sábado, 16 de janeiro de 2010

Justificativa Extremamente Importante

Nesse ano eu estou colocando a lista dos filmes que assisti do lado direito do blog. Entao eu so queria explicar o fato de Cade Os Morgans? estar la, caso alguem saiba que filme é esse, para eu nao passar de loser para a mais loser dos losers. Se voce nao sabe, pare de ler agora. Quanto menor o numero de pessoas que sabem o tipo de filme que eu vi, melhor.

Mas deixa eu esclarecer a situaçao: ia comemorar o final das provas com umas amigas, e era esse o filme que estava passando no horario que dava pra gente ver. Se corressemos dava para pegar A Princesa e O Sapo, mas elas nao se animaram muito, e eu fiquei sem graça de empurrar ou falar que era alergica à Sarah Jessica Parker. O que é verdade!!! Vi o filme ontem de noite e to espirrando e assoando o nariz o tempo todo! Juro! E quando eu falei pro meu pai o filme que ia ver em vez de ele me consolar e falar que bons amigos fazem esses sacrificios ele riu da minha cara e falou "a vida é dura, né".

Mas quase tudo tem um lado bom. Quase. Ver esse filme nao tem nenhum lado bom. Mas tem um lado nao tao ruim assim, que é que agora eu posso salvar o dinheiro e tempo de quem ler isso: nao veja Cade Os Morgans?, a menos que voce queira ver uma historia ridicula, previsivel, a chata e ridicula da Sarah Jessica Parker querendo parecer 10 anos mais nova do que ela é, e o Hugh Grant com cara de deprimido chorao do começo ao fim. Se voce quiser ver isso ou for uma dessas pessoas que gostam de se auto-torturar, vai em frente.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Reavaliando "...E O Vento Levou"


So fui saber mais sobre ...E O Vento Levou pela primeira vez no inicio do ano passado quando a coleçao de classicos da folha foi lançada. Ele foi o primeiro volume, vinha com 3 dvds (o filme dividido em 2, e o terceiro era so de bonus) e um livrinho falando sobre o filme.

Me assustei com a sua duraçao, mas a historia da produçao me fascinou. Ficava contando para todo mundo os problemas que tiveram durante e antes das filmagens, e a maioria das pessoas fazia aquela bela cara de "ai que porre", o que era meio deprimente, mas continuava contando mesmo assim.

Como o making-of me interessou muito, eu logo comecei a ver o filme. Digo "comecei" porque achei que era muito desumano tentar assistir tudo direto, entao eu assistia uns 20 ou 30 minutos quando tinha tempo. Nao me lembro perfeitamente, mas acho que vi tudo em mais ou menos uma semana.

Gostei. Acho dificil lembrar bem da primeira impressao que tive de um filme, mas me lembro de achar ele divertido, e bom para ver com amigos e fazer piadinhas das cenas e tal. Mas tambem nao foi muito alem disso. Continuei achando que ele devia ser visto em partes, que nao devia ser levado a sério, e que valia a pena ver mais por conhecer mesmo. Gostei, mas nao achei ele um bom filme exatamente, e fiquei falando que a historia da produçao é muito melhor que o filme.

Tentei pouco depois assistir com duas amigas, so que elas acharam muito chato, e nem vimos tudo. O tempo foi passando, e eu acabei esnobando ele bastante.

Revi ele anteontem porque a minha amiga alema queria muito ver, e quando fomos pegar um filme na biblioteca, bati o olho nele. Nao vimos tudo direto. Mas so fizemos uma pausa, que foi bem no meio, entao foi bom para nao atrapalhar a continuidade do filme, e até perceber se ele é tao impossivel assim de assistir de uma vez so ou nao.

Quanto a isso, ainda nao sei. Porque 4 horas de filme é mesmo muita coisa. Mas cheguei à conclusao que o ideal é ve-lo com o minimo de intervalos possivel, porque diferentemente do que eu me lembrava de quando vi, ele é muitissimo bem amarrado, e praticamente todas as suas cenas sao necessarias, em vez de serem encheçao de linguiça.

E sao boas cenas. Nao vou dizer que sao geniais, mas no geral elas tem um bom timing e os sei la quantos mil diretores diferentes que o filme teve (mesmo o crédito sendo atribuido ao Victor Fleming, ele fez apenas 45% do filme, se nao me engano) fizeram um otimo trabalho, e conseguiram nao o deixar irregular, o que seria muito facil de acontecer.

Ele é over e dramalhao, mas sinceramente, achei suas overidade e dramalharidade contidas. Por tras de toda a tragedia da historia e as interpretaçoes forçadas (que sao caracteristicas da época em que foi feito), ele consegue ser sutil na construçao dos personagens e das relaçoes. Seus protagonistas sao assumidamente dois filhos da p...produçao, e o filme nao os defende, nem acusa. Fica bem no meio.

A propria historia tambem me chamou mais atençao dessa vez. Nao é uma simples saga dramatica de uma pobre menina rica. Até porque a Scarlet O'Hara nao é pobre menina rica. Uma das passagens que mais gostei foi quando esta tudo destruido e ela que tem que segurar a familia. E as caracteristicas da sua personalidade que a fazem conseguir fazer isso sao as mesmas que a tornam insuportavel. As pessoas odiavam ela por ser teimosa, insistente, mandona e egoista. Ela salvou a familia por ser teimosa, insistente, mandona e egoista. Mesmo que seja feito de forma meio over, todas as mudanças na vida dela e os impactos da guerra sao muito bem feitos.

O filme tambem carrega uma discussao de valores que achei muito interessante e nao tinha notado antes. No geral ele fala de varias coisas, mas o que me chamou mais atençao foi quando a Scarlet diz que descobriu que dinheiro é a coisa mais importante do mundo. Ao meu ver, o filme nao tem o menor tom de "olha como ela é superficial e nao sabe das coisas importantes da vida". E sinceramente, o que ela diz faz todo o sentido nesse contexto. A fala nao vem de ignorancia, e sim do tanto que ela sofreu quando ficou em decadencia. Como na cena que ela jura nunca mais passar fome. O valor que ela da ao dinheiro nao é de poder viver com luxo, mas pode viver em condiçoes boas, humanas. Tanto que na época em que ela estava pobre, sua principal preocupaçao era conseguir o suficiente para alimentar todas as pessoas da casa. Acho esse um ponto muito interessante, e o filme o apresenta muito bem.

Por esses aspectos e outros, acho que ...E O Vento Levou merece ser tratado muito mais do que como um grande sucesso, um dramalhao divertido mas que nao merece ser levado a sério, um filme que vale a pena ver, mas nao é bom exatamente, ou como se a historia da produçao fosse melhor que o filme.

É claro que tem que considerar aspectos da época, e a historia é sim um grande dramalhao. Mas por tras de tudo isso, ele é um filme muito bom.

O seu maior problema é que quando voce finalmente se acostuma com o fato de que "Ashley" é um homem, o filme ja acabou.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A Razao Pela Qual Eu Nao Vou Esculachar Avatar




Mas isso nao quer dizer que eu tenha gostado do filme. Nao gostei. Mas nao fiquei muito decepcionada tambem, porque ja tinha lido algumas criticas sobre ele, e sabia que era bem cliche e que seu ponto forte era mesmo o lado visual, como tem sido anunciado.

Sim, ele é visualmente muito bem feito. Mas sinceramente, depois disso ja ser tao falado, e de ja saber que a tecnologia faz cada vez mais coisas inacreditaveis, nao fiquei nem um pouco impressionada. Para mim, ele simplesmente cumpriu o que anunciou, mas nao com louvor. Para chamar mais atençao, nao deveria ter colocado tanta expectativa assim nas pessoas. Digo, em mim. Porque no geral o publico ficou realmente muito impressionado.

Mas mesmo que eu tivesse achado ele lindo de morrer, nao teria gostado por causa da historia. Muita gente falou que a historia é fraca mas é compensada pelo lado visual, no entanto eu discordo completamente. Ter uma historia um pouco mais boba, e até secundaria no filme (o que pode ser até uma qualidade) nao é crime nenhum, e até ajudaria mesmo a fazer o publico se focar no lado visual, ja que esse é o aspecto principal do filme. Mas acontece que é uma historia muito fraca de mais. Sinceramente, nao da para perdoar. Personagens muito bobinhos e simples, trama sem qualquer originalidade, extremamente moralista, sem contar que o roteiro é muito fraquinho e arrastado. As quase 3 horas de filme foram meio chatinhas.

No entanto, nao foi a ausencia de qualidade na historia que me decepcionou alem da aparencia do filme. E sim, o novo mundo criado. Esperava reclamar da historia, mas falar que é realmente incrivel todo o novo universo que foi feito por Cameron. Infelizmente, nao posso falar isso. O planeta Pandora nao é tao diferente assim de outros mundos ja vistos em outras ficçoes cientificas, historias de magia e essas coisas. Os animais sao basicamente os que temos na terra, so que com um ar monstrengo, e muitas vezes bem parecidos com seres misticos ja criados ha muito tempo. A cultura deles tambem nao é nada de novo. Muito parecida com a de indios, o que é meio estranho, a final, é um planeta totalmente diferente, como eles podem ter uma cultura similar com a de alguns povos da Terra? Considerando toda a grandiosidade e elaboraçao do filme, que levou muito tempo para ser feito, eu realmente acho que ficou faltando desenvolver mais o planeta Pandora. Uma pena.


Outra coisa que achei fraquinha, foi uma certa ausencia de logica em algumas cenas. Nada sério, mas tinha algumas sequencias que achei meio mal conectadas, e em alguns momentos, a açao parecia so continuar enquanto a camera estava filmando o lugar do acontecimento. Por exemplo, na batalha final, quando a pandoriana esta presa pelo animal morto e nao consegue se soltar para ajudar o heroi a lutar. Ela era filmada quase se soltando, e entao passavamos para a luta. Ficava um tempo la, e voltava pra ela, que parecia ter regressado no processo de sair de baixo do bicho, e demorava ainda mais um tempo para finalmente conseguir. Parecia que ela tinha parado de tentar enquanto a camera filmava a luta.

Para finalizar, para mim o filme é uma grande sessao da tarde. Claro, é uma sessao da tarde feita com extremo cuidado e extremamente cara, mas sua narrativa e historia tem todo o jeito desse tipo de filme. Quanto à historia de ser revolucionario, eu diria que o que vai fazer revoluçao sao todas as pesquisas e criaçoes que foram feitas para realizar o filme. Novas cameras foram criadas, e desenvolveram uma forma de misturar live-action com computaçao grafica que obviamente vai mudar muito o jeito de fazer filmes com efeitos especiais. Mas o unico merito que o filme leva disso é de ser a causa dessas tecnologias terem sido desenvolvidas, e de ser o primeiro a usa-las. Sendo assim, do meu ponto de vista, nao é extamente o filme que é revolucionario.

Essa é a minha critica, que eu nao considero esculachadora. Fique à vontade para descordar. Agora, vamos a parte do post que esta mais ligada ao titulo.

Eu nao ia nem escrever sobre Avatar no blog. Pelo simples fato d'eu achar que nao tenho nada de interessante a falar sobre ele, apenas meio que repetir o que ja foi dito, e colocar um pouco mais da minha propria opniao, mas nada que rendesse um post.

O que me fez mudar de ideia, foi a minha aula de ingles de ontem. A minha professora perguntou quem ja tinha visto Avatar, e boa parte da turma levantou a mao. Entao ela começou a contar que o irmao dela trabalhou no filme no desenvolvimento de um personagem (pra ser sincera nao entendi o que ele fez exatamente), e que ela ia tentar fazer ele ir falar com a gente sobre o trabalho dele e o filme um dia. Eu achei isso muito legal, e espero mesmo que aconteça. Acho que vai ser muito interessante ouvir as coisas que ele vai ter para falar.

Mas o que aconteceu depois é que me chamou atençao. Ela começou a falar do filme, e disse que ja visto umas 3 vezes, e ficou rasgando elogios. Nisso a turma toda começou a falar, e varias pessoas disseram que tambem ja tinham visto varias vezes, tipo umas 6. Nessa hora eu virei para a minha amiga alema(til) que viu o filme comigo e tambem nao morreu de amores e falei "que mal gosto!". Mas isso nao vem ao caso. O fato é que a minha professora começou a falar que todo mundo (aparentemente eu nao faço parte do mundo) ia gostar do filme, porque tinha de tudo: aventura, ficçao cientifica, ciencia, natureza, romance, etc. Para ser sincera, na hora eu fiquei muito irritada, porque todo mundo começou a falar umas coisas muito sem noçao sobre cinema. Como por exemplo que o James Cameron é um graaande diretor, e que Avatar era o melhor filme ja feito porque tinha a maior bilheteria. Obviamente ainda nao tem, porque foi lançado ha muito pouco tempo, e mesmo que tivesse, isso nao é prova de que ele seja bom.

Enfim, na hora foi bem estressante, e eu tentei falar um pouco, mas nao consegui, e tambem fiquei meio sem graça de bancar a chata que diz que o que outros falaram esta completamente errado.
Mas passado o estresse do momento, eu fiquei um pouco mais sensivel à situaçao. Como voce viu pela minha critica, continuo nao gostando do filme. Mas o fato das pessoas ficarem tao encantadas com ele a ponto de irem ao cinema num periodo tao curto de tempo assisti-lo tantas vezes, me fez pensar que mesmo que eu nao veja muitas qualidades nele, tem la alguma coisa que desperta esse facinio nas pessoas. O que me fez lembrar do meu proprio filme favorito, Casablanca. Nao sao dois filmes a se compararem de jeito nenhum, mas o fato é que ele tambem é muito querido por um grande numero de pessoas, e para mim tem uma certa "magia", falando de um jeito bem brega. Por tanto, respeito o fato das pessoas se encantarem com Avatar, e o filme tambem.

Mas o mais legal mesmo foi quando na hora do almoço, conversando com uma amiga, descobri que ela odiou o filme. Ela disse que achou que fosse morrer, que nao aguentava mais esperar pelo final. Me senti tao nao mais sozinha no mundo! Alguem da minha idade tambem nao gostou do filme! E ela nao é critica nem entende de cinema, até meio que gosta de tudo, entao foi bem surpreendente e reconfortante depois de ouvir tanta gente babando o filme.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Londres é uma Farsa

O nome do blog nao vai mudar para Londres, Cinema e Eu. Nao sou tao nomade assim. rs Aproveitamos que é mais barato vir pra Europa estando no Canada, e estamos passando as férias de Natal em Londres e Paris.

Estou demorando mais para escrever, mas tenho boas desculpas. Ta, nao tenho. Mas como so (continuo sem acento...) os meus pais e algumas amigas leem isso aqui nao faz tanta diferença. Nao que eu nao ligue para voces, ta? Por favor, continuem lendo. :D

Sem mais enrolaçao (coisa que aparentemente compoe uns 40% do blog), vou logo justificar porque Londres é uma farsa. Em primeiro lugar, estou gostando de Londres, sim. Mas tambem estou descobrindo altas mentiras sobre a cidade.

1-Estamos aqui ha 5 dias e hoje foi o primeiro dia que choveu. Nos outros, fazia muito sol e céu azulao. Sempre ouvi que Londres é chuvosa e nublada. MENTIRA!!

2-Ja que estava -15 em Montreal, e aqui faz mais que zero, estava toda feliz que tava vindo para um calorao. Por incrivel que pareça, sentimos (pra deixar bem claro que nao sou eu que tenho problemas) muito mais frio aqui do que la. E parece que os londrinos sao muito pao-duros e se recusam a ligar o aquecimento, porque é frio inclusive dentro dos lugares.

3-Estava toda feliz que aqui tinha um museu de cinema (The British Movieum). Perda de tempo total. O museu esta meio abandonado, e numa salinha com o titulo "classicos" se encontrava cartazes e um figurino ou outro do filme sobre Sherlock Holmes que esta sendo lançado agora. É nesse nivel. Tinha algumas plaquinhas com mini-biografias que se estendiam apenas a personalidades minimamente britanicas (se tinha vivido alguns anos aqui eles colocavam), o que excluia pessoas muito importantes. Nao vi nada sobre Ingrid Bergman, Humphrey Bogart, Billy Wilder, etc. Realmente triste. A minha sorte é que antes de irmos dei uma olhada na lojinha online do museu e so achei itens de Harry Potter. Entao eu ja desconfiava um pouco do que me esperava.

4-Depois da decepcçao com o Movieum, descobri que o British Film Institute tinha uma lojinha e fiquei feliz de novo. Depois de algumas complicaçoes para chegar la (incluindo o trem do metro parando misteriosamente), descobri que a lojinha era muito cult para mim. Era cheia de livros! Eu sei que isso soa muito futil e superficial, mas eu queira posterzinhos e coisinhas desse tipo... sendo que livros eu me desanimo a comprar porque pode ter na biblioteca de graça. Sem contar que a maioria deles era para quem esta fazendo faculdade, tipo ensinando e escrever roteiro, story-board e tal. Que eu acho interessante, mas eu ainda to na fase de ler biografias e assistir os classicos, nao da pra eu começar a aprender a fazer um filme agora, né. Até comprei uns cartoes postais de cinema bonitinhos e um cartaz do Orson Welles, mas foi meio decepcionante de qualquer jeito... eles até tinham um bom acervo de filmes, mas todos com uma regiao nao compativel com a do Brasil, entao nao valia a pena comprar nada.

5-Londres é cheia de musicais, e resolvemos ir assistir Chicago. Nao gosto muito do filme, mas adoro 2 musicas (All That Jazz e Cell Block Tango), e era bem mais interessante que outras opçoes, como Mamma Mia!, por exemplo. Como eu nunca vou ao teatro, gostei de ter ido, e acho que eu nunca tinha visto um musical ao vivo, entao foi legal. Mas a peça é fraquinha. Meio arrastada, e para um numero legal, tem 4 chatinhos e fracos. Sem contar que o palco era bem pequeno, e algumas danças ficaram meio apertadas. A Cell Block Tango que é tao legal e boa de fazer coreografia e interpretaçao foi destruida. Mal tinha dança, e as atrizes praticamente cuspiam as falas. Foi muito decepcionante. O filme tem a historia e personagens muito melhor desenvolvidos.

6-Saindo um pouco do assunto de cinema, sempre me falaram que Inglatera é um otimo lugar para comprar coisinhas de gato. Como eu tenho uma coleçao com mais de 200 gatos de todos os jeitos da qual sou muito orgulhosa, estava animada para comprar alguns gatinhos diferentes. So fomos rodar feirinhas hoje, mas a maioria dos gatos que achei eram meio sem graça. Bua, bua.

Pode parece que eu sou uma velha chata que nao fica feliz com nada, mas isso nao é verdade, até porque eu nao sou velha. Meio imitanto essas pessoas que passam por coisas terriveis e depois falam que estao felizes com esses acontecimentos, eu fico feliz com esses mini-programas furados, principalmente porque eles renderam um post inteiro aqui.

Hoje fomos num mercadinho e algumas lojinhas, e comprei mais alguns cartoes de cinema, uma mini-enciclopedia de cinema bem pratica, meio que roubei um cartaz da Nouvelle Vague da livraria (o carinha do caixa disse que podia pegar de graça, mas fiquei com um pouco de medo, até porque aqui tem camera de segurança direto. Como nenhum carinha de terno preto, oculos escuros e cara de mal veio brigar comigo acho que nao tinha problema mesmo, mas é estranho arrancar um cartaz da pratileira de uma loja. rs), vi um boneco do Totoro (do filme Meu Vizinho Totoro que eu amava quando era pequena,) que era caro demais e eu nao consegui convencer a minha mae a comprar e flagrei os meus pais com o meu presente de Natal (uma foto de Casablanca :D). Com certeza o dia foi muito mais produtivo que ontem, quando eu descobri que sou criança e infantil demais para ir a museus de arte.

Mudando de assunto, vi Up In The Air em Montreal antes da viagem, mas ainda estou digerindo o filme. Nao sei se vou chegar a uma conclusao solida sobre ele e ter bons argumentos, mas caso isso aconteça, eu faço uma critica aqui.

Caso eu nao escreva mais nenhuma vez até o Natal e/ou Ano Novo, feliz Natal e/ou Ano Novo para quem quer que leia isso. E obrigada pela paciencia.

P.S.: Esse é um blog sobre cinema escrito por uma menina de 15 anos que ha 11 meses atras nem sabia sobre o que era ...E O Vento Levou, portanto os meus textos sobre cinema nao devem ser levados muito a sério, e as minhas dicas de turismo, menos ainda.

sábado, 28 de novembro de 2009

Trilogia de 4 Filmes e 1 Curta

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Anteontem terminei de ver a trilogia de 4 filmes e 1 curta do Truffaut, com o personagem Antoine Doinel, interpretado por Jean-Pierre Léaud.

Antoine é uma espécie de alter-ego do Truffaut. No primeiro filme a historia era bem auto-biografica, mas com o tempo o personagem foi seguindo o seu proprio caminho.

Eu cheguei a fazer a critica do Os Incompreendidos, mas dos outros filmes nao. Entao agora vou colocar aqui algumas mini-criticas (nao tao minis quanto as do ultimo post) sobre a trilogia, em ordem cronologica, e fazer uma analise geral da série toda.


Os Incompreendidos (Les 400 Coups, 1959)
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Se quiser ler o que achei do filme mais especificamente, é so procurar um post com o nome "O Primeiro e o Ultimo Truffauts". Peço desculpas por nao colocar o link. O blog ta com algum problema, e nao consigo copiar e colar nada no post. O que tambem justifica a falta de acento nas palavras, porque nesse teclado so descobri onde acentuar o "é" e nao posso copiar e colar as vogais acentuadas de outro lugar.
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É meio injusto comparar esse filme com os outros da trilogia, mas é inevitavel. Esse é de longe e sem qualquer sombra de uma duvida (trocadilho idiota) o melhor filme do Doinel, e um dos melhores do Truffaut (pelo menos do que vi até agora). É até meio estranho o primeiro filme dele ser muito melhor que outros que ele fez quando ja tinha muito mais experiencia. Mas uma das grandes qualidades do 400 Coups em relaçao aos outros filmes é que o Léaud esta uma criança muito fofa e com uma interpretaçao maravilhosa. Ja nos outros, ele ja nao é mais criança, e consequentemente, deixou de ser fofo e bom ator. Uma pena. Como uma tia minha diz, "criança genial, adulto mediocre".

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O Amor aos 20 Anos (Antoine et Colette, 1962)
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Nao juro que esse é o titulo em portugues, mas na verdade o nome desse curta é meio mal resolvido. Me deu a entender que o nome é Antoine et Colette, mas ele foi feito para uma coleçao de varios curtas dirigidos por diretores diferentes chamada L'amour à 20 Ans. Entao ora ele é chamado de Antoine et Colette, ora é de L'amour à 20 Ans.
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Nele, o Antoine tem uns 20 anos (jura?) e se apaixona por uma amiga que so ve ele como amigo mesmo. Nao diria que o curta é genial, mas é muito bem feito e simpatico. Atuaçoes boas, incluindo o Léaud, que como ainda era novinho nessa época, ainda tinha um pouco do talento da infancia, e nao tanto aquela cara de mascarado que ele ganhou depois.
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Parece que tem o curta dividido em partes no youtube, vale a pena dar uma olhadinha.

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Beijos Proibidos (Baisers Volés, 1968)
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6 anos mais tarde, o talento do Léaud ja tinha se esgotado, e ele era entao um ator mediano com um jeito metidinho. Acredito que o Truffaut tambem nao estava num dos seus melhores momentos.
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Nao consigo dizer que o filme é uma porcaria total, até porque os filmes do Truffaut sempre me deixam meio insegura do que falar sobre eles, e porque ele tem algumas qualidades (mesmo que eu nao saiba dizer exatamente quais), que quase todos os filmes dele tem. Um certo charme, simpatia ou algum tipo de hipnose que faz com que o publico nao consiga xingar o filme. Mas acho ele bem fraquinho mesmo. Sem ritmo, meio atrapalhado, nao da pra entender muito bem onde a historia quer chegar, e parece ser composto de varios pequenos acontecimentos, que nao estao nem muito ligados entre si.
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Ainda tem a cena longuissima e meio bizarra do Antoine repetindo "Antoine Doinel" em frente ao espelho muitas vezes. E quando ele finalmente termina e voce acha que vai passar para uma outra cena, ele começa a repetir os nomes da namorada e da mulher do patrao... e mais tarde volta a repetir o seu nome de novo! Se voce assistir o filme e for dormir depois, vai acordar no meio da noite assustado jurando que alguem esta sussurrando "Antoine Doinel, Antoine Doinel, Antoine Doinel, Antoine Doinel" no seu ouvido.
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Por outro lado, o filme tem na abertura a musica "Que reste-t-il de nos amours" (que originou o titulo), cantada por Charles Trenet.
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Domicilio Conjugal (Domicile Conjugal, 1970)
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2 anos mais tarde, Antoine esta casado com Cristine, interpretada por Claude Jade, a mesma menina de Baisers Volés. Ela nao me convence muito, mas é no minimo simpatica, e uma atriz bem correta. Exatamente como Domicilio Conjugal. Muito corretinho, leve, divertido, bem feito e agradavel. Tambem nao é uma obra incrivel, mas é um bom filme, e diferente de Baisers Volés, esta ao nivel de capacidade do Truffaut. O Léaud tambem esta melhor que no filme anterior, e menos mascarado. Mas muito inferior a sua performance em 400 Coups e Antoine et Colette.
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Esse seria o ultimo filme da série, e o Truffaut publicou o livro As Aventuras de Antoine Doinel depois do lançamento de Domicile. Ia pegar o livro na biblioteca, mas obviamente so tinha em frances. Tudo bem, Natal serve pra isso.
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O Amor em Fuga (L'amour en Fuite, 1979)
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Imagino que o Truffaut ficou muito feliz com o Léaud enquanto fazia Domicile Conjugal, porque seu proximo filme tambem foi com ele (As Duas Inglesas e o Amor), so que sem o personagem Antoine Doinel. Depois disso nao sei o que houve, mas para o bem da filmografia do Truffaut, os dois ficaram sem fazer filmes juntos por 8 anos. O triste é que ao final desse periodo os dois se juntaram de novo pra fechar a trilogia de 4 filmes e 1 curta de uma forma bem, digamos, triste.
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Como ja disse, o Domicile teria sido o ultimo Doinel, e nao consegui descobrir porque o Truffaut resolveu fazer mais um. Tenho que admitir que fiquei muitissimo decepcionada com o filme, porque esperava um final muito bom. Algo como um "estudo" do personagem, mas nao de uma forma simplista... esperava alguma coisa feita com muito capricho e qualidade pelo Truffaut, o que so poderia resultar num filme excelente. Pois é, o filme é exatamente o contrario do que eu achava.
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Jean-Pierre Léaud esta mais chato, mascarado e estranho do que nunca, o Truffaut parece que estava sem paciencia alguma pra fazer o filme e ainda tem a chatissima (negrito requeridissimo para deixar bem claro o quao chata ela é) da Marie-France Pisier.
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40% é uma boa estimativa da porcentagem de cenas do filme que sao flashbacks (cenas dos filmes anteriores da série). Nao duvido nem que seja mais que isso. Parece aqueles episodios de série que a Mariazinha fala pro Joaozinho "lembra como a gente vivia roubando as coisas da mamae?" e o telespectador ve tooodas as cenas existentes de episodios anterioes da Mariazinha e do Joaozinho roubando coisas da mamae. Nao preciso nem dizer que esses episodios sao feitos so pra encher linguiça e nao precisar gastar muito dinheiro gravando novas cenas e escrevendo novas historias. So nao consigo entender por que o Truffaut fez isso. É um filme infinitamente inferior ao talento dele, e totalmente desnecessario para a sua filmografia. Uma mancha no seu curriculo. O que me deixa feliz é que vi nos extras do DVD que ele nao ficou satisfeito com o filme.
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Como ja disse, o Doinel esta quase insuportavel. Me parece que ele era bom quando era criança porque nao era ator profissional (e nesse ponto eu concordo com o Spike Jonze, diretor de Onde Vivem os Monstros, que quis uma criança nao-atriz, pois acredita que as que tem experiencia ja estao "estragadas") e ainda estava "fresco". Acho tambem muito provavel que o sucesso que ele fez no 400 Coups colaborou muito para a sua piora e metidice mais tarde, e tambem o fato dele ser a musa do Truffaut. Ele parece estar sempre com uma cara de "sou um ator intelectual". Acho entao que ele so foi piorando a medida que foi envelhecendo. Uma pena, era fa (desculpa a ausencia do til, nao consegui acha-lo nesse teclado ainda...) dele quando vi o seu primeiro filme.
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E a Marie-France Pisier, que interpreta a Colette, esta RI-DI-CU-LA. Muito caricata, fala mexendo o rosto todo, e parece querer ocupar a cena inteira. Nao consigo entender como o Truffaut deixou uma interpretaçao tao podre assim entrar no filme dele.
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Assim como Baisers Volés, ele tambem tem uma musica tema com o titulo do filme, so que diferentemente de Baisers, a musica é muito estranha e nada a ver.
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Ah, e a minha mae reconheceu a menina que fica com ele no final como sendo um espécie de Xuxa francesa. O Truffaut viu o programa infantil dela um dia e achou que ela improvisava bem com criança. Ta, foi uma boa justificativa, mas ela tem muita cara de boba. E segundo à minha mae, ela continuou fazendo esse programa uns 10 anos depois, ja mais velha. Pois é, Xuxa é uma decadencia mundial.
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Continuo achando interessante essa ideia do Truffaut de fazer uma trilogia contando a historia de um mesmo personagem através de varios filmes, mas é chato ver que no fim das contas a trilogia Doinel é meio fraquinha. Composta por 1 filme maravilhoso, 1 bom, 1 fraquinho, 1 horrivel e 1 curta muito bom, no final, até temos mais coisas boas que ruins, mas o fato de o ultimo filme da série ser tao fraquinho acaba estragando um pouco o resto. É realmente uma pena. Seria melhor se o Truffaut tivesse parado no Domicile Conjugal, e fosse de fato uma trilogia de 3 filmes (e meio, por causa do curta).
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Mas nao deixo de recomendar que veja. E mesmo que nao seja essencial, acho muito importante assisti-la na ordem cronologica, ja que os filmes sao bem dependentes entre si, com algumas referencias, e até para entender melhor o desenvolvimento do personagem.

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-Alice
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P.S.: Nao fique esperando a minha critica do Strangers on a Train.

sábado, 21 de novembro de 2009

Justificativa do Atraso e um Relatorio do que Tenho Feito

Ta, o titulo ja diz tudo. O post sobre Strangers on a Train nao tava andando, e eu fiquei meio desanimada... cheguei a pensar em escrever uma critica sobre An Education, mas acabei desistindo e ficou por isso mesmo.


Eu posso nao estar escrevendo aqui, mas continuo assistindo muitos filmes e lendo bastante (nao o suficiente para atingir a minha meta de ler 20 livros nesse ano, mas pelo menos estou lendo alguma coisa) sobre cinema.

Entao, para nao ficar enchendo o blog de linguiça, vou meio que fazer um resumo das coisas que eu li e vi nesse meio tempo e o que achei delas. É basicamente um conjunto de mini criticas de livros e filmes. rs

Primeiro, os filmes que vi desde o meu ultimo post:

2001: Uma Odisséia no Espaço, A Montanha dos 7 Abutres, Atire no Pianista, A Mulher do Lado, Sindicato de Ladroes, Sharkwater, Play it Again, Sam , Suspeita, As Duas Inglesas e o Amor, O Mensageiro do Diabo, The Lady Vanishes e Pirate Radio.


Vi o 2001 no Cinema Du Parc (que depois que eu comprei uma carta especial para ter desconto no ingresso parou de passar filmes interessantes), e fiquei um pouco decepcionada, mas nao muito. Ja sabia que ele era bastante datado e tal, mas acho um certo exagero colocar ele como um dos melhores filmes ja feitos. Ele é, obviamente, muito interessante, e é incrivel como todos aqueles efeitos especiais que nao deixam nada a desejar considerando a tecnologia de hoje, foram feitos naquela época. Mas acho que o filme nao vai muito além disso. Seus personagens principais sao as imagens e os sons, e nesses aspectos ele é perfeito, mas de historia é muito fraco. Mas ele é um filme para se ver considerando a época em que foi feito, e lembrando que é cultura cinematografica. Nao da pra esperar se divertir extremamente ou coisa do genero. E eu nao preciso nem dizer que é essencial que qualquer cinéfilo o veja, claro. Foi bom ter tido a chance de ve-lo numa tela grande e boa. Numa televisao com certeza ia perder muito.


Fiquei morrendo de saudades dos filmes do Billy Wilder quando vi o Montanha. No inicio do ano vi muita coisa dele, mas depois parei. Fazia muito tempo que nao via nada, e agora estou determinada a catar coisas dele na biblioteca. O problema é que vai ter muita coisa na parte de comédia, que é deprimente de olhar. Voce tem que passar por milhares de capas de comédias romanticas, pastelonas e etc, entao é muito desanimador. Mas vou fazer um esforço. rs Se alguem pedir (nao que eu ache que isso va acontecer, mas...), eu escrevo a minha critica toda dele, mas agora vou apenas dizer que gostei muitissimo.


Com o Atire No Pianista, fiquei muito decepcionada. Minha mae ja tinha falado dele varias vezes, falava que era muito divetido e etc, e eu achei um porre. Que bom que é curtinho e nao deu tempo pra eu cochilar enquanto assistia, se nao acho que nao veria até o final. Muito confuso e bagunçado... com certeza o pior filme do Truffaut que vi até agora.

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Em compensaçao, vi A Mulher do Lado, tambem do Truffaut, que gostei muito. É muito bem feito e consegue nao usar nenhum flashback ou ter cenas super explicativas. Consegue ser dramatico e sutil ao mesmo tempo, ser pesado e leve... é, eu sei que soa muito estranho falar assim, mas é verdade. Ele consegue nao virar um dramalhao, mas ao mesmo tempo nao diminui a tragédia da historia.

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Acredite ou nao, mas On the Waterfront se chama Sindicato de Ladroes em portugues. Peguei o filme porque sabia que era importante e nunca tinha visto nada com o Marlon Brando, mas nao sabia que era o Sindicato, descobri depois em casa. rs Fiquei muito decepcionada. Esperava algo interessante, que mostrasse o charme da mafia, e o filme parece ter sido feito por uma igreja. Cheio de morais, especialmente de nao trair a confiança dos outros, nao trair a si mesmo, super cristao. Uma pena, porque as atuaçoes sao excelentes. Eva Marie Saint, que eu tinha achado fraquinha em Intriga Internacional esta otima, e merece muito o Oscar de melhor atriz coadjuvante que ganhou pelo filme. É natural que eu tenha ficado meio decepcionada com o Brando, ja que falam tao bem dele que as expectativas ficam altas demais. Ele é sim otimo, mas eu provavelmente teria gostado mais dele se ja nao tivesse ouvido tanto.


Sharkwater é um documentario tosquinho sobre como os tubaroes sao importantes para o ser humano e inofencivos, que assisti na aula de ingles. É que a minha professora de ingles é doida com tubaroes (animais em geral, na mesa dela tem uma tartaruga de pelucia e uma cobra de plastico e no verao ela foi nadar com whalesharks... nao me pergunte o nome em portugues porque nunca tinha ouvido falar desse animal antes), e estamos estudando como fazer um texto argumentativo, entao ela passou esse filme pra gente, que é praticamente um texto argumentativo filmado. Comentei com ela do 12 Homens e uma Sentença que é perfeito para esse tema, mas acho que ela nao vai passar nao. O documentario é bem fraquinho, e SUPER parcial e manipulador. Todo mundo da turma caiu na dele, e aposto que estao implorando para ganharem um tubaraozinho de estimaçao de Natal. Para completar, ainda tive que escrever uma carta pedindo para salvarem os tubaroes. Nunca quis matar eles, mas o filme me incomodou porque em vez de usar bons argumentos (usa um bom no final, que é de fato um otimo argumento, mas muito brevemente) usa muuuitas imagens de tubaroes tendo suas barbatanas cortadas e sangrando até a morte para nos comover. Bff.


Fiquei toda feliz quando minha mae achou o Play It Again, Sam (que eu nao sei o titulo original) na biblioteca. Sabia que devia ser meio bobo, mas tava doida pra rir de piadinhas relacionadas a Casablanca. Haha. Foi o filme que riu da minha cara. Um porre total. Comedia sobre losers (bem estilo woody allen...), longo, e nem tanta relaçao com Casablanca assim. Final totalmente forçado para poder fazer referencia. E achei muita falta de respeito ficarem imitando o Humphrey Bogart!! HUNF Sem contar que é injusto um loser daquele ter tantos posters lindos e maravilhosos de Casablanca. Desperdicio.

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O Suspeita tambem achei chatinho. Longo e repetitivo. Usa a mesma historinha base ao longo do filme todo. Nao aguentava mais ver a Joan Fontaine se decepcionando com o Cary Grant e 5 minutos depois amando ele de novo. Tambem achei o final estranho e mal feito. Nao me convenceu.



E o terceiro e ultimo do Truffaut desse grupo, As Duas Inglesas e o Amor. Até tenho esse filme (que veio junto de Jules e Jim e O Ultimo Metro) em casa (casa = encaixotado no Brasil), mas acabei nao vendo antes de viajar, entao peguei ele na biblioteca. Achei ele bem longo. Do tipo que multiplica os minutos por 5. Nao cheguei a uma conclusao muito fixa sobre ele, mas gostei do fato que ao longo do filme as coisas pareciam ir estragando, morrendo. E a historia nao é nem tao tragica assim, mas dava a sensaçao de que tudo estava acabando. No entanto, nao gostei muito das atuaçoes das Inglesas. Ja o Amor (que é a musa do Truffaut, o Jean-Pierre Leaud), da pro gasto. Nao achei ele igualzinho ao Antoine Doinel (coisa que seria muito facil de acontecer, afinal era o unico personagem que ele fazia com o Truffaut), mas tambem nao é totalmente diferente. No fim das contas o Leaud foi uma criança prodigio que sofreu o classico problema de deixar de ser criança e, consequentemente, deixar de ser prodigio.


Quanto ao Mensageiro do Diabo (traduçao podre de Night of the Hunter) é maravilhoso. De cara fiquei um pouco decepcionada porque esperava muito dele, mas agora ele ja esta entre os meus favoritos. Excelente uso da linguagem visual, planos maravilhosos, atuaçoes tambem, uma direçao genial... otimo. Altamente recomendado, so nao veja muito tarde. rs É uma pena que o filme tenha sido mal recebido quando foi lançado, o que deve ser a razao de Charles Laughton nao ter dirigido mais nada. Ele com certeza teria sido um diretor incrivel.


Calma, calma, esta acabando. rs Esse é o penultimo, The Lady Vanishes. É tambem o penultimo filme britanico do Hitchcock. Nao gostei muito nao. O inicio é meio de vagar e sem ritmo, ficamos sem entender qual é o tema do filme. É confuso e transborda erros de enredo, coisas que nao fazem muito sentido e etc.


E por ultimo, Pirate Radio, uma comédia nova que eu tambem nao sei o nome em portugues. É uma porcaria. Eu fui no cinema ontem com uma amiga minha (a mesma que reclama que eu leio pouco. Mas agora ela ta ficando mais orgulhosa de mim. rs), e iamos ver (nao, nao era Lua Nova) Amreeka. So que ela olhou errado o horario do filme, e tivemos que escolher outro. Eu queria ver Mary & Max, que parece ser uma animaçao para adultos, mas fiquei preocupada em ser gentil e nao demonstrar muito a minha intolerancia com alguns filmes. Ninguem falava qual filme preferia, e eu acabei sugerindo Pirate Radio, que é comédia e ela tinha falado que parecia ser engraçado. Eu ja tinha visto o trailer muitas vezes e nao pretendia ver MESMO, mas o que a gente faz para nao estragar um amizade, nao é? Entao eu vi um dos piores filmes do ano. Muito ruim MESMO. Ja pela abertura dava pra ver que nao dava pra levar ele nem minimamente a serio, pois ela parece com abertura de serie. Pensei que pelo menos o Phillip Seymour Hoffman era o protagonista, entao nao podia ser tao ruim, mas ele nao é. Usaram o nome e imagem dele pra chamar atençao, mas ele aprece pouquissimo. O filme é muito mal amarrado, e é na verdade cheio de pequenos episodios... uma porcaria total. Nao gaste o seu dinheiro nem tempo com ele. Sério, é horrivel.


Ufa. Terminei... os filmes. Agora vou falar um pouco dos livros. Juro que serei breve. Hum...nao, nao juro, nao porque eu sei que nao vou ser breve coisa nenhuma.


O que eu li mesmo foi You Must Remember This: The Filming of Casablanca e It's Only a Movie (biografia do Hitchcock). Os dois sao bons para saber de alguns detalhes interessante e como fonte de informaçao, mas sao ambos mal escritos.


O Casablanca em especial. Na parte que descrevia o processoe de casting, toda hora que um novo ator era adicionado ao elenco, parava a historia, e começa a contar em detalhes a historia desse ator. Para atores menos importantes eram falados menos detalhes, mas mesmo assim era meio irritante e desanimador. Tinha algumas coisas sobre a vida deles que eram realmente importantes para entender o processo de produçao, mas tinha outras totalmente desnecessarias tambem. Falava detalhes da vida do Major Strasser, o alemao que morre no final! E ele aparece super pouco no filme... enfim, valeu a pena para conhecer mais e tal, mas nao sei se recomendo muito, porque é muito mal escrito mesmo.


O livro do Hitch nao é exatamente escrito, mas sim, uma transcriçao. Varias. Varias, varias. Ele é, basicamente, um conjunto de depoimentos sobre o Hitchcock e os filmes dele. Entao vale um pouco a pena pela mesma razao do Casablanca, por ter bastante informaçao.

Mas ele é muito irregular. Pois a autora fala de todos os filmes dele (digo, transcreve), so que nem sempre ela achava muita gente para depor, entao aguns filmes sao cheios de detalhes, e outros, sao brevemente citados. Fiquei muito triste na parte do Interludio, ja que ele é o meu filme favorito do Hitch, e é comentado muito brevemente. E outros filmes menores recebem paginas e paginas cheias de datelhes muitas vezes desnecessarios.


No Pacto Sinistro por exemplo, deve ter umas 3 paginas so da atriz que interpretou a Miriam falando. A personagem morre no inicio do filme! E ela nem fala nada interessante. Fica dizendo que o Hitchcock gostou do teste dela, e que ele é muito rigido com os atores que escolhe, e que ele disse pra ela colocar oculos pra fazer o personagem, e que ela tinha sei la quantos oculos diferentes, e que ela nao conseguia enxergar nada com um deles, e que era muito engraçado sabe, que tinha uma cena que ela nao conseguia ver nada e que os colegas de elenco tiveram que ajudar ela a pegar o onibus, e que ela nao conseguia ver nada, ah, foi tao engraçado, e ela tinha muitos oculos, e nao conseguia ver nada... voce entendeu o espirito da coisa, né?!

Algumas partes do livro eram bem legais, mas outras eram sacais. Uma pena... mas foi otimo pra eu aprender muita coisa sobre o Hitch.


E agora, meio de embalo, estou lendo (mas to no comecinho ainda) Hitchcock/Truffaut, que é a entrevista que o Truffaut fez com o Hitch em 1962 com o objetivo (dentre outros) de provar à critica americana que o Hitch era um grande diretor e merecia respeito. O Truffaut teve a idéia de fazer a entrevista quando estava divulgando Jules e Jim em Nova York e um jornalista perguntou a ele por que os criticos do Cahiers Du Cinema levavam o Hitchcock tao a sério, ja que mesmo que ele fosse respeitado, nao era considerado tao genial assim pela critica americana.

Eu queria pegar o livro na biblioteca, mas so tinha em frances, e como vassouras sujas nao ensinam frances nenhum, eu nao tenho condiçoes de ler. Mas entao meu pai me deu de presente o livro em ingles porque eu sou uma boa menina. :D Ta, ele nao falou que era por isso, mas gosto de pensar desse jeito. Fico até feliz que nao pude pegar o livro na biblioteca, porque ele é lindo. Cheio de fotos, grandao... ia ser triste ter que devolver! rs Quando terminar de ler falo o que achei.


E eu juro que um dia eu termino a critica do Strangers on a Train!!



-Alice

domingo, 8 de novembro de 2009

100 Filmes

Nao, nao é a minha lista dos 100 melhores filmes ja feitos.

Eu vi que tava quase chegando no mais ou menos (comecei a anotar todos os filmes que vejo agora, entao tem alguns que eu perdi o nome, coisa to tipo) centésimo filme do ano, e achei que esse seria um tema simples e facil para ocupar espaço no blog e adiar mais um pouco o post sobre Strangers on a Train. hehe

Mas eu me enganei totalmente. Ja tive um trabalhão pra colocar os filmes mais ou menos na ordem que vi, e mais trabalho ainda para pegar o titulo original, o diretor e o ano de cada um. Mas pelo menos eu nao precisei ficar horas pensando, escrevendo e reescrevendo argumentos para explicar porque gostei do Strangers.

Estou colocando entao a lista dos mais ou menos 100 filmes que vi esse ano. Agora ja estou quase no 110, mas vou deixar só os 100 mesmo. Tentei fazer algumas lisitnhas dos 10 melhores, 10 piores e etc mas nao deu muito certo, e acabei desistindo. De qualquer jeito, esse post é mais uma encheção de linguiça. rs Ah, e eu recomendo que voce de uma olhada no titulo original do filme caso nao reconheça o brasileiro, porque tem alguns que são bizarramente diferentes. Tipo
An Education = Sedução.

Os links são porque eu tava com preguiça de escrever o nome todo do diretor/filme ou nao sabia com escrever, entao procurei na wikipedia e copiei e colei. Nao sabia que o link era mantido. De qualquer jeito, acho que isso é até uma coisa boa. Se voce estiver entedeado pode até ficar clicando nos nomezinhos e vendon a filmografia toda dos diretores e etc. Mas espero que nenhum dos meus leitores seja loser o suficiente para fazer isso. Caso seja, nao fique ofendido, e por favor, continue a ler o blog! Sua loseridade é importante!

Mas antes, para que voce nao ria da minha cara quando começar a ler a lista, eu vi Marley & Eu quando estava em Vancouver no inicio do ano porque achamos que seria facil de entender sem legenda e bom para praticar ingles. Eu juro! Foi por motivos puramente academicos!

E alguns dos filmes da lista sao umas comédias bobinhas, que eu assisti porque é meio que uma tradiçao assistir filmes tosquinhos com uma amiga minha...

Que fique bem claro que quem jogar na minha cara que eu fui ver Marley & Eu e A Proposta no cinema vai se ver com o meu irmao mais velho (o fato de eu nao ter um irmao mais velho é um mero detalhe)!



1- Marley & Eu (Marley & Me), de David Frankel (2008)
2- Uma Noite de Amor e Música (Nick & Norah’s Infinte Playlist), de Peter Sollett (2008)
3- Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button), de David Fincher (2008)
4- O Lutador (The Wrestler), de Darren Aronofsky (2008)
5- Entre Os Muros Da Escola (Entre les murs), de Laurent Cantet (2008)
6- Dúvida (Doubt), de John Patrick Shanley (2008)
7- Charada (Charade), de Stanley Dooney (1963)
8- Foi Apenas um Sonho (Revolutionary Road), de Sam Mendes (2008)
9- Quem Quer Ser Um Milionário? (Slumdog Millionaire), de Danny Boyle (2008)
10- O Leitor (The Reader), de Stephen Daldry (2008)
11- O Casamento de Rachel (Rachel Getting Married), de Jonathan Demme (2008)
12- Agente 86 (Get Smart), de Peter Segal (2008)
13- Ele Nao Está Tão Afim de Você (He's Just Not That into You), de Ken Kwapis (2009)
14- Elefante (Elephant), de Gus Van Sant (2003)
15- Milk, A Voz da Igualdade (Milk), de Gus Van Sant (2008)
16- Delirios de Consumo de Becky Bloom (Confessions of a Shopaholic), de P.J. Hogan (2009)
17- ...E O Vento Levou (Gone With The Wind), de Victor Fleming (1939)
18- Casablanca (Casablanca), de Michael Curtiz (1942)
19- Falcao Maltês (The Maltese Falcon), de John Huston (1941)
20- Pacto Sinistro (Strangers On a Train), de Alfred Hitchcock (1951)
21- Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hor), de Billy Wilder (1959)
22- Sabrina (Sabrina), de Billy Wilder (1954)
23- Simplesmente Feliz (Happy-go-lucky), de Mike Leigh (2008)
24- A Vida Num Só Dia (Miss Pettigrew Lives for a Day), de Bharat Nalluri (2008)
25- Vivendo e Aprendendo (Smart People), de Noam Murro (2008)
26- 12 Homens e 1 Sentença (12 Angry Men), de Sidney Lumet (1957)
27- Crepúsculo Dos Deuses (Sunset Boulevard), de Billy Wilder (1950)
28- O Equilibrista (Man On Wire), de James Marsh (2008)
29- Caramelo (Sukkar banat), de Nadine Labaki (2007)
30- Rosa Púrpura Do Cairo (The Purple Rose Of Cairo), de Woody Allen (1985)
31- Ladrão De Casaca (To Catch A Thief), de Alfred Hitchcock (1955)
32- Uma Mulher para Dois (Jules et Jim), de François Truffaut (1962)
33- Uma Aventura Na Martinica (To Have and Have Not), de Howard Hawks (1944)
34- Simonal- Ninguem Sabe o Duro que Dei (-), de Claudio Manoel (2009)
35- Uma Mente Brilhante (A Beautiful Minf), de Ron Howard (2001)
36- Acossado (À bout de souffle), de Jean-Luc Godard (1960)
37- Divã (-), de José Alvarenga Jr. (2009)
38- Gata Em Teto de Zinco Quente (Cat on a Hot Tin Roof), de Richard Brooks (1958)
39- Apenas O Fim (-), de Matheus Souze (2009)
40- Pacto de Sangue (Double Indemnity), de Billy Wilder (1944)
41- O Ultimo Metrô (Le Dernier Metro), de François Truffaut (1980)
42- O Demônio das Onze Horas (Pierrot Le Fou), de Jean-Luc Godard (1965)
43- Farenheit 451 (Fahrenheit 451), de François Truffaut (1966)
44- 17 Outra Vez (17 Again), de Burr Steers (2009)
45- Testemunha De Acusação (Witness For the Prosecution), de Billy Wilder (1957)
46- Sinfonia De Paris (An American In Paris), de Vincente Minnelli (1951)
47- O Homem que Matou o Facínora (The Man Who Shot Liberty Valence), de John Ford (1962)
48- A Malvada (All About Eve), de Joseph L. Mankiewicz (1950)
49- Inferno Número 17 (Stalag 17), de Billy Wilder (1953)
50- A Condessa Descalça (The Barefoot Contessa), de Joseph L. Mankiewicz (1954)
51- Ladrões De Bicicleta (Ladri de Biciclette), de Vitorio De Sice (1948)
52- À Meia Luz (Gaslight), de George Cukor (1944)
53- À Deriva (-), de Heitor Dahlia (2009)
54- A Proposta (The Proposal), de Anne Fletcher (2009)
55- Tudo Pode Dar Certo (Whatever Works), de Woody Allen (2009)
56- Tokyo Sonata (Tokyo Sonata), de Kiyoshi Kurosawa (2008)
57- Julie & Julia (Julie & Julia), de Nora Ephron (2009)
58- Eu Matei a Minha Mãe (J’ai Tue Ma Mere), de Xavier Dolan (2009)
59- A Partida (Okuribito), de Yōjirō Takita (2008)
60- Up- Altas Aventuras (Up), de Pete Docter (2009)
61- 9.99 (9.99), de Tatia Rosenthal (2008)
62- Hairspray (Hairspray), de John Waters (1988)
63- O Grande Ditador (The Great Dictator), de Charles Chaplin (1940)
64- Intriga Internacional (North By Northwest), de Alfred Hitchcock (1959)
65- O Baile (Le Bal), de Ettore Scola (1983)
66- (500) Dias com Ela ( (500) Days Of Summer), de Marc Webb (2009)
67- A Tortura do Silencio (I Confess), de Alfred Hitchcock (1953)
68- Interludio (Notorious), de Alfred Hitchcock (1946)
69- Sombra de Uma Dúvida (Shadow Of a Doubt), de Alfred Hitchcock (1943)
70- Tesouro de Sierra Madre (The Treasure of Sierra Madre), de John Huston (1948)
71- O Estranho Mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas), de Tim Burton (1993)
72- Disque M Para Matar (Dial M for Murder), de Alfred Hitchcock (1954)
73- Um Corpo que Cai (Vertigo), de Alfred Hitchcock (1958)
74- De Repente Num Domingo (Vivement Dimanche!), de François Truffaut (1983)
75- Os Incompreendidos (Les 400 Coups), de François Truffaut (1959)
76- Obrigado por Fumar (Thank You For Smoking), de Jason Reitman (2006)
77- Festim Diabólico (The Rope), de Alfred Hitchcock (1948)
78- Quando Fala o Coração (Spellbound), de Alfred Hitchcock (1945)
79- ? (Whip It), de Drew Barrymore (2009)
80- O Homem Errado (Wrong Man), de Alfred Hitchcock (1956)
81- Scarface- A Vergonha de Uma Naçao (Scarface), de Howard Hawks (1932)
82- Coco Antes de Chanel (Coco Avant Chanel), de Anne Fontaine (2009)
83- Beijos Proibidos (Baisers Voles), de François Truffaut (1968)
84- Adeus Lenin! (Good Bye Lenin!), de Wolfgang Becker (2003)
85- Nosferatu (Nosferatu, eine Symphonie des Grauens), de F. W. Murnau (1922)
86- Brilho de uma Paixão (Bright Star), de Jane Campion (2009)
87- Rebecca (Rebecca), de Alfred Hitchcock (1940)
88- O Homem que Sabia de Mais (The Man Who Knew Too Much), de Alfred Hithcock (1956)
89- ? (The Invention Of Lying), de Ricky Gervais (2009)
90- Pickpocket (Pickpocket), de Robert Bresson (1959)
91- Intermezzo- Uma História de Amor (Intermezzo- A Love Story), de Gregory Ratoff (1939)
92- Cidadão Kane (Citizen Kane), de Orson Welles (1941)
93- Onde Vivem os Montros (Where The Wild Things Are), de Spike Jonze (2009)
94- Domicilio Conjugal (Domicile Conjugal), de François Truffaut (1970)
95- Querido Boudu (Boudu sauvé des eaux), de Jean Renoir (1932)
96- Agonia do Amor (Paradine Case), de Alfred Hitchcock (1947)
97- Nosferatu – O Vampiro da Noite (Nosferatu: Phantom der Nacht), de Werner Herzog (1979)
98- ? (The Battle Over Citizen Kane), de Michael Epstein e Thomas Lennon (1996)
99- A Serious Man (A Serious Man), de Joel e Ethan Coen (2009)
100- Sedução (An Education), de Lone Scherfig (2009)