, mirar até onde alcança. E para fazer uma “obra-prima kubrickiana”, nao basta apenas saber lidar com imagens, mas tambem com cada detalhezinho da historia.

Diria que Inception é tao grandioso quanto um sonho. Pode ser impressionante no momento em que é assistido, mas no fim das contas é um conjunto de muitas coisas que nao fazem muito sentido e nao tem nenhuma importancia de fato na sua vida. Pelo menos nao na minha.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Rio de Janeiro/Juiz de Fora, Cinema e Eu

Como ja foi dito no meu primeiro post, vim para Montreal por apenas um ano. A principio essa seria a duraçao da vida do blog, que era mais uma forma d'eu registrar as minhas opnioes ao ver filmes importantes (ou nao) e de me ajudar a aprender mais sobre cinema.

Tendo esses objetivos cumpridos e o tempo em Montreal acabado, o blog acabaria tambem. Mas justamente por ele ter dado tao certo, vou mante-lo até o final de 2010, talvez inicio de 2011, para me dar tempo de fazer as listinhas de piores e melhores filmes vistos no ano.

Tenho inclusive a ideia de começar um blog em ingles para poder, quem sabe, atingir um publico maior. E tambem porque o meu portugues esta muito ruim. (Falei que o filme era cheio de pretenciosidade outro dia)

Em breve voltarei à minha vida dupla indo e vindo do Rio para Juiz de Fora. Antigamente eu ficava feliz com os filmes do Rio quando saia de JF, mas vindo de Montreal agora vai ser meio deprimente. So espero que os meus amigos canadenses sejam legais o suficiente para nao jogarem na minha cara que ja viram tal filme aqui que so vai chegar no Brasil meses depois. Esperança falsa, though.

Anyway, o nome do blog continuara o mesmo para nao ficar confuso (e tambem porque é mais cool assim, hehe) e eu continuarei a postar normalmente. Vou demorar a publicar algo novo porque minha vida vai estar meio corrida, mas ja fiz anotaçoes sobre Inception (que eu vi e voce nao) e trabalharei numa critica completa o mais rapido possivel. Tambem tenho planos de fazer mini-criticas de varios filmes do Herzog, Kubrick e da filmografia completa do Truffaut. E obviamente, eu vou ficar enrolando e nao vou publica-las nunca. Digo, serao escritas com capricho e o mais rapido possivel.

Mas o que é deprimente mesmo é sair de Montreal poucos dias antes de uma mostra de filmes do Akira Kurosawa e do Christopher Nolan no Cinema du Parc, e de uma sessao de Metropolis no cinema com musica ao vivo. Mas nem ligo. Sou muito mais ficar assistindo filme ruim na telinha do aviao. No meu ultimo voo vi Crepusculo, que é o melhor filme anti-insonia existente. Ja estava no décimo sono quando é revelado que ele é um vampiro.

Anyway, uma coisa eu posso prometer. Em ordem a passar em portugues (isso ta errado, né?), vou aprender a lingua de novo, e parar de falar e escrever coisas como "defensa".

Ou talvez eu va viver numa caverna isolada da civilizaçao, rodeada apenas por filmes e posters de filmes.

OBS: Coincidentemente, publiquei extamente o mesmo numero de posts nas duas metades do meu tempo aqui.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

"I feel like I'm in some John Hughes film"


A primeira vez em que ouvi o nome John Hughes foi na musica Seventh Grade Dance da banda Smash Mouth que falava: I feel like I'm in some John Hughes film. Para entender melhor a letra, fui pesquisar quem ele era. De todos os seus trabalhos reconheci apenas o Esqueceram de Mim, que ele so produziu. Mas nunca tinha ouvido falar em nenhum dos seus filme dos anos 80. Continuei sem entender muito a musica.

Pouco tempo depois, o diretor morre aos 59 anos. Com isso, li alguns artigos sobre ele e comecei a entender melhor a sua importancia. Em fevereiro tivemos um dia de aula que era meio bagunça, e a minha professora de ingles (que by the way nunca mais falou do tal irmao que trabalhou em Avatar) passou para a gente metade de O Clube dos 5. Curiosamente, boa parte das pessoas ja conheciam o filme e gostavam muito.

Depois disso assisti 3 de seus filmes. De inicio o achei meio bobinho, mas agora estou começando a respeita-lo, e até a adimirar o seu trabalho.



Gatinhas e Gatoes

Essa foi na verdade uma boa escolha para ser o meu primeiro filme inteiro do Hughes. Ruim o suficiente para nao me deixar com expectativas para os outros, e bom o suficiente para nao fazer com que eu desista de assistir mais.


Mas basicamente, ele é um filme bem fraco. Tendo como titulo original Sixteen Candles (16 velas), é de se esperar que o filme seja todo em torno do déceimo sexto aniversario da protagonista. Errado. Se passa em mais de um dia, um deles é sim o aniversario dela, mas em vez de se focar nas expectativas da personagem e todo o endeusamento por volta do aniversario de 16 anos, a historia é mais sobre crises gerais dela, com coadjuvantes demais e muitos sub-plots. O resultado é um roteiro bem bagunçado, excessivo, e consequentemente, cansativo. Alem de estarem em uma quantidade muito grande, os personagens tambem sao bem chatinhos e estereotipados.


Apesar de tudo, o ele é assistivel, mesmo sem ser muito agradavel. A principal qualidade dos filmes de Hughes é a facil identificaçao que os adolescente sentem com eles. Nesse caso eu diria que o que ganhou a simpatia deles foi a mudança de papeis entre os personagens, como o fato da menina ficar com o cara popular no final. Se isso hoje é o cliche dos cliches em filmes para adolescente, naquela época provavelmente era novidade.



O Clube dos Cinco


Sendo um dos principais filmes do Hughes (empatado com Curtindo a Vida Adoidado), ele me decepicionou bastante.


Nao nego que a ideia seja bem boa, nem que ele tenha uma conexao com os adolescentes muito grande. Nesses pontos ele se sai muito bem. Mesmo tendo personagens muito estereotipados, e uma mensagenzinha de esquecer as diferenças, ele consegue trabalhar esses elementos bem o suficiente para que nao fiquem muito caricatos. Mas o que realmente conquista os adolescentes nesse filme é a ideia de que todos eles tem mais ou menos os mesmos problemas e crises e que eles nao estao sozinhos. Isso é deixado tao claro que tem ate uma sequencia de cenas com os cinco personagens dançando ao som da musica « You Are Not Alone”.


O que me leva as razoes pelas quais eu me decepcionei com o filme. Todas elas se relacionam a uma coisa : falta de sutileza. Todas as ideias apresentadas tem que ser claramente estabelecidas, nada é discreto ou construido com calma. Boa parte das cenas sao meio simbolicas, tendo como unica funçao mostrar tal caracteristica sobre tal personagem. O uso da trilha Sonora com as imagens é muito mal feito. Da pra ver que se esforçaram, mas muitas vezes uma musica começa a tocar para estabelecer um certo clima, e logo acaba do nada, deixando as transiçoes de cena meio quebradas.


O filme é, no entanto, discreto em uma pequena coisa: a incerteza se eles vao continuar amigos na segunda-feira, quando estiverem na escola com os seus respectivos grupinhos, ou se tudo vai voltar ao normal depois dessa detençao que a principio mudou as suas vidas. Nao sei se Hughes pretendia deixar isso em aberto dando ao filme um lado cinico, mas a decisao de acabar a historia nesse ponto, sem ter um post-plot mostrando o que aconteceu depois, é sabia.



Curtindo a Vida Adoidado


Se eu nao estivesse em um lugar sem aparelho de DVD (sou tao nomade que ja morei em 3 apartamentos diferentes so em Montreal) provavelmente nao teria visto esse filme tao cedo. A questao é que estava procurando coisinhas para baixar, e Ferris Bueler apareceu na minha listinha infinita de filmes para assistir. O escolhi porque achei que seria algo leve e minimamente make-you-feel-good.


Nao poderia estar mais certa. Dos dois outros filmes filmes que levantaram o meu animo nesse ano (Conta Comigo e Alta Fidelidade), esse é com certeza o mais agradavel, mesmo que nao seja o melhor.


Se nao fosse por ele, talvez Hughes ainda nao tivesse o meu respeito. Assim como os outros dois filmes que citei acima, o que me conquistou no Ferris Bueler foi a simplicidade e falta de pretensao. Sem contar, é claro, com o proprio Ferris Bueler. Matthew Broderick nao é bonito, mas tem carisma e charme simplesmente impressionantes. Talvez sua incrivel performance seja mais por um casamento perfeito entre ator e personagem, mas acho que é mais do que isso. Ele realmente tem uma presença de cena muito forte e uma dicçao invejavel.


A historia, assim como todo o resto, é a melhor d’entre esses tres filmes do Hughes. Um menino resolve matar aula pela milésima vez no ano e nos somos pessoalmente convidados para passarmos o dia com ele. Durante o filme Ferris conversa conosco varias vezes, mas o recurso de narraçao nao é usado, so a meta-linguagem é, nos dando o papel de confidentes.


Alem disso, o roteiro tem um ritmo excelente. Tudo vai simplesmente acontecendo, de uma forma extremamente natural. As coisas impossiveis (ex: a popularidade absurda de Ferris) sao feitas com cuidado e tratadas como se fossem algo normal. Nao ha espaço para reclamar que era impossivel escapar de tal situaçao. A cena que serve melhor de exemplo é quando Ferris canta Twist & Shout no meio de um desfile na rua. É como se fosse um filme de fantasia, so que sem magica.



Em aspectos técnicos, John Hughes esta longe de merecer muitos elogios. Seus roteiros e personagens sao relativamente frageis. Mas é preciso parar para pensar. Esses filmes foram feitos nos anos 80, quando nao tinha nem celular, nem internet. Muitas pessoas da minha escola os conhecem e adimiram muito. Provavelmente se identificam com eles tanto quanto os adolescentes que foram os primeiros a ve-los. Nao da para ignorar isso.

domingo, 21 de março de 2010

Meus Problemas Com Alice


Tenho uma relaçao meio complicada com essa historia. Desde pequena sofro de pessoas falando:

pessoa: Oi, menininha! Qual é o seu nome?
eu: Alice.
pessoa: Ah, tipo Alice no País das Maravilhas? Cadê o coelho branco?! E como vai a rainha de copas?
eu faço cara de tacho
pessoa: Ai, que criancinha mais antipatica.

Pode parecer ridiculo, mas isso afeta muito a vida de alguem. É por isso que sou assim hoje. ='(

De tanto ser relacionada a essa droga de historia, criei uma intolerancia à ela, e acho que nunca vi o filme da Disney inteiro. 1) por achar chato, 2) por rebeldia de nao ver o filme com o meu nome. Meus pais (sim, eu tenho que falar alguma coisa sobre eles em todos os posts) decepcionados com o relativo fracasso do nome que eles escolheram tao bem intencionados viviam falando que o livro era muito legal e me deram umas versoes adaptadas. Teve uma que eu comecei a ler e achei um porre, mas isso foi ha muito tempo.

Inicio de 2009, em Vancouver, meu pai sai para dar uma volta e chega mais tarde com presentinhos para a gente. O meu, muito criativo, era um livrinho com a versao original do Alice No País das Maravilhas, em ingles, por 4,99. Eu reclamei que ele nao me amava e por isso comprou um livro de 4,99 e so por rebeldia o preço esta la até hoje.

Mas isso é irrelevante. O fato é que eu li o livro nessa época, e mesmo sem entender muita coisa (enfase no "muita"), gostei. Reli agora que o meu ingles esta incomparavelmente melhor, e gostei bastante. Nao acho que seja genial nem nada, mas adorei as brincadeiras com as palavras, e todo o clima de nonsense que na verdade tem um certo sentido do livro. Fiquei sublinhando todas as frases e dialogos que achei legais. Esse é um dos meus favoritos:

"The name of the song is called 'Haddock's Eyes'."

"Oh, that's the name of the song, is it?" Alice said, trying to feel interested.

"No, you don't understand," the Knight said, looking a little vexed. "That's what the name is called. The name really is 'The Aged Aged Man'."


"Then I ought to have said 'That's what the song is called?'" Alice corrected herself.

"No, you oughtn't: that's quite another thing! The song is called 'Ways and Means': but that's only what it's called, you know!"

"Well, what is the song, then?" said Alice, who was by this time completely bewildered.

"I was coming to that," the Knight said. "The song really is 'A-sitting on a Gate': and the tune's my own invention."

Mas por mais que o livro seja muito legal, so recomendo que seja lida a versao origial em ingles, ja que muitos dos trocadilhos sao intradutiveis. O problema é que isso requere um bom ingles devido as mil piadinhas com palavras.


A questao é que a historia basica (menina segue coelho e vai parar num lugar com coisas estranhas) e o titulo sao muito conhecidos (e eu sei bem disso), mas principalmente por causa do filme da Disney, que na verdade, segundo à minha lembrança, é muito diferente da idéia do livro. Provavelmente porque tenta fazer uma coisa para crianças, e eu acho que Alice esta longe de ser algo que crianças entenderiam e gostariam. Mas principalmente, as pessoas no geral nao tem idéia de como é a historia original mesmo e têm uma noçao muito simplista dela.

É aqui que começo a falar do filme de Tim Burton (relaxa, eu nao tinha esquecido o tema do post, nao.). Quando fiquei sabendo que era uma continuaçao da historia original, achei até isso uma coisa boa, porque nao acho que o livro em si seja muito filmavel, por mais que tenham feito filmes dele, ja que as suas melhores caracteristicas sao os trocadilhos e brincadeiras com palavras (o que deixaria um filme muito vazio se fosse feito so disso), e a capacidade de mudar de cenario rapidamente sem que o leitor saiba, ja que nao estamos vendo nada. Num filme é preciso fazer essa transiçao, o que eu acho que perderia o impacto que o livro tem de se sentir fora de controle de onde voce esta.

De qualquer jeito, nao sou muito fa do Burton. Vi poucos filmes dele, mas nao gosto do seu estilo. O considero um grande criador, com muita personalidade e excelentes direçoes de arte, maquiagem e efeitos especiais, mas muito fraco em historia. Sendo que nao gosto desse estilo fabula dark, que tem um visual todo assustador mas que no final nao passa de um conto de fadas bobinho.

Mas tudo bem. La fui eu assistir o filme. Queria perguntar na bilheteria se eu podia ver de graça ja que me chamo Alice, mas nao sou tao cara de pau assim. Mesmo achando que deveria receber alguma coisa em troca, ja que desde que o filme estreiou todo dia é a mesma coisa "Hi Alice. Oh, did you see the movie?!". E a taxa de pessoas que me chamam de Alice no País das Maravilhas aumentou. Foi uma dificuldade para ver porque fui no fim de semana de estréia entao estava lotado. Fiquei feliz de ter visto logo e matado a curiosidade, mas meio pudim da vida por ter ficado curiosa para assisti-lo, ja que eu sabia que nao ia gostar muito.

Quando as pessoas reclamam que viram tal filme baseado em tal livro e que o filme nao é fiel e mudou muito a historia, eu sou a primeira e defender o coitado. Cinema e literatura sao duas coisas completamente diferentes, e quando se transforma algo em filme, tem que ter em mente que aquilo é uma adaptaçao, e tem todo o direito (artistico, quanto aos contratos nao sei) de mudar a historia, tirar e adicionar novos elementos, e filmar a interpretaçao que o diretor teve do livro. Isso muda um pouco quando vao fazer um filme de um bestseller, ja que o obejtivo é agradar os fas e ter uma boa bilheteria, mas nao é disso que quero falar.

Sendo, assim, eu nunca quis ver o livro filmadinho ali na minha frente, coerente com cada virgula. Seria impossivel esperar isso, ja que o conceito que Burton adotou lhe da muita liberdade para fazer o que quiser ja que se passa mais tarde e tal. Mas vamos com calma. O filme ainda se chama Alice no País das Maravilhas, e ainda se diz baseado no livro.

Esse é o principal problema. Ele nao passa de algo levemente inspirado na historia do Lewis Carroll. Enfase no "levemente". Burton parece mal ter lido o livro, e sim pego a base da historia que todos conhecem: menina segue coelho, cai num buraco e vai parar num lugar fantastico. A partir daí, nao se tem mais nada em comum.


Muitos dos persnagens até sao os mesmos. Digo, fisicamente e teoricamente sao os mesmos. Quanto as personalidades, é tudo da cabeça do Burton. No livro ninguem é simpatico, e a Alice fica pudim da vida porque é impossivel conversar com qualquer ser porque todos eles so falam nonsense. Nao existe nada nem se quer proximo de amizade entre ela e as criaturas. Pois é. Olha que coisa mais fofa: no filme tem os do bem, e os do mal. Os do bem sao super gente boa, legais e amam de paixao a Alice, e os do mal sao mals invejosos e ninguem pode dete-los (na verdade podem ser detidos sim, so quis escrever essa frase da Branca de Neve... rs). Essa idéia de bem e mal é inceitavel, se o filme se diz baseado no livro, ja que na obra original nao existe nada disso. Burton ainda mudou totalmente o personagem do chapeleiro, afinal, a musa dele tinha que ter muito espaço no filme.

Ele usou apenas o titulo e esse negocio de lugar fantastico. O resto foi transformado numa historinha de aventura previsivel, bobinha, e com o tal estilo fabula de fantasia gotica que o Burton tanto ama. Nesse ponto, tudo é até bem correto. A historia é amarradinha, as atuaçoes sao corretas e, claro, a maquiagem, efeitos especiais e direçao de arte sao otimos. Mas é isso. Tambem achei o final ridiculo, com essa necessidade de fechar a historia mostrando como a Alice é melhor que os outros e vai longe. Alguns personagens sao muito caricatos (como todas as pessoas da festa do inicio e os seguidores da rainha vermelha) e a dancinha que o Johnny Depp faz no final é MUITO vergonha alheia. Falando nele, fico sem saber se ele é bom ator ou nao, porque debaixo de tanta maquiagem e fantasia fica dificil de dizer, mas pelo menos nao é caricato.


Minha principal reclamaçao é que isso simplesmente nao é Alice no País das Maravilhas. Deveriam ter dado um outro titulo, e deixado claro que ele é apenas levemente inspirado. Mas para quê? Quase ninguem vai notar isso mesmo.

Ultimo Comentario Atrasado Sobre o Oscar

Acabei ficando com preguiça, digo, sem tempo e nao escrevi nada mais detalhado sobre Oscar. Agora tambem ja é muito tarde, e nao vou gastar tempo comentando detalhes nem nada. So queria falar rapidamente que, caso alguem tenha levado meio a sério, o A Maior Injustiça do Oscar é uma brincadeira.

Vi depois que a reaçao do Cameron nem foi muito ruim (mesmo eu achando que na sua cabeça ele xingou a Academia até a morte e vai precisar de um analista por um tempo), o que é obviamente uma coisa boa, porque ele seria ainda mais infatil do que eu se tivesse reagido mal.

Mas de qualquer jeito tambem queria deixar claro que nao ha na verdade muitas razoes para que ele ficasse pudim da vida. A final, o filme dele esta muito longe de ser um fracasso. Teve uma boa bilheteria (da pro gasto, né), ganhou muitos premios técnicos, o Globo de Ouro, foi chamado de revolucionario (como ele queria) muitas vezes, adorado por muuuitos e homenageado durante toda a cerimonia do Oscar. E claro que nao podemos esquecer que muitos dos filmes mais importantes da historia do cinema nao ganharam Oscar ou muitos premios importantes (a.k.a. Cidadao Kane). Se o Avatar é de fato um divisor de aguas, revolucionario e sei la mais o que, nao vai ser a falta de premios que vai tirar a sua importancia. E nesse ponto ele nao tem nada a invejar o Hurt Locker, que pode ter arrazado nos premios, mas é o filme vencedor de Oscar com a menor bilheteria de todos os tempos, e que eu realmente acho que será em breve esquecido, ficando apenas com o titulo de primeira mulher a receber o premio de melhor filme e direçao, o que sinceramente ninguem liga muito, tirando as feministas e a Academia que se acha agora muito moderna e justa.

Agora, se Avatar tem de fato todo esse peso, so o tempo dirá.

segunda-feira, 8 de março de 2010

A Maior Injustiça do Oscar

Como ja disse, a cerimonia em si acho meio chata. E é. Mas me diverti muito assistindo porque fiquei torcendo pelos filmes nos quais eu tinha apostado (até porque nao tinha nenhum filme la que eu tenha gostado muito e quizesse torcer... tirando A Fita Branca) de uma forma bem empolgada, a nivel de vaiar quando anunciavam os outros indicados e falar "eee" quando falavam o filme no qual eu tinha apostado. Sim, a minha infantilidade chega a esse ponto. Meus pais reclamaram (é, eu os forcei a assistirem comigo) que era muito longo, chato e cansativo. Eles tem razao, mas nao tem nenhum esporte para o qual eu torça ou goste muito, entao esse fica sendo mais ou menos o meu esporte. Com um unico e longo jogo por ano.

Vou fazer um texto direitinho (talvez 'direitinho' nao seja a melhor palavra...) com os meus comentarios sobre os resultados e tudo no geral.

Mas agora eu gostaria de expressar a minha decepçao e revolta com a maior injustiça do Oscar que eu ja vi. Ha anos e anos eles indicam e premiam, ou nao, muitas pessoas completamente desmerecedoras. As vezes ignoram os melhores e focam os piores. Mas o mais injusto, deprimente e tragico da cerimonia nao é isso. A maior e mais imperdoavel injustiça foi nao filmar a cara do James Cameron depois de ter ganho apenas 3 premios e perdido melhor direçao e filme. Isso eu nao aceito.

Mas por mais que isso seja muito injusto e que eu tenha perdido uma das imagens mais engraçadas da minha vida, eu até entendo, ja que ele devia estar falando palavras muito inapropriadas para serem mostradas na tv.

Eu sei que isso parece (e é) muito infatil, mas nao consegui resisir a fazer esse comentario... quem achar um video da reaçao dele ganha um doce.

domingo, 7 de março de 2010

Filmes Oscarinos 2 - O Retorno

Assisti mais alguns dos filmes indicados ao Oscar, e como disse, vou colocar mini-criticas aqui, e tambem as minhas apostas, que sao bem amadoras e sem noçao. Ainda estou meio digerindo o Preciosa e o Guerra ao Terror, mas tentei falar o maximo possivel deles.

OBS: Peço desculpas pelo titulo ridiculo, mas nao resisti a fazer essa piadinha.

Coraçao Louco


Indicado a: ator (Jeff Bridges), atriz coadjuvante (Maggie Gyllenhaal) e canção ("The Weary Kind")

O filme em si é muito ruim. Sem ritmo, chato, roteiro fraco, e tudo parece muito pointless. De inicio nao gostei muito da atuaçao de Jeff Bridges tambem. Achei muito obvia, para mim ele tinha composto o personagem so por estar sempre com um jeito deleixado. Mas depois conversando com os meus pais cheguei à conclusao que considerando o personagem e a historia, a sua performance era até bem contida e nao exagerada. Continuo achando que Colin Firth merece muito mais o Oscar, mas acho bem justificada a praticamente certa vitoria de Bridges. Quanto a Maggie, nao faço ideia de como ela foi ser indicada. Sua interpretaçao é direitinha, mas sem graça e nada de mais. Nao entendo porque deram uma indicaçao à ela e nao ao maravilhoso Max Records (mesmo que em categorias diferentes). Quanto à musica, ja disse que esse nao é o meu terreno, e mesmo que fosse, nao sou muito chegada a musica country, entao nao posso falar nada, mas vai ser essa que provavelmente vai ganhar.


Coraline e o Mundo Secreto


Indicado a: filme de animação.

Gosto muito de animaçao stop motion. Por tanto, gostei muito da animaçao do filme e de toda a direçao de arte. Quanto à historia, mais ou menos. O final é muito obvio, e eu diria que tem um certo problema de timing e desenvolvimento. Acho que o que mais me incomodou é que nao consegui sentir emoçao nenhuma por causa dos perigos passados por Coraline ja que era obvio que no final tudo ia ficar bem, e o suposto suspense do inicio do filme sobre o outro mundo nao é suspenseful porque é claro que tudo vai virar um pesadelo depois, inclusive esse foi o plot divulgado, entao a primeira metade do filme é quase sem sentido. Mas é simpatico, e me diverti vendo. O que acho legal é que o diretor (confundido com Tim Burton pelo seu filme O Estranho Mundo de Jack, no qual Burton produziu, escreveu e criou os personagens, mas foi Henry Selick quem dirigiu) se manteve no estilo gotico-magico de Burton, mas deu o seu proprio tom à historia, criando uma atmosfera mais singela e "fofa" que as dos filmes de Burton.


Guerra ao Terror


Indicado a: filme, direção (Kathryn Bigelow), ator (Jeremy Renner), roteiro original, fotografia, montagem, trilha sonora, mixagem de som e edição de som.

Ainda estou digerindo. E acho que vai ser uma digestao bem longa. Posso dizer com certeza que nao morri de amores pelo filme. Mas ainda nao sei se concordo ou nao com as qualidades apontadas sobre ele. Leio criticas positivas e penso "hm... é, ele tem razao", leio negativas e penso "é, realmente". Entao estou em crise mesmo.
Acho interessante fazer um filme de guerra sem batalhas e com um foque no efeito que a atmosfera de guerra tem nas pessoas, mas nao sei se o filme fez isso muito bem ou nao. Tambem nao posso falar o que as pessoas tem dito muito, que é um filme muito diferente do seu genero, ja que acho que é o primeiro filme de guerra que vejo na minha vida (acho que isso nao foi uma boa coisa para se escrever num blog sobre cinema...) Nao posso falar nada sobre as categorias tecnicas. Quanto ao ator, de cara nao gostei muito, mas no final cheguei a conclusao que ele soube construir bem o personagem com calma e nuances. Mas nao acho que valha a indicaçao. De novo, nao entendo porque indicaram ele e nao o maravilhoso Max Records. Sim, eu achei esse pouco caso em relaçao ao Onde Vivem os Monstros injustificado, até porque foi um ano de vacas magras. Mas eu ja sabia que ele nao era um filme oscarino mesmo.
Peço desculpas pela ausencia de critica, mas nao tenho nada a falar mesmo. Fico devendo pelo menos um breve comentario depois.


Preciosa


Indicado a: filme, direção (Lee Daniels), atriz (Gabourey Sidibe), atriz coadjuvante (Mo'Nique), roteiro adaptado e montagem.

Me surpreendeu. Nao é que eu tenha gostado dele, até porque uma historia assim nao tem apelo nenhum para mim. Mas esperava um dramalhao cheio de morais, com saidas e soluçoes faceis, uma coisa sem muito esforço, feito so para o publico chorar e morrer de pena da precious. Justamente. O filme é o oposto. Nao acho que trate do assunto de uma forma especialmente interessante ou que eu tenha gostado muito, mas considerando todo o seu background, ele lida com tudo muito bem, e até trata a historia de uma forma meio fria. Nao cinica, claro. Com "fria" eu quero dizer que ele nao é sentimentalista. Gabourey Sidibe ajuda a nao transformar o filme num dramalhao com uma performance super correta, contida, e mostra que tem bons recursos como atriz. Nao faz caras obvias de "tadinha de mim" ou de determinada lutadora. Sua interpretaçao retrata muito bem o jeito da Precious de querer guardar os seus problemas para ela mesma. De inicio achei a Mo'Nique bem caricata e apenas berrando, mas ao longo percebemos que ela consegue fazer uma personagem extremamente facil de ficar super caricata de forma contida e com sutilezas, e principalmente, sem ser espaçosa. Esta muito longe de ser um filme genial, mas é muito mais interessante do que eu esperava.


A Princesa e o Sapo


Indicado a: filme de animação e canções ("Down in New Orleans" e "Almost There")

Tentei me lembrar qual foi a ultima vez que vi um classico Disney. Nao consegui. A minha lembrança mais proxima é de series do Disney Channel. Mas considerando isso, o filme é feliz com a sua idéia de trazer de volta os filmes da epoca de ouro da Disney. Eu realmente me senti com uns 5 anos assistindo Cinderella, Bela Adormecida, etc. Quando eu era pequena até gostava muito de alguns filmes da Disney, mas hoje nao vejo muita graça nessa historia cliche e com personagens bem banais e alguns caricatos. Mas o principal é que o filme atinge o seu objetivo, e é bem correto. Quanto as musicas, sao bem estilo Disney tambem, que nao é o meu estilo favorito, mas sao mais diferentes e menos obvias do que as musicas que vi nos ultimos musicais que vi (Nine e O Estranho Mundo de Jack), o que eu acho que é um bom mérito. Da para ver que investiram em bons compositores.


Minhas Apostas com justificativas nao muito justificantes em baixo (nao vale rir):

Melhor Curta Live-Action: Miracle Fish
Chutei.

Melhor Curta de Animaçao: French Roast
Nao gostei, mas é o unico que vi.

Melhor Curta Documentario: Music By Prudence
Chutei.

Melhores Efeitos Visuais: Avatar
É o que parece mais likely (como a gente fala isso em portugues) de acontecer.

Melhor Mixagem de Som: Avatar
Chutei. E nem sei o que é mixagem de som exatamente.

Melhor Ediçao de Som: Guerra Ao Terror
Nao faço ideia de qual é a diferença. Mas Guerra Ao Terror ganhou o premio do sindicato dos sonoplastas, entao votei nele.

Melhor Cançao: "The Weary Kind", Crazy Heart
Ganhou os outros premios e é o favorito.

Melhor Trilha Sonora: Up
Sei la... sei que as trilhas sonoras da Pixar sao respeitadas.

Melhor Maquiagem: A Jovem Rainha Victoria
Filme de época, né?

Melhor Montagem: Guerra Ao Terror
Ganhou o premio do sindicato de montadores.

Melhor Documentario: The Cove
É o favorito, né.

Melhor Figurino: A Jovem Rainha Victoria
Fiquei bem indecisa, mas fui nele por ser filme de época, que sempre tem vantagem nessa categoria.

Melhor Fotografia: Fita Branca
Ganhou o premio do sindicato... e tambem para poder torcer para ele sem estar sendo contra à minha aposta.

Melhor Direçao de Arte: Avatar
Duvida cruel... fui em Avatar por ser Avatar.

Melhor Filme Estrangeiro: A Fita Branca
Nem sei se foi uma boa aposta, mas nao queria torcer contra ele, e existem chances de qualquer jeito.

Mehor Animaçao: Up
Pixar é quase sempre vitoria certa.

Melhor Roteiro Adaptado: Amor Sem Escalas
É o favorito, e ganhou o Globo de Ouro.

Melhor Roteiro Original: Bastardos Inglorios
Meu medo de nao dormir a noite me impediu de ver o filme, mas Tarantino tem fama de ser otimo roteirista, e parece ser o favorito.

Melhor Diretor: Kathryn Bigelow, Guerra Ao Terror
Essa foi meio dificil... mas ela ganhou o sindicato, e acho que eles vao dividir melhor filme e melhor diretor entre Avatar e Guerra, e achei que tinha mais chances da Bigelow levar o premio de direçao em vez de filme.

Melhor Atriz Coadjuvante: Mo'Nique, Preciosa
Obvio.

Melhor Ator Coadjuvante: Christoph Waltz, Bastardos Inglorios
Obvio.

Melhor Atriz: Meryl Streep, Julie & Julia
Nao muito certo... mas me recuso a torcer para a Bullock, e acho que a Meryl tem mais chances de qualquer jeito.

Melhor Ator: Jeff Bridges
Obvio.

Melhor Filme: Avatar
Tremi na hora de apostar nesse. Mas como acho que vao dividir os premios de filme e direçao, e ja tinha apostado em Guerra para direçao, nao me restou mais nada a nao ser apostar em Avatar. O que é triste, porque eu nao quero que ele ganhe.


Essa vai ser a minha segunda vez assistindo a cerimonia toda. No Brasil acaba muito tarde entao so pude ver ano passado porque era carnaval. A cerimonia em si eu achei bem chatinha, mas é divertido ver a premiaçao ao vivo e falar mal dos vestidos. Espero que essa ultima frase nao tenha tirado todo o meu prestigio como cinéfila. Se é que eu tenho algum.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Assistindo Deus e o Diabo na Terra do Sol na Cinemateca Quebecoise

Queriamos ir no cinema domingo passado, mas por mais que aqui os filmes cheguem bem antes, as opçoes eram fracas. A Princesa e o Sapo so ta passando num cinema la no fim do mundo, minha mae se recusa a ver Precious, eu tava sem paciencia pra ver Crazy Heart, e o resto dos filmes assistiveis ja tinhamos visto. Até que o meu pai viu no jornal que tava passando Deus e o Diabo na Terra do Sol na Cinemateca Quebecoise, e resolvemos ver esse.

Antes do filme começar, uma professora la de uma universidade ai foi na frente falar do Glauber Rocha. Ela ficou falando em frances, e no inicio eu até conseguia entender, mas ai ela começou a demorar muito e eu cansei de fazer esforço pra prestar atençao. So sei que ela falou "peuple" (quer dizer "povo") mil vezes e que ela colocava uma certa força no "peu", meio que a silaba pulava, sabe? Tipo "PEUple". Enfim, era bem bizarro. E ela nao calava a boca. Meu pai, durou seculos. E eu realmente acho que ela tava se repetindo. Quando ela terminou foi sentar, e o lugar dela era bem na nossa frente. Ela perguntou pro cara que tava com ela "eu fiquei falando por tempo de mais?" Espero que essa tenha sido uma pergunta retorica.

Nao tenho muito o que falar do filme, e nao sei muito sobre cinema novo entao nao quero ficar falando coisas que nao fazem sentido. Mas nao gostei, a historia é fraca, cenas ruins, atuaçoes péssimas, atores com dicçoes péssimas, roteiro péssimo, etc, etc.

Mas o legal foi que era com legenda em frances, e mesmo meu frances sendo uma me...lancia, ele foi bom o suficiente para perceber alguns erros de traduçao. Por exemplo, enquanto no filme nunca tinha concordancia de verbo, e etc, na legenda as frases eram sempre corretinhas. E em alguns momentos eles falavam alguma coisa no filme e nao aparecia legenda nenhuma.

O mais importante é que assistir um filme na sua primeira lingua com legenda numa outra lingua num lugar que ninguem fala a lingua do filme é uma das coisas que todo mundo deveria colocar na sua listinha de coisas pra fazer antes de morrer. Sério. Nao tem nada como a vontade de pular da cadeira e gritar "VOCES PRECISAM DE LEGENDA E EU NAAAO!" So nao fiz isso porque ia pegar mal para a minha reputaçao.

P.S.: Nao se preocupe, nao vou mudar o nome do blog para "Encheçao de Linguiça e Eu", mesmo que seja um titulo mais apropriado.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Enchendo Linguiça

Estou começando a achar que a expressao "encheçao de linguiça" é escrita aqui mais vezes do que coisas sobre cinema. rs

Estou com varias ideias de posts, mas meio muito devagar para escrever. Entao tive a ideia genial de colocar aqui fotinhas das coisinhas de cinema que ganhei/comprei na minha viagem e no Natal. Eu sei que isso é encheçao de linguiça pura, mas ai eu atualizo o blog mais rapidamente e ganho tempo para escrever posts mais sérios. Nao que os meus posts sejam sérios.

As outras coisas que aparecem nas fotos e eu nao falei de onde sao é porque ja nao sao do Natal, e sim mais antigas.

Divirta-se (nao que eu ache que seja muito divertido ver as coisas que os outros tem e voce nao, acho até que é bem triste, mas dizer "divirta-se" parecia a coisa mais educada a fazer)



posters de Jules et Jim e Querido Boudu comprados em Paris



O roteiro de Casablanca (presente comprado por internet), livrinhos com classicos (Pacto de Sangue, Sindicato de Ladroes, A Noite Americana, Metropolis, O Mensageiro do Diabo e Cidadao Kane) na promoçao do British Film Institute, livros do Paulo Emilio sobre Jean Vigo (presente comprado no Brasil... acho), DVD de Uma Jovem Tao Bela Como Eu (O azul escrito "A Gorgeous") do British Film Institute, enciclopedia de bolso com a historia do cinema comprada em Londres e um porta moeda do Meu Vizinho Totoro de Londres.


Calendario de ...E O Vento Levou (presente comprado nos EUA)



Cartoes de Londres (Bonequinha de Luxo, Audrey Hepburn, Atire No Pianista, William Holden, Audrey Hepburn e Gregory Peck em A Princesa e o Plebeu(2x), Humphrey Bogart, Acossado e Os Incompreendidos), boneco de Meu Vizinho Totoro de Londres, cartazes de Meu Vizinho Totoro e Os Incompreendidos de Paris, e o poster da Nouvelle Vague que eu "roubei" de uma livraria em Londres.



Foto de Casablanca de Londres. Considerando que Casablanca tambem é uma cidade isso soou estranho.


Fotos de Casablanca e de Intriga Internacional de Londres.


Cartaz frances de O Mensageiro do Diabo de Paris e poster de um festival do Orson Welles do British Film Institute.


Botttons de Os Incompreendidos, O Mensageiro do Diabo e Jules et Jim de Paris.


Em Breve (ou nao. Provavelmente nao):

-Criticas de O Mensageiro do Diabo e A Montanha dos 7 Abutres
-O Porque de Casablanca ser o meu filme favorito
-Comentarios sobre o Oscar
-Mini-criticas dos filmes que ja vi esse ano
-Correçao das listas dos melhores e piores do ano passado
-E muitas outras coisas que eu vou enrolar e nunca publicar!! :D