
Amanhã termina o Festival du films de monde de Montreal, que começou dia 27 de agosto.
Eu tava muito animada com o festival. Aí um dia eu peguei o folhetinho. Depois de ver a programaçao, acabei só vendo 1 filme.
Parece que é um festival que quase morre todo o ano, e essa seria uma tentativa de mante-lo. Ele é completamente diferente do festival de Toronto, que tem uma certa importancia e as personalidades até vao la. O films du monde mesmo tendo mostra competitiva, é mais alternativo, ninguem vem, e é bem menor.
Os filmes passavam em diferentes lugares da cidade: alguns pagos, em cinemas, outros em tendas, e alguns numa telona gigante a ceu aberto. Esses ultimos eram sempre acompanhados de um curta antes.
Tambem tinha varias mostras diferentes: competitiva, de primeiro filme do diretor, classicos, e alguma outra que eu esqueci. rs
A programaçao era desanimadora. Boa parte dos filmes sao de Québec mesmo, e todos tem um plot muito parecido: era uma vez um carinha em Quebec que foi pra Montreal. Era uma vez uma menininha em Montreal que foi para Quebec. Era uma vez dois amigos, um em Montreal, outro em Quebec. E por aí vai.
Mas mesmo com a programaçao fraca, eu gostaria de ter visto mais filmes, como 2001: Uma Odisséia No Espaço, Fama e uma maratoninha de curtas da NFB (National Film Board of Canada, uma produtora de filmes/curtas de animaçao daqui). Mas como o festival começou junto com as aulas, que estao me matando, ficou dificil de ver os filmes ja que eles passavam tarde.
Mas por sorte, o Intriga Internacional (Sim, aquele que eu fui tentar ver no cinema de 2 dolares e bati com a cara na porta) passou ontem de noite na telona aberta.
Tava bem frio e eu ficava pulando um pouco pra me esquentar, mas foi ótimo. Chegamos ainda estava terminando o filme anterior, La Petite Voleuse, (nele vi uma cena em que a menina enfia um garfo na mao da outra. Nunca mais olhei para garfos da mesma forma.) e tava bem cheio. Tinha gente sentada nos bancos que eles colocaram, gente numa escada, no chao, e tinha até aqueles que levaram suas proprias cadeirinhas.
Estavam emprestando almofadinhas gratuitamente de graça sem pagar nada por preço algum para sentar em cima, entao pegamos 3 pra a gente.
Assim que o Voleuse terminou, muita gente foi embora e conseguimos um banquinho, com direito a um cara alto na nossa frente e uma menininha de uns 3 anos cujos pais sem noçao, nao só nao tinham dinheiro para ir a um cinema pago, como tambem nao tinham para uma babá, e a levaram para ver Hitchcock as 10 da noite. Canadenses sao meio bizarros. Logo o cara alto mudou de lugar, já a menina ficou la ate o final. Mas tirando uns gritinhos ela até que nao atrapalhou muito.
Fiquei em pé durante a maior parte do filme para ter um apoio da legenda em frances (mesmo eu só falando ingles, ajudava um pouco porque som de filme antigo nunca é muito bom, mesmo o som do lugar sendo ótimo.) e poder pular um poquinho e ficar com menos frio (já disse que é verao aqui?).
Depois eu vou postar a minha critica do filme. Valeu muitíssimo a pena ver ele numa tela tao grande. Na televisao em casa com certeza ia perder muito. E na cena do aviao, varias pessoas passando em frente a tela quase foram pegas. rs A roda do aviao passou raspando na cabeçinha de algumas.
O filme terminou bem tarde, quase 1 da manha, acho. Assim que acabou, saímos correndo para fugir do frio e nao perder o ultimo metro (o ultimo metro mesmo, nao o filme).
Abaixo, algumas fotos que tirei. Nao ficaram muito boas, mas da pra ter uma ideia de como era o lugar.
escadinha feita de banco
cadeirinhas levadas de casa. rs