Peço desculpas pela demora em postar... de novo. Minhas aulas acabaram ha pouco tempo e estou em temporada de exams, e mesmo eu estando na verdade tranquila de tempo eu nao estava muito inspirada para escrever. By the way a data do post nao é do dia que eu escrevi e publiquei. Eu comecei a prepara-lo ainda em maio, mas so coloquei os cartazes dos filmes na verdade. Tudo foi escrito hoje, dia 11/06/2010.
Como sempre, eu prometo que vou postar com mais frequencia. E como sempre, nao vou comprir.
Aqui estao as criticas dos dois ultimos filmes que vi no minifestival de Cannes no Cinema du Parc. Depois de ver essa pequena amostra de vencedores de Cannes cheguei à conclusao que esses filmes sao premiados mais pelo impacto da época e criatividade do que por qualidade em si. Fiquei com a sensaçao que os juris vao mais pelo "calor do momento". Mas provavelmente estou errada, afinal eu sou uma pirralha que nao sabe de nada e reclama de obras primas incontestaveis, entao nao ligue para o que eu digo. Ah, e se o filme tiver o Harvey Keitel as chances melhoram tambem, ja que 3 dos 5 filmes que vi tinham a sua participaçao (Taxi Driver, Pulp Fiction e O Piano).
By the way, se voce ama Tarantino/Pulp Fiction, por favor pule direto para a critica de O Piano.
Pulp Fiction

Diretor: Quentin Tarantino
Ano: 1994
Pulp Fiction é um filme muito respeitado que eu era doida para ver ha muito tempo mas morria de medo por causa da famosa violencia explicita do Tarantino. Gostaria de ter conhecido alguem que tivesse visto o filme ha pouco tempo que pudesse me dizer que o filme nao é tao violento nem tao explicito assim. Claro, pessoas com um estomago muito fraco provavelmente vao ficar incomodadas, mas eu que me assusto com qualquer coisa (as vezes dou um gritinho so porque alguem me cutucou de leve) achei a violencia muito light demais e fiquei extremamente decepcionada. Se a violencia Tarantino é leve assim eu vou assistir Laranja Mecanica e O Iluminado logo.
Alem da decepçao com a falta de violencia, fiquei tambem extremamente impressionada com a pobreza do roteiro e do filme todo no geral. Entendo que ele tenha chamado atençao por ser muito diferente, e tambem entendo todo esse lado do Tarantino de fazer referencias a filmes B com mais recursos etc, mas nao consigo entender de jeito nenhum como Pulp Fiction é considerado uma obra prima. O tal roteiro genial do Tarantino na verdade é uma bagunça total, com um cruzamento de historias mal feito e super arrastado. O dialogo genial tambem nao é tudo isso. No inicio até o achei fluente, mas as mini historinhas começam a ficar muito longas e perdem a graça e mostram ter um timing terrivel com um dialogo longo demais e cheio de fuck demais. Fiquei umas 24 horas sem conseguir fazer uma frase inteira sem falar fuck, fucking, shit e motherfucker. Desnecessario. Alem de perceber que o dialogo era pobre depois de algumas cenas, tambem percebi que todos os personagens falam do mesmo jeito. A unica diferença é o nivel de fuck de um para outro.
O humor trash meio negro tambem logo cansa. Muitas das coisas me fariam morrer de rir normalmente, como por exemplo a morte idiota do John Travolta, ou quando eles acidentalmente atiram e matam o cara no banco de tras do carro. Mas tudo fica muito previsivel e repetitivo depois de vermos as primeiras historinhas e entendermos o estilo da coisa.
Tudo é caricato demais, incluindo as atuaçoes. O unico aspecto do filme que se salva é o John Travolta, que esta otimo. Ele é o unico que conseguiu compor bem o seu personagem no meio dessa bagunça toda, sem ficar fora do estilo trash do filme. Qualquer um que nao goste do Travolta pelo seus tempos de Grease deve ver Pulp, que é a prova dos seus skills como ator.
O Piano

Diretora: Jane Campion
Ano: 1993
Tinha vontade de ver esse filme ha muito tempo so por causa da Anna Paquin, a quem eu sou muito simpatica nao sei porque, e pela sua performance que a tornou a segunda mais jovem atriz a ganhar um Oscar.
No entanto, O Piano é muito mais que isso. A atuaçao de Paquin nem é tao boa assim. Nao é ruim, até considerando que ela era uma criancinha, mas continuo achando Max Records o maior no quesito atuaçao infantil. Anna atua bem, mas é mais fofa que boa atriz.
Quanto ao resto, o filme tem altos e baixos. Visualmente é simplesmente belissimo. Nao posso descreve-lo com uma palavra diferente de stunning. Ja o roteiro e a historia em si meio que se perdem. Tem bons momentos, mas o final é muito ruim e acaba com todo o clima de repressao e solidao do filme, o que afeta muito o produto final e o impacto no espectador.
Jane Campion me convenceu que é uma boa diretora (muito melhor do que o seu recente meloso e sem graça Brilho de Uma Paixao) e tem uma boa mao para construir o clima da historia, que é feito com maestria. A cena na qual o marido se revolta e SPOILER corta o dedo da protagonista é pesada, dramatica mas linda. A cena mais marcante de todo o filme e resultado de um direçao de primeira.
Foi de longe o melhor filme que vi nesse minifestival, mesmo que O Piano tenha parecido melhor enquanto eu assistia do que agora. Acho que a principal questao é que a direçao de arte e a fotografia sao tao belas que todos os outros problemas do filme ficam meio para tras. So consigo pensar naquela floresta escura e umida com alguns tons mais claros fazendo um contraste lindo, mas nao obvio.
Coming Soon (or not):
Kubrick's
Herzog's
Alta Fidelidade, Caes de Aluguel e Quero Ser John Malkovich
Como sempre, eu prometo que vou postar com mais frequencia. E como sempre, nao vou comprir.
Aqui estao as criticas dos dois ultimos filmes que vi no minifestival de Cannes no Cinema du Parc. Depois de ver essa pequena amostra de vencedores de Cannes cheguei à conclusao que esses filmes sao premiados mais pelo impacto da época e criatividade do que por qualidade em si. Fiquei com a sensaçao que os juris vao mais pelo "calor do momento". Mas provavelmente estou errada, afinal eu sou uma pirralha que nao sabe de nada e reclama de obras primas incontestaveis, entao nao ligue para o que eu digo. Ah, e se o filme tiver o Harvey Keitel as chances melhoram tambem, ja que 3 dos 5 filmes que vi tinham a sua participaçao (Taxi Driver, Pulp Fiction e O Piano).
By the way, se voce ama Tarantino/Pulp Fiction, por favor pule direto para a critica de O Piano.
Pulp Fiction

Diretor: Quentin Tarantino
Ano: 1994
Pulp Fiction é um filme muito respeitado que eu era doida para ver ha muito tempo mas morria de medo por causa da famosa violencia explicita do Tarantino. Gostaria de ter conhecido alguem que tivesse visto o filme ha pouco tempo que pudesse me dizer que o filme nao é tao violento nem tao explicito assim. Claro, pessoas com um estomago muito fraco provavelmente vao ficar incomodadas, mas eu que me assusto com qualquer coisa (as vezes dou um gritinho so porque alguem me cutucou de leve) achei a violencia muito light demais e fiquei extremamente decepcionada. Se a violencia Tarantino é leve assim eu vou assistir Laranja Mecanica e O Iluminado logo.
Alem da decepçao com a falta de violencia, fiquei tambem extremamente impressionada com a pobreza do roteiro e do filme todo no geral. Entendo que ele tenha chamado atençao por ser muito diferente, e tambem entendo todo esse lado do Tarantino de fazer referencias a filmes B com mais recursos etc, mas nao consigo entender de jeito nenhum como Pulp Fiction é considerado uma obra prima. O tal roteiro genial do Tarantino na verdade é uma bagunça total, com um cruzamento de historias mal feito e super arrastado. O dialogo genial tambem nao é tudo isso. No inicio até o achei fluente, mas as mini historinhas começam a ficar muito longas e perdem a graça e mostram ter um timing terrivel com um dialogo longo demais e cheio de fuck demais. Fiquei umas 24 horas sem conseguir fazer uma frase inteira sem falar fuck, fucking, shit e motherfucker. Desnecessario. Alem de perceber que o dialogo era pobre depois de algumas cenas, tambem percebi que todos os personagens falam do mesmo jeito. A unica diferença é o nivel de fuck de um para outro.
O humor trash meio negro tambem logo cansa. Muitas das coisas me fariam morrer de rir normalmente, como por exemplo a morte idiota do John Travolta, ou quando eles acidentalmente atiram e matam o cara no banco de tras do carro. Mas tudo fica muito previsivel e repetitivo depois de vermos as primeiras historinhas e entendermos o estilo da coisa.
Tudo é caricato demais, incluindo as atuaçoes. O unico aspecto do filme que se salva é o John Travolta, que esta otimo. Ele é o unico que conseguiu compor bem o seu personagem no meio dessa bagunça toda, sem ficar fora do estilo trash do filme. Qualquer um que nao goste do Travolta pelo seus tempos de Grease deve ver Pulp, que é a prova dos seus skills como ator.
O Piano

Diretora: Jane Campion
Ano: 1993
Tinha vontade de ver esse filme ha muito tempo so por causa da Anna Paquin, a quem eu sou muito simpatica nao sei porque, e pela sua performance que a tornou a segunda mais jovem atriz a ganhar um Oscar.
No entanto, O Piano é muito mais que isso. A atuaçao de Paquin nem é tao boa assim. Nao é ruim, até considerando que ela era uma criancinha, mas continuo achando Max Records o maior no quesito atuaçao infantil. Anna atua bem, mas é mais fofa que boa atriz.
Quanto ao resto, o filme tem altos e baixos. Visualmente é simplesmente belissimo. Nao posso descreve-lo com uma palavra diferente de stunning. Ja o roteiro e a historia em si meio que se perdem. Tem bons momentos, mas o final é muito ruim e acaba com todo o clima de repressao e solidao do filme, o que afeta muito o produto final e o impacto no espectador.
Jane Campion me convenceu que é uma boa diretora (muito melhor do que o seu recente meloso e sem graça Brilho de Uma Paixao) e tem uma boa mao para construir o clima da historia, que é feito com maestria. A cena na qual o marido se revolta e SPOILER corta o dedo da protagonista é pesada, dramatica mas linda. A cena mais marcante de todo o filme e resultado de um direçao de primeira.
Foi de longe o melhor filme que vi nesse minifestival, mesmo que O Piano tenha parecido melhor enquanto eu assistia do que agora. Acho que a principal questao é que a direçao de arte e a fotografia sao tao belas que todos os outros problemas do filme ficam meio para tras. So consigo pensar naquela floresta escura e umida com alguns tons mais claros fazendo um contraste lindo, mas nao obvio.
Coming Soon (or not):
Kubrick's
Herzog's
Alta Fidelidade, Caes de Aluguel e Quero Ser John Malkovich




















